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Biomecânica da Respiração na Prática do Método Pilates

Biomecânica-da-Respiração---CAPA

A respiração é um dos princípios mais enfatizados na prática do Método Pilates, por isso hoje vamos falar sobre a biomecânica da respiração.

Os seus objetivos principais são proporcionar a troca de gases dentro dos pulmões e facilitar a estabilização da coluna durante o movimento, estimulando uma maior consciência respiratória aos praticantes do Método.

Do ponto de vista da biomecânica as duas fases do ciclo respiratório se apresentam com característas opostas, por exemplo:

Inspiração: contração do diafragma, expansão da caixa torácica, relaxamento dos músculos intercostais externos e leve extensão da coluna lombar.

Expiração: relaxamento do diafragma, fechamento da caixa torácica, relaxamento dos músculos intercostais externos e leve flexão da coluna torácica.

Biomecânica da RespiraçãoBiomecânica-da-Respiração-1

Quando analisamos a biomecânica da inspiração, podemos observar um leve aumento da lordose lombar.

Isso ocorre devido à localização da inserção do diafragma que por ser um músculo que compreende toda a parede superior da cavidade abdominal apresenta algumas particularidades anatômicas no que diz respeito à sua inserção.

Porção Vertebral

Parte interna ou pilares do diafragma, constituída por 2 grossos feixes de fibras de comprimentos desiguais.

O pilar direito insere-se sobre os discos intervertebrais L.1-L.2 e L.2-L.3, descendo, às vezes, sobre o disco L.3-L.4.

O pilar esquerdo insere-se sobre o disco L.1-L.2 e, frequentemente, prolonga-se até o disco L.2-L.3;

Porção Costal

É toda região lateral do diafragma.

Origina-se na face interna das últimas costelas e sobre as arcadas aponeuróticas que unem os ápices da 10ª, 11ª e 12ª costelas (Arcadas de Senac).

Essas inserções confundem-se com as do transverso do abdômen, especialmente ao nível da 10ª, 11ª e 12ª costelas. As fibras musculares terminam-se sobre os bordos laterais dos folíolos laterais e anteriores do centro tendíneo.

Porção Esternal

É constituída por um ou dois feixes musculares distintos, provenientes da face posterior do processo xifóide, terminando-se sobre a porção média do folíolo anterior.

Centro Tendíneo

Lâmina fibrosa formada pelo cruzamento dos tendões medianos dos músculos digástricos periféricos; o centro tendíneo ocupa a porção central do diafragma.

DiagfragmaBiomecânica-da-Respiração-2

O diafragma possui orifícios importantes, que obturam totalmente a região inferior do tórax.

Esses três orifícios juntam-se com as estreitas zonas entre os pilares, que permitem a passagem do tronco simpático, dos nervos esplâncnicos e da raiz interna das veias Ázigos. São eles:

Orifício Aórtico: essa ranhura ósteo-fibrosa sobe até a 12ª vértebra dorsal e permite a passagem da aorta que adere à sua porção anterior;

Orifício Esofágico: unicamente muscular, situa-se ao nível da 10ª vértebra dorsal. De forma elíptica, permite a passagem dos nervos pneumogástricos e do esôfago que a ele adere fortemente, através das fibras musculares e conjuntivas). Por tanto, podemos aplicar a respiração com foco no objetivo que queremos durante determinado movimento.

Biomecânica da Respiração Aplicada ao MovimentoBiomecânica-da-Respiração-3

Com um exemplo claro do uso da biomecânica da respiração aplicada ao movimento, fazemos a observação do exercício Swan.

Se ddurante o exercício o objetivo for a mobilidade da coluna vertebral durante o movimento de extensão da coluna, podemos realizar a inspiração ao simultaneamente à extensão da coluna vertebral.

Caso contrário, se o objetivo for a melhora no crescimento axial da coluna, gerando estabilidade durante essa extensão, devemos realizar a expiração durante o movimento de extensão da coluna vertebral.

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