Posted in:

Método Pilates com Fisioterapeuta ou Educador Físico? Conheça todas as diferenças

Método-Pilates---Capa

Tem sido crescente a procura do Método Pilates pela população, principalmente através de orientação médica.

Alguns problemas de saúde, como dores na coluna, alterações na postura e colesterol aumentado são as indicações mais comuns dos médicos ao Método Pilates.

De acordo com a Associação Brasileira de Pilates, Pilates é um Método de condicionamento físico e mental, com exercícios de baixo esforço, de forma geral, usando diferentes aparelhos e equipamentos.

Seu sistema de exercícios associa diferentes conceitos e técnicas, com o objetivo de melhorar a flexibilidade, o condicionamento físico, a consciência corporal, o equilíbrio e a força muscular.

Quem pode ministrar o Método Pilates?Método-Pilates-4

O Método Pilates ainda não é uma especialidade somente de uma profissão. Profissionais com formação em fisioterapia e educação física estão aptos a trabalharem com o Método desde que sejam capacitados através de cursos.

Aptidões regularizadas pelas resoluções N° 386∕ 2011 favorece o fisioterapeuta e a resolução de N° 201∕ 2010 favorece o profissional de educação física. Esses profissionais detêm de conhecimento de anatomia, cinesiologia e biomecânica, que são disciplinas que considero a base para os exercícios bem planejados e executados no Pilates.

O Conselho de Fisioterapia (Coffito) considera que o método Pilates é um recurso cinesioterapêutico e mecanoterapêutico que promove a educação e reeducação do movimento corporal, composto por exercícios terapêuticos de promoção, prevenção e recuperação da saúde físico funcional.

Deve ser feita a avaliação dos seus clientes/pacientes para eleger o melhor recurso do Método Pilates e propedêutica apropriada e ainda constar de evolução da intervenção fisioterapêutica em prontuário, cuja responsabilidade deverá ser assumida pelo Fisioterapeuta.

O Conselho Federal de Educação Física (Confef) considera o Pilates como modalidade e método de ginástica que deverá ser orientado e dinamizado por profissionais de Educação Física.

Sua prática aplica-se à busca pelo aperfeiçoamento do condicionamento físico geral, da estabilização postural e da melhoria do desempenho nas atividades físico-desportivas e nas atividades típicas da vida diária.

O mesmo profissional também avalia e planeja as atividades do Método Pilates objetivando otimizar, aperfeiçoar e aprimorar o funcionamento fisiológico orgânico, bem como, o condicionamento e o desempenho fisiocorporal orientado para o bem-estar, estilo de vida ativo e promoção da saúde.

Diferenças entre o Fisioterapeuta e o Educador FísicoMétodo-Pilates---Fisioterapeuta

Com base nas resoluções que dão direito aos profissionais de fisioterapia e educação física a ministrarem aulas de Pilates podemos dizer que as duas áreas têm em comum a prevenção e melhora do desempenho da saúde física corporal.

Diferentemente o fisioterapeuta utiliza o método como forma também de reabilitação, que por sinal, talvez seja a maior demanda da maioria dos alunos que praticam Pilates com fisioterapeutas.

Alguns estudos mostram que é maior a atuação de fisioterapeutas que trabalham com Pilates em relação aos profissionais de educação física e que boa parte dos alunos que praticam o método fazem por que tiveram orientação médica. (Liposcki, Ribeiro, Schneider, 2016).

É notável também uma preferência dos médicos em indicar pacientes para realizar Pilates com fisioterapeutas devido ao olhar de reabilitação do mesmo.

Sabemos que o método Pilates vem sofrendo adaptações, porém não devendo perder sua essência com seus princípios que são a concentração, respiração, powerhouse, controle, precisão e fluidez. Seja ele instruído por fisioterapeuta ou educador físico esses princípios devem estar sempre presentes.

Adaptações como o New Pilates, Aero Pilates, Pilates Fit, Cross Pilates fazem parte do grupo de exercícios que envolvem o Pilates contemporâneo e se aproximam mais do objetivo do bem-estar e melhora do condicionamento físico, no entanto, também é trabalhada a reabilitação de pacientes com esses métodos.

O Cross e o New foram criados por fisioterapeutas e certamente assim como as outras modalidades contemplam a reabilitação através de uma aula mais dinâmica.

O fisioterapeuta ao avaliar um aluno para trabalhar no método Pilates deve ter uma visão de reabilitação e também de prevenção, pois muitas vezes o aluno ou paciente pode estar sem queixas.

Deve ir além do que ele vê no momento, sempre correlacionando uma determinada alteração com um possível problema futuro, por exemplo:

  1. Uma pronação do pé (pisada para dentro) pode levar a uma rotação interna do joelho e a um aumento da lordose lombar;
  2. Uma protrusão de ombro (ombros em rotação interna) pode aumentar o impacto nas estruturas da articulação do ombro e aumento da tensão no trapézio superior.
  3. Assim, várias outras alterações podem acontecer e se o profissional não estiver atento à essas questões pode levar a problemas futuros para o aluno ou paciente.

Os fisioterapeutas que trabalham com Pilates, muitos seguem uma linha mais tradicional do Método, dando ênfase na respiração associada ao powerhouse, ganho de resistência, flexibilidade e equilíbrio. No entanto, é crescente o número de fisioterapeutas que trabalham com Métodos do Pilates contemporâneo.

O educador físico ao avaliar e prescrever o treino de um aluno deve estar atento às necessidades do mesmo, aos seus anseios e saber se o aluno tem alguma disfunção osteomioarticular para que ele possa respeitar o limite do aluno ou até mesmo encaminha-lo para outro profissional.

O profissional de educação física trabalha com a linha do condicionamento físico e aeróbico com uso de alguns equipamentos como esteira e bicicleta ergométrica dentro do estúdio ou da academia, além de priorizar normalmente o trabalho de ganho de força, flexibilidade e resistência.

Concluindo…Método-PIlates-3

Dessa forma, o aluno pode fazer a escolha do profissional que melhor atenderá sua necessidade.

É muito importante estar atento na formação do profissional e sempre bom ter boas referências do mesmo, buscar ter acesso a pessoas que fazem ou fizeram aula com aquele (a) profissional é sempre bom e até mesmo ter acesso ao seu currículo.

Profissional bom é aquele que está sempre em busca de conhecimento!

Written by Gracielle Jesus Carneiro

Gracielle Jesus Carneiro

Fisioterapeuta graduada pela FAN (Faculdade Nobre de Feira de Santana) 2012. Formação completa no Método Pilates, além de extensão universitária de aprimoramento profissional em RPG, curso de curta duração em CORE 360 e Treinamento empreendedor Líder Coach. Atualmente atua nas áreas de ortopedia, neurologia, Pilates, RPG ambulatorial e domiciliar.

3 posts

2 Comentários

Deixe um Comentário
  1. Sou sócia de estúdio de Pilates e estética.

    Gostaria de estar tirando algumas duvidas :

    Tenho uma instrutora que foi formada na Faculdade Angel Vianna em Licenciatura plena em dança . A mesma fez um curso transdisciplinar (modelo pós graduação) – Studio Marianna Lobato- RJ.

    Minha dúvida é:
    Por eu não ser da área de saúde e conter em meu quadro de colaboradoras maioria fisioterapeutas, gostaria de estar me informando melhor sobre a questão de profissionais de dança atuarem com o método do pilates nos estúdios.

    Como funciona?
    Tem alguma lei que impeça?
    Como é tratado esse assunto perante CREFITOS e CREFS?

  2. Olá Paula.
    Respondendo a sua pergunta, sei que a dança enquanto exercício físico deve ser fiscalizada pelos órgãos Confef e Cref ( Conselhos Federal e Regional de Educação Fisica respectivamente). Como o Pilates não é privativa de apenas um profissional e até onde sei é que as duas profissões fisioterapia e educação física estarem legalmente capacitados para atuar no método, o profissional de dança que atuar com o pilates encontrará suporte com o Confef e Cref, sendo assim legal a prática ao meu ver.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *