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Como o Método Pilates ajuda no Tratamento do Bico de Papagaio?

Como o Método Pilates ajuda no Tratamento do Bico de Papagaio?
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Você já ouviu falar em bico de papagaio né? Para entendermos mais sobre esta condição, precisamos antes analisar a coluna e todos os seus derivados. Vamos lá?

O Método Pilates tem sido bastante indicado e praticado quando o objetivo é buscar alinhamento postural e alívio de dores, principalmente na coluna. Atualmente, sabe-se que essa técnica é eficaz na redução de dor lombar, seja inespecífica ou no tratamento de patologias da coluna.

Considerando que o Método é baseado em exercícios que promovem flexibilidade e estabilidade articular pelo fortalecimento dos músculos profundos da coluna e pelve. Tudo isso de forma concêntrica, excêntrica e isométrica o que remete a um benefício que proporciona alinhamento das desordens posturais.

Mas lembre-se: todo o trabalho deve ser individualizado e baseado em uma avaliação física detalhada.

Muitos dos desvios posturais são originados por padrões cinéticos repetitivos, o que desenvolve um prejuízo de sustentação e mobilidade na coluna, e conseqüentemente, no corpo todo.

Esse tipo de padrão tem se tornado uma epidemia, uma vez que os hábitos modernos nos levam à longos períodos na posição sentada, com cervical em flexão para olhar para a tela do computador.

Dessa forma, os movimentos repetitivos e a má postura por longos períodos de tempo acabam gerando muitas compensações, especialmente na coluna.

Em geral, a postura humana passa por muitas mudanças ao longo dos anos, que devido ao excesso de sobrecarga e outros vários fatores, podem influenciar a manutenção e formação das principais patologias da coluna. Uma dessas patologias está relacionada à formação óssea anormal, chamada osteófito, conhecido popularmente como “bico de papagaio”.

Anatomia da Coluna

A coluna vertebral possui, aproximadamente, 2/5 da altura total do corpo e é composta por vários ossos chamados vértebras, sendo:

  • 7 Vértebras Cervicais
  • 12 Torácicas
  • 5 Lombares
  • 5 Sacrais
  • 4 Coccígeas

Os corpos das vértebras cervicais apresentam um menor diâmetro e altura, sendo a porção mais alta da coluna na posição ortostática. (TORTORA, 2012).

Os corpos dorsais ou torácicos vão apresentando um tamanho maior na altura e diâmetro, de forma progressiva, apresentando um formato cilíndrico. Os corpos vertebrais lombares são achatados e largos por constituírem as vértebras que suportam as maiores pressões da coluna vertebral.

As vértebras sacras são fundidas entre si, constituindo-se num osso que apresenta forma triangular.

Curvas da Coluna Vertebral

Fonte: https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-esqueletico/coluna-vertebral/

A coluna vertebral do adulto apresenta quatro curvaturas sagitais:

  1. Cervical
  2. Torácica
  3. Lombar
  4. Sacral

E o conjunto dessas curvas exerce entre si um fenômeno compensatório, pois as lordoses se compensam com as cifoses e vice-versa. Este fenômeno auxilia na descarga do peso corporal.

As curvaturas torácica e sacral, convexas posteriormente, são denominadas primárias devido sua embriologia fetal e decorrem da diferença de tamanho entre as partes anteriores e posteriores dos corpos vertebrais.

A coluna vertebral, vista lateralmente, apresenta curvas lordóticas, cifóticas, que são rígidas, semi-rígidas e móveis. As móveis são as curvas dos segmentos cervicais e lombar. São móveis por não serem presas a nenhum componente ósseo, tendo a sua estabilidade apenas pelas inserções das estruturas ligamentares e musculares.

Devido a essa condição, a estabilidade da coluna cervical e lombar depende da qualidade da força e resistência dos músculos e ligamentos ao qual estão inseridas.

Por isso, é muito importante a necessidade de manter e aumentar a integridade das estruturas musculares e, principalmente, dos músculos abdominais, para manter o alinhamento e fortalecimento da coluna vertebral.

A coluna torácica é cifótica com convexidade posterior e semi-rígida. Sua condição de semi-rígida é produzida pela fixação nos arcos-costais, que se limitam com poucos movimentos, tem a sustentação dos arcos-costais com os quais se articula.

A parte superior da coluna cervical serve como base de sustentação da calota craniana e da apófise odontóide que permite as rotações para a direita e para a esquerda do crânio em relação ao eixo vertebral.

No segmento cervical e lombar, os movimentos laterais e rotacionais se fazem com a participação das apófises articulares, ligamentos inter-transverso e disco intervertebral.

O movimento ântero-posterior tem a maior participação do disco intervertebral, apófises articulares e ligamento inter-apofisário posterior e ligamento longitudinal anterior e posterior.

As forças de cisalhamento e rotacionais são as mais prejudiciais aos movimentos da coluna vertebral. Portanto, são elas que frequentemente dão origem às lesões na unidade funcional. (HOPPENFELD, 1993; SMITH, 1997).

Características Estruturais das Partes da Coluna Vertebral

Parte Cervical

A articulação do atlas com o crânio é chamada articulação atlantooccipital. É nessa articulação que a cabeça se inclina em relação à coluna vertebral, para permitir movimentos livres no plano sagital.

Ela também permite aproximadamente 10º a 15º de flexão e extensão e não permite flexão lateral ou rotação.

Essa articulação trata-se da mais móvel das articulações cervicais, permitindo aproximadamente 10º de flexão e extensão e 47º a 50º de rotação, mas não permite flexão lateral.

As vértebras cervicais restantes dão sustentação ao peso da cabeça, respondem às forças musculares e proporcionam mobilidade. Os discos cervicais são mais espessos na porção ventral que na dorsal, o que resulta numa forma em cunha que contribui para a curvatura lordótica na região cervical.

Em razão dos curtos processos espinhosos, da forma dos discos e da orientação das facetas articulares para trás e para baixo, o movimento na região cervical é maior do que em qualquer outra região da coluna vertebral.

  • A rotação máxima nas vértebras cervicais ocorre em C1-C2
  • A flexão lateral máxima ocorre em C2-C4
  • A flexão e extensão máxima ocorrem em C1-C3 e C7-T1

Além disso, todas as vértebras cervicais se movimentam simultaneamente em flexão.

Parte Torácica

Os movimentos na região torácica são limitados principalmente pela conexão com as costelas, pela orientação e pelos longos processos espinhosos que se sobrepõe nas costas.

A amplitude de movimento na região torácica para flexão e extensão combinadas é de 3º a 12º, com movimento muito limitado na região torácica superior (2º a 4º), que aumenta na região torácica inferior até 20º na junção toracolombar.

Os discos intervertebrais na região torácica têm maior relação entre diâmetro e altura do disco em comparação a qualquer outra região da coluna vertebral.

Isso reduz a força tensiva imposta às vértebras em compressão, por reduzir a sobrecarga incidente no lado externo do disco. Assim, lesões discais na região torácica não são tão comuns como em outras regiões da coluna.

Parte Lombar

Os discos na região lombar são espessos, como ocorre na região cervical, são mais espessos na porção ventral do que na porção dorsal, o que contribui para um aumento na concavidade anterior da região.

A região lombar é sustentada pelos ligamentos que avançam por toda a extensão da coluna vertebral e ainda por mais um, o ligamento iliolombar.

Outra importante estrutura de sustentação na região é a aponeurose toracolombar, que avança superiormente desde o sacro e a crista ilíaca até a caixa torácica.

A aponeurose oferece resistência e sustentação na flexão completa do tronco. A tensão elástica nessa aponeurose também ajuda a iniciar a extensão do tronco.

A amplitude de movimentos da região lombar é grande em flexão e extensão, variando de 8º a 20º nos diversos níveis das vértebras.

A flexão lateral nos diversos níveis das vértebras lombares é limitada, variando de 3º a 6º, e há pouquíssima rotação (1º a 2º) em qualquer nível das vértebras lombares. No entanto, coletivamente, a amplitude de movimento na região lombar varia de 52º a 59º para flexão lateral e 9º a 18º de rotação.

O que é Bico de Papagaio? (Cervical, Joelho e Coluna)

Osteófitos (conhecido popularmente como bico de papagaio) são pequenas expansões ósseas que se desenvolvem de maneira desorganizada ao redor do corpo das vértebras da coluna.

Acontecem geralmente, a partir de uma instabilidade muscular ou ligamentar que pode resultar de hérnia de disco ou em casos de problemas reumáticos, como, por exemplo, a osteoartrose lombar ou cervical.

Os osteófitos estão relacionados com a degeneração óssea, redução do espaço interdiscal e aumento crescente da destruição do disco intervertebral, o que explica sua incidência aumentar com o avanço da idade.

A instabilidade da coluna vertebral é definida pela redução gradativa da coluna vertebral de manter seus padrões de movimentos fisiológicos, podendo acarretar dor e incapacidade funcional.

As alterações mais comuns desenvolvem-se a partir de uma perda de congruência que ocorre nas superfícies articulares.

Essas alterações ocorrem na margem das articulações e no assoalho das lesões cartilaginosas, que por sua vez comprometem a elasticidade e aumentam a rigidez óssea, tornando os ossos mais sensíveis ao desenvolvimento de microfraturas.

Essas microfraturas regeneram-se em excesso ocasionando a formação de calos ósseos e, conseqüentemente, uma incidência maior de rigidez que compromete toda a estrutura articular dando origem aos osteófitos, luxações e instabilidade articular.

As células da sinóvia perto da periferia tornam-se metaplásicas e acarretam a formação de novos osteófitos.

O desgaste da cartilagem pode ocorrer tanto pelo envelhecimento natural quanto por um trauma de impacto não tratado ou tratado indevidamente, como:

  • Desvio no Plano Frontal da Coluna – como a Escoliose
  • Lesões nos Ligamentos
  • Fraturas não tratadas ou tratadas incorretamente
  • Doenças Autoimunes – como Espondilite Anquilosante e Artrite Reumatoide – que agridem os ligamentos
  • Postura Incorreta

De acordo com relataram que existem dois tipos de osteófitos marginais. Um consiste na proteção para o espaço articular e o outro no desenvolvimento das inserções capsulares das extremidades das articulações. Em ambos os casos, o crescimento do osteófito segue as linhas das forças mecânicas que incidem sobre a área de crescimento.

Após uma análise detalhada de vários artigos científicos que relatam o estudo da coluna vertebral definiu-se os seguintes graus:

I – Tendo o osteófito apenas um início de hiperostose

II – Consistindo de uma protusão óssea que se projeta horizontalmente do corpo vertebral

III – Com a forma característica de “bico de papagaio” se projetando para a vértebra inferior

IV – Em que os osteófitos de duas vértebras vizinhas se projetam até se unirem.

Outra forma de descrição se refere à presença de labiação marginal ou de osteófito marginal, sendo que o primeiro refere-se ao grau I e o segundo aos graus II e III e o último grau (IV) equivalente à anquilose.

Uma osteofitose marginal é quando há presença de osteófitos na parte externa de uma articulação.

Na coxartrose, artrose da articulação do quadril, a osteofitose marginal é comum, geralmente, está presente nas partes exteriores do acetábulo, parte do quadril que se insere na cabeça femoral, seja na base da cabeça do fêmur ou na conjunção com o colo femoral.

Os osteófitos (bico de papagaio) podem aparecer em qualquer articulação, como joelhos, ombros, dedos e até no calcanhar, conhecido popularmente como “esporão de calcâneo”.

Essas projeções ósseas excessivas podem, dependendo do tamanho e local originado, influenciar na função de movimentos dos músculos e ligamentos e gerar , conseqüentemente, dor, inflamação e limitação.

Sintomas

Os principais sintomas do bico de papagaio são:

  • Dor Forte
  • Limitação dos Movimentos
  • Perda da Força Muscular, Sensibilidade e Reflexos

Em algumas situações, formigamento pode ser outro sinal da doença.

Causas

As alterações biomecânica muscular e degeneração osteoarticular são fatores comuns do processo de envelhecimento da coluna vertebral tendo como conseqüência os osteófitos.

Alguns estudiosos afirmam que uma das causas do surgimento dos osteófitos provêm da desidratação do disco intervertebral, por:

  • Espondilose
  • Pré Disposição Genética
  • Forças de Compressão
  • Sobrecarga Articular em que a Coluna Vertebral é submetida – como no caso de obesidade ou impactos – devido a algum problema articular: inflamação, fratura, ruptura de ligamentos, entre outros.

Riscos

Conforme apontam Dangelo e Fattini (1995), os osteófitos por si só não geram nenhum tipo de dor, mas ao crescerem pode pressionar algum nervo o que pode causar desconfortos, dependendo do lugar onde estiverem localizados a dor pode ser maior ou menor.

Se o bico de papagaio estiver localizados próximos da zona cervical podem desencadear dores de cabeça, tonturas e fraqueza ao pressionarem os nervos. Ao longo da coluna vertebral podem fazer com que os nossos membros fiquem dormentes e em casos mais graves podem inclusivamente provocar paralisia.

Por outro lado, descrevem Dangelo e Fattini (1995), que existem pacientes com osteofitose que podem levar uma vida normal sem apresentarem nenhum sintoma.

Como diagnosticar e quais são as principais causas?

A avaliação clínica e o levantamento da história de vida do paciente são elementos básicos para estabelecer o diagnóstico de bico de papagaio. No entanto, exames de imagem como raios X, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser úteis para analisar a extensão e gravidade do problema.

Sedentarismo, má postura, falta de cuidados com a coluna e sobrepeso são as causas mais comuns do bico de papagaio. No entanto, pessoas que sofreram fratura e ficaram com a articulação desalinhada são sérias candidatas a desenvolverem o problema.

Cuidar da postura é fundamental. Dormir de bruços, por exemplo, é errado e pode causar o bico de papagaio.

Possíveis causas do Bico de Papagaio

  • Falta de Cuidados com a Postura
  • Fatores Genéticos
  • Sedentarismo
  • Sobrepeso

A deformação afeta especialmente as pessoas depois dos 50 anos, mas pode manifestar-se também em pessoas mais jovens expostas aos fatores de risco do bico de papagaio.

Formas de Tratamento do Bico de Papagaio

O tratamento do bico de papagaio pode ser conservador ou cirúrgico.

No primeiro caso, a adaptação de novos hábitos, como boa postura, juntamente com prática de atividade física pode auxiliar no alívio das dores. O uso de alguns medicamentos, fisioterapia e acupuntura também são medidas benéficas.

Com relação ao tratamento cirúrgico, este é recomendado quando o paciente apresenta dano neurológico grave e quando a coluna evidenciar sinais de desalinhamento progressivo com dor intensa, bem como alteração de força e sensibilidade nos membros superiores.

A realização deste tipo de cirurgia habitualmente requer o uso de enxertos ósseos e implantes.

Não existe tratamento para recuperar o desgaste das vértebras e do disco intervertebral. O desgaste que sofreu é irreversível.

Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser úteis para aliviar a dor, mas o fundamental é desenvolver hábitos que facilitem corrigir os problemas de postura. Fisioterapia e a prática regular de exercícios físicos são recursos benéficos para o controle da doença.

Os recursos terapêuticos da fisioterapia tais como: O tens, ultrassom, infravermelho e o laser, os quais iram promover o relaxamento muscular e analgesia, têm um importante papel em todas as fases da doença.

Outras formas de tratamento do bico de papagaio podem ser incluídas como os exercícios de alongamento, exercícios de fortalecimento muscular e propriocepção, componentes da aptidão física estes que são contemplados no Método Pilates.

Alguns outros exercícios proporcionam alívio e melhora dos sintomas pois são de baixo impacto, de acordo com a intensidade, como hidroginástica, bicicleta, natação. Casos mais graves indicativos de desalinhamento progressivo da coluna ou de distúrbio neurológico podem exigir intervenção cirúrgica.

Exercício de Pilates para Bico de Papagaio

Os exercícios de Pilates são adequados para todas as pessoas aptas a praticar atividade física, independente da idade, este método traz consigo a capacidade de correção da postura corporal através de exercícios de força e flexibilidade.

Também é uma excelente atividade física que trabalha a respiração associada com a contração muscular.

São exercícios na maioria realizados sem descarga de peso sobre a coluna, pois tem uma diminuição de impacto nas articulações de sustentação do corpo na posição ortostática e, principalmente, na coluna vertebral.

Tudo isso permite a recuperação das estruturas musculares, articulares e ligamentares particularmente da região lombosacra e também estabiliza a coluna, com isso o risco de lesões é pequeno e observa-se uma melhora da dor na região lombar.

Diversos estudos têm destacado o principal papel dos músculos que proporciona a estabilidade segmentar vertebral.

Também foi observado que o músculo transverso abdominal e as fibras profundas do multífido (MF) são responsáveis pela estabilização segmentar assim como o eretor da espinha e o oblíquo interno do abdômen.

O músculo transverso abdominal deve ser fortalecido separadamente dos outros músculos pelo fato dele ser o principal músculo afetado na lombalgia, perdendo sua função tônica.

Além disso, por suas particularidades, os exercícios que priorizam sua ativação são distintos daqueles escolhidos para fortalecimento da musculatura mais superficial da região abdominal.

O transverso do abdômen circunda o tronco, aumenta a pressão intra-abdominal e a rigidez da coluna vertebral. Esse é um dos primeiros músculos a entrar em atividade tanto em situações inesperadas como em condições de sobrecarga.

O multífido tem uma organização que lhe permite atuar ao nível de cada vértebra. Esse músculo fica em atividade contínua nas posições eretas e pode fazer ajustes sutis para as vértebras em qualquer postura. Os eretores da coluna são direcionados para o controle da coluna nos movimentos de extensão.

A estabilização segmentar lombar (ESL), caracterizada por ser realizada de forma isométrica, baixa intensidade e sincronia dos músculos profundos da coluna, tendo como objetivo a estabilização da coluna lombar, protegendo sua estrutura do desgaste excessivo.

Para que seja mantida a postura em pé, o tronco sofre uma ação contínua de flexão, pois o centro de gravidade se situa à frente da coluna.

Como resultado da tendência de flexão contínua, os músculos e ligamentos posteriores, responsáveis pela extensão da coluna, devem controlar e manter a postura ereta através de pequenas contrações concêntricas e excêntricas.

Há maior atividade dos eretores da coluna numa postura ereta que em uma má postura. Na má postura, a maior parte de manutenção é transferida para ligamentos e cápsulas. Qualquer alteração na postura em pé ou oscilação postural é controlada e reconduzida ao alinhamento pelos músculos eretores da espinha, abdominais e psoas.

A postura na posição sentada exige menor gasto de energia e impõe menor carga sobre o membro inferior em comparação com a posição em pé. Contudo, a permanência prolongada na posição sentada pode ter efeitos prejudiciais em parte da coluna vertebral.

A amplitude de movimento diminuída pode envolver a deterioração da cartilagem, dos ligamentos, dos tendões, do fluido sinovial e dos músculos.

Como uma forma de minimizar esses efeitos o organismo produz o osteófito, que é uma nova formação óssea em torno da vértebra, tem o objetivo de fortalecer a região lesada, essa formação dos osteófitos pode constringir os canais por onde passam os nervos podendo levar a uma leve paralisia muscular.

Porém, os osteófitos em si não são sinais de presença de dor, em muitos indivíduos é assintomática, a dor dependerá da postura corporal e movimentação inadequada.

Os exercícios específicos realizados para tratamento por meio do Pilates no Reformer visam os mecanismos de controle neuromuscular que é eficaz na diminuição da dor e na incapacidade funcional de indivíduos com lombalgia.

A redução da lombalgia deve-se ao fortalecimento da musculatura extensora da coluna e melhora nos distúrbios da coluna lombar com ganho de equilíbrio dos músculos responsáveis pela extensão e flexão de coluna, além do transverso abdominal.

Alguns exercícios de Pilates destinado para a estabilidade do core, postura, fortalecimento dos músculos específicos (como músculos da parede abdominal, multífidos, músculos glúteos e flexores, extensores, adutores e abdutores do quadril) e flexibilidade dos membros inferiores são efetivos na redução do ângulo da cifose torácica e da distância cérvico-torácica, e observa-se também um ganho nos alinhamentos frontal dos ombros e sagital da pelve.

Esses desvios posturais citados são os principais desalinhamentos da coluna que podem desencadear a formação dos ostéofitos.

Restrições de Exercícios para Pacientes com Bico de Papagaio

Devem-se evitar exercícios que gerem hiperextensão das vértebras lombares, pois eles exercem pressão excessiva no elemento posterior do segmento vertebral, podendo causar danos às facetas ou ao arco posterior.

Por exemplo: extensão de coluna em decúbito ventral.

Forças musculares protegem a coluna vertebral contra movimentos de flexão e rotação excessivos, mas submetem a coluna a forças compressivas elevadas.

As facetas articulares carregam grandes cargas nas vértebras lombares durante a extensão, rotação e flexão lateral, mas não transportam carga durante a flexão. Cargas incidentes nas facetas em extensão chegam até a 30%  a 50% da carga total incidente na coluna vertebral e, na articulação artrítica, a porcentagem pode ser ainda maior.

Os ligamentos posteriores e anteriores transportam cargas em flexão e extensão, respectivamente, mas transportam pouca carga na flexão lateral e na rotação.

Qualquer extensão da coluna é acompanhada por aumento na distensão compressiva incidente nos pendículos, aumento tanto na distensão compressiva como na tensiva na parte interarticular, e aumento na força compressiva atuante nas articulações dos processos articulares.

No caso de rotação, durante a qual são aplicadas as forças rotacionais, as articulações dos processos articulares se tornam mais suscetíveis a lesões.

Concluindo…

Fonte: https://www.saudedica.com.br/bico-de-papagaio-o-que-e-sintomas-e-tratamento/

Alguns cuidados são essenciais para prevenir a formação de bico de papagaio.

A postura incorreta pode ser considerada uma das principais causas da doença, por é preciso redobrar a atenção nas atividades do dia a dia que possam favorecer a ocorrência de pequenos traumas e/ou o aumento da sobrecarga na coluna vertebral.

Mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir ou evitar a formação de bico de papagaio, uma doença encarada como banal, mas que pode provocar dor, desconforto e restrição de movimentos.

A prática mal orientada de exercícios físicos, em vez de ajudar, pode ser responsável por traumas contínuos na coluna que facilitarão o aparecimento das expansões ósseas características da osteofitose.

O bico de papagaio apresenta-se na coluna e quando se instala, exige cuidados pela vida toda, quando aparecem os primeiros sintomas de dor, limitação de movimentos e fadiga muscular, sugestivos da osteofitose, deve-se procurar um ortopedista para controle e tratamento da enfermidade.

A atividade física produz também vários efeitos psicológicos benéficos, tais como:

  • Proporcionar Prazer
  • Melhorar o Convívio Social
  • Redução da Depressão e Tensão
  • Auxiliar na Estabilização do Humor – prevenindo e conservando o bem estar físico e mental

O Pilates auxiliará de forma satisfatória a qualidade de vida, tornando possível a realização das atividades da vida diária tranquilamente.

Os exercícios prescritos serão específicos, direcionados e adaptados de acordo com as particularidades do indivíduo, visando entre outros, fortalecimento e alongamento dos músculos, com foco especial na região afetada e no reequilíbrio dos grupos musculares.

 

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