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Pilates aplicado às Lutas – Tudo que você precisa saber sobre essa combinação!

Pilates aplicado às Lutas – Tudo que você precisa saber sobre essa combinação!
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Antes de saber como funciona o Pilates aplicado às lutas, precisamos entender um pouco mais sobre esse assunto, vamos lá?

Em busca de opções de atividades físicas menos monótonas e com grande gasto energético em sessões relativamente curtas, vem aumentando a busca por diversas modalidades esportivas.

Por ser uma prática que não demanda grandes aparatos e que auxilia no desenvolvimento da força física e na conciliação mental e corporal do praticante, a luta vem se popularizando, principalmente entre os jovens.

O Método Pilates tem em comum com a luta o desenvolvimento holístico do indivíduo, visto que ambas as atividades buscam o equilíbrio entre o corpo e a mente.

Além disso, Joseph Pilates foi praticante de boxe e se inspirou nas lutas para elaborar seu método.

O Pilates aplicado às lutas faz com que ambas as práticas tragam benefícios tanto para o atleta amador, quanto para o atleta profissional, pois podem auxiliar na maior consciência corporal, no ganho de estabilização global, entre outras habilidades importantes antes, durante e após as competições.

Levando tais benefícios em conta, o uso do Pilates como ferramenta para preparação, como forma de complemento do treinamento do atleta de luta, e até mesmo como meio de reabilitação não é de se espantar.

Sendo assim, no artigo de hoje vamos falar um pouco do Pilates aplicado às lutas, como forma de preparo, tratamento e promoção de saúde desses atletas.

Popularização da Luta

A luta é considerada uma das atividades esportivas mais antigas do homem. Antes de ser aceita como esporte, a luta já tinha seu papel na vida do ser humano com objetivo de defesa, ataque ou com objetivo de demonstrar superioridade em relação a outro indivíduo.

Como curiosidade, podemos citar registros de lutas em todos os povos antigos, ou seja, desde os primórdios a luta está presente na vida do homem, podendo ser considerada tão antiga quanto o próprio ser humano.

A vasta diversidade de povos com as mais diferentes culturas que a praticavam resultou em um grande número de modalidades. Esse pode ser um dos prováveis motivos da popularização da prática. Devido a gama de modalidades, fica mais fácil ao praticante escolher a que mais lhe agrada.

Uma das contribuintes para o aumento da prática das lutas foi a mídia que, através da divulgação das diversas modalidades, auxiliou na popularização da prática, sendo o Ultimate Fighting Championship (popular UFC) um dos campeonatos mais “queridinhos” dos brasileiros.

Como exemplo, uma pesquisa realizada em 2014 estimou que no Brasil existam 2 milhões de praticantes ocasionais de judô e 200 mil atletas. Já o jiu-jitsu apresenta um número de 350 mil praticantes ocasionais e aproximadamente 18 mil atletas.

Tipos de Luta

Existem dois tipos gerais de luta, as lutas esportivas e as artes marciais, sendo que ambas se subdividem em diversas modalidades.

Nigamini (2006) conceitua artes marciais como as lutas que tem origem oriental (japonesa, chinesa e coreana), com raízes na religião e na filosofia. Já as lutas esportivas têm origem ocidental e não possuem raízes filosóficas ou religiosas. Mesmo com suas diferenças, ambas passaram por evoluções ao longo do tempo.

A seguir iremos discorrer um pouco sobre as modalidades de luta mais populares.

Jiu Jitsu

Os principais objetivos desta arte marcial, de origem japonesa, coreana e chinesa, são a imobilização e a defesa de golpes do adversário.

É uma modalidade que utiliza muito do peso do corpo, tanto do atleta, quando do seu oponente. As técnicas principais de golpes são as alavancas, torções e pressões que visam derrubar e dominar o oponente.

Diferente de outras lutas, os golpes não temo como propósito machucar ou lesionar o adversário.

Boxe (pugilismo)

Modalidade onde o lutador utiliza apenas os punhos, tanto para ataque, quanto para defesa. Sua possível origem é na Grécia antiga, no século VIII a.C..

No passado era praticado com as mãos nuas, o que acarretava maior lesão para seus praticantes. Atualmente é praticado com luvas apropriadas.

Judô

A sua origem é baseada na defesa pessoal.

Tem em suas técnicas algumas encorporações do jiu-jistu, e assim como ele, tem origem japonesa.

Como é uma arte marcial que tem como objetivo principal a defesa pessoal, não são permitidos golpes no rosto ou que possam provar lesões vertebrais, sendo que, caso um atleta defira golpes destas maneiras, o mesmo é penalizado.

Taekwondo

É uma arte marcial milenar, que consiste em técnicas de combate sem arma para defesa pessoal.

Envolve o emprego das mãos e punhos, pontapés, esquivas e intercepções dos golpes. Tem origem na Coréia do Sul, introduzido no Brasil na década de 70.

Durante as lutas não é permitido ao lutador agarrar, socar no rosto, atingir abaixo da linha da cintura ou empurrar o seu adversário, caso contrário o mesmo também pode ser penalizado.

Principais partes do corpo utilizadas na Lutas

A demanda corporal irá depender da modalidade de combate escolhida, cada tipo de luta sobrecarrega determinadas estruturas, devido ao seu modo de combate.

Mas, de forma geral, as partes do corpo mais utilizadas durante as lutas são os punhos, o tórax, o abdômen, a coluna vertebral, os joelhos e os tornozelos.

Um estudo feito por Sena (2014), com 150 lutadores, constatou que o maior índice de lesões em lutadores, nas diversas modalidades, ocorreu nas articulações do joelho, do tornozelo, nos ombros e nos dedos das mãos.

Todas as modalidades requerem uma força importante de estabilizadores, tanto centrais quanto distais.

Daí a importância do treino global do lutador, independente de sua modalidade. Pois as demandas não se concentram apenas em uma certa estrutura corporal.

Quais as lesões suscetíveis a lutadores?

As lesões mais comuns são as contusões, lacerações e hematomas simples, resultantes da energia de impacto dos golpes. E também as tendinites, resultantes do alto volume de treino. Com uma incidência menor, podem ocorrer também lesões mais graves como as lesões ligamentares, as luxações e as fraturas.

Filho e colaboradores (2009) constataram que, no boxe, por volta de 15% das lesões são musculoesqueléticas.

Desta forma, é sensato afirmar que o treino destes atletas e/ou praticantes deve também ser baseado na prevenção de lesões e agravos decorrentes da prática, por isso o papel do fisioterapeuta é tão importante no esporte.

Devido ao seu caráter mais competitivo, os atletas profissionais estão propensos a lesões devido à maior intensidade de treinamentos que estes atletas estão expostos. Já os lutadores amadores, têm suas lesões associadas à carência de orientação profissional, ao treino preventivo deficitário e às aplicações incorretas de golpes e/ou técnicas de combate.

Isto é, tanto atletas profissionais, quanto amadores estão propensos a sofrer lesões.

As lesões mais comuns são:

  • Contusões
  • Fraturas
  • Estiramentos
  • Lesões Ligamentares
  • Luxações
  • Entorses

Pilates ajuda na Melhora do Desempenho

Sabe-se que as lesões de estruturas distais podem ter sua incidência diminuída através do treino de estabilizadores centrais, e podemos usar o Pilates aplicado às lutas para isso.

Como o ganho de força dos músculos do centro está entre os princípios do Pilates, o método poderá auxiliar, possivelmente, na prevenção de lesões e, consequentemente, evitando afastamentos nos treinos, impactando assim, de forma positiva, o desempenho do atleta.

A diversidade de exercícios que podem ser realizados nos aparelhos, no solo e com os acessórios, permite que o tratamento seja adequado ao gesto esportivo do seu cliente, com o Pilates aplicado às lutas.

Por exemplo, modalidades esportivas que demandam apoio unipodal com frequência, como o Taekwondo, podem ter inclusos no seu atendimento a execução de exercícios sobre superfícies instáveis com apoio bipodal ou unipodal.

O que vale é a criatividade do terapeuta. Sendo assim, você não precisa ter aquele medo de que seu cliente, que já está acostumado com o ritmo das lutas, ache o Pilates muito fácil. Pois, por trabalhar o corpo de forma global, os exercícios do Pilates podem sim ser desafiadores, mesmo para atletas de alto rendimento.

Na verdade, no Brasil já existem clubes profissionais que utilizam o Pilates como forma de tratamento, prevenção e promoção de saúde de seus atletas, podemos citar o Minas Tênis Clube de Belo Horizonte como exemplo.

Sabe-se atualmente que a prática da luta não se resume apenas a “acertar o adversário”, os golpes devem ser planejados e a ação do atleta no ringue/tatame deve ser estratégica.

E, por trabalhar a concentração, o controle e a precisão, o Pilates aplicado às lutas também poderá auxiliar nas habilidades cognitivas durante a luta, visto que um atleta desfocado não é um atleta eficiente.

A resistência e a liberdade planar que as molas oferecem também tem grande aplicabilidade na melhora do desempenho em combate. O gesto esportivo pode ser simulado de diversas formas, sobre superfícies instáveis e resistidos através das molas.

Ora, é mais do que sensato afirmar que, se um atleta consegue realizar um golpe com destreza contra a resistência de uma mola, durante uma luta seu desempenho será exponencialmente melhor.

Sendo assim, tais exercícios de Pilates aplicado às lutas podem ser realizados de forma isolada, mas também podem ser realizados de forma associada, lembrando sempre de se seguir as habilidades daquele cliente.

Como o Pilates aplicado às Lutas ajuda nas Lesões Ocasionadas?

Por ser uma das diversas técnicas do tratamento fisioterapêutico, o Método Pilates aplicado às lutas também pode ser utilizado durante a fase de reabilitação do paciente atleta.

Conforme visto anteriormente, há modalidades de luta que chegam a uma média de 15% de lesões musculoesquelética. Desta forma, é necessário que o fisioterapeuta esteja entre os profissionais assistentes do lutador, sendo que o Método Pilates pode ser uma de suas “ferramentas”.

Na fase aguda, momento em que a lesão apresenta sinais flogísticos característicos (dor, calor, rubor, edema e perda da função), a melhor conduta seria associar o Pilates (exercícios leves para a manutenção da amplitude de movimento, por exemplo) com outros recursos o tratamento fisioterápico.

O gelo em casa, por exemplo, pode ser indicado para que estes sinais evoluam de forma rápida e com qualidade. O uso do ultrassom terapêutico também está indicado como meio de controle do processo inflamatório da fase aguda.

Já na fase da reabilitação tardia, quando o processo inflamatório já foi controlado, o Pilates aplicado às lutas pode ser trabalhado com o objetivo de restauração das funções muscular, do movimento adequado e do equilíbrio.

Nas luxações de ombro ou das articulações interfalangeanas, comuns na prática de luta, os exercícios que buscam a estabilização articular, o ganho de amplitude de movimento de forma segura e as descargas de peso no membro superior acometido auxiliarão o atleta e recuperar a confiança no membro (fatores psicossociais) e as habilidades funcionais (fatores biológicos).

Já nos entorses de tornozelo, o Pilates pode auxiliar no ganho de equilíbrio, na prevenção de uma reincidência, no ganho de segurança naquele membro acometido, e, posteriormente, no desenvolvimento de velocidade durante seu gesto esportivo.

Nas fraturas, por ser um exercício resistido, o Pilates aplicado às lutas poderá auxiliar na formação do calo ósseo, devido à ação muscular sobre o tecido ósseo; no ganho de amplitude de movimento, por meio dos alongamentos globais; no tratamento da inibição neuromuscular pós-imobilização e na readequação da ativação muscular eficiente, que pode ser diminuída devido à imobilização prolongada.

No tratamento das tendinites, mais comuns em atletas de alto rendimento devido à alta intensidade dos treinos, os exercícios excêntricos, já consolidados na literatura como forma de tratamento deste quadro, são uma forma de se atingir o alívio ou a cura dos sintomas.

E, o mais interessante do Método Pilates aplicado às lutas, principalmente durante a indicação de exercícios excêntricos, é que a resistência das molas nos permite realizar movimentos em todos os planos, proporcionando assim uma reabilitação mais eficiente, e até mesmo mais lúdica.

Principais Exercícios para Lutadores

The Cat

O exercício gato associado aos exercícios resistidos de membros superiores auxiliam no ganho de força de estabilizadores centrais e da articulação do ombro, tão importante durante a maioria dos golpes realizados nas lutas.

A faixa elástica nos dá a liberdade de realizar o movimento em todos os planos.

Prancha Lateral

A prancha lateral pode ser realizada de diversas formas.

Seu objetivo principal é o ganho de força de centro, principalmente da cadeia lateral. Para aqueles atletas que necessitam de exercícios mais desafiadores, ela poderá ser realizada de forma unipodal; associada ao gesto esportivo de membros superiores ou com algum movimento de membros superiores contra resistência.

Molas do Caddilac

As molas do cadillac podem ser utilizadas em exercícios de treino do gesto esportivo, nos exercícios de equilíbrio associados aos membros superiores e no treino resistido de membros superiores.

A velocidade do movimento e a fase excêntrica também poderão ser trabalhadas através da resistência das molas, garantindo assim uma melhora do desempenho do seu atleta.

Este também é um exercício que pode ser executado de forma triplanar.

Faixa Elástica

Assim como as molas, a faixa elástica e o tubo elástico também podem ser utilizados como forma de resistência para exercícios tanto de membros superiores, quanto de membros inferiores.

A rotação externa de ombro demonstrada na foto acima auxilia no ganho de força dos músculos do manguito rotador.

Este é um grupo muscular importante na prevenção de lesões do ombro, sendo assim, não deve ser deixado de lado durante seu atendimento.

Adutores e Extensores

Para as lutas que demandam o movimento de “agarrar” o fortalecimento de adutores de ombro e extensores de cotovelo pode auxiliar na melhora desta habilidade.

Os ganhos de resistência, velocidade ou força serão dependentes da quantidade de molas e da maneira que o exercício será executado.

Agachamento Lateral

O agachamento lateral com apoio no bosu e no reformer irá trabalhar o ganho de equilíbrio, a força de membros inferiores e o alongamento de adutores de quadril.

Este é um ótimo exercício, visto que durante alguns golpes, o atleta tende a necessitar de alongamento de adutores do quadril e força isométrica dos músculos dos membros inferiores para manter o agachamento.

Agachamento no Reformer

O agachamento sobre o reformer torna o exercício desafiador devido à instabilidade da base.

Sendo assim, pode auxiliar na prevenção e reabilitação tardia de entorses de tornozelo ou lesões da articulação do joelho, atuando também como forma de prevenção destas afecções.

Afundo

O afundo não é um exercício simples, sua execução sobre o solo é considerada desafiadora para alguns pacientes.

Mas, caso o seu atleta tenha um ótimo controle e coordenação de membros inferiores, o mesmo pode ser realizado sobre o bosu, e até mesmo, conforme a foto acima, com o bosu e o rolo. Sempre de acordo com a capacidade do seu cliente.

Semi Agachamento

Como muitos golpes são realizados em semiagachamento, o treino deste movimento sobre superfícies desafiadoras pode trazer muitos benefícios para o desempenho do seu atleta.

E como existem golpes que associam o semiagachamento com a ação dos membros superiores, o treino de dupla tarefa também pode ser adotado visando o desenvolvimento global do seu cliente.

Nestes casos podem ser usados a medicine ball, o flex ring ou a faixa elástica, o que vale é a sua criatividade.

Agachamentos

Caso você esteja trabalhando com praticantes amadores, o bosu pode ser utilizado de forma simples, mas que não deixa de ser desafiadora, através da indicação de agachamentos sobre ele.

Lembre-se de sempre seguir a capacidade do seu cliente, os excessos são prejudiciais, já a indicação de exercícios muito fáceis pode desmotivar seu paciente.

Restrições de Exercícios Para Lutadores

Do ponto de vista biomecânico das lutas, ou da segurança dos treinos, não existe uma qualidade de exercício contraindicada absolutamente para os atletas da luta.

Quando falamos de lutadores saudáveis, não existem restrições apontadas na literatura, visto que a prática das lutas envolve diversas habilidades. Mas, tratando-se de atletas que estão se recuperando de alguma lesão, alguns cuidados devem ser tomados, principalmente para atletas de alto nível competitivo.

O principal cuidado na reabilitação de um lutador é em relação ao retorno às atividades pós-lesão. Os atletas competitivos, principalmente, desejam o retorno ao esporte o mais precoce possível.

Mas, assim como qualquer outro paciente, é necessário explicar para o mesmo sobre a importância de cada período da reabilitação e dos perigos do retorno prematuro ao esporte.

Para auxiliar na aceitação do processo de reabilitação, é importante que o terapeuta saiba adequar o ambiente ambulatorial, de forma que este fique o mais próximo possível do ambiente de luta.

Concluindo…

Sendo assim, levando-se em conta as propriedades gerais das modalidades de luta, as habilidades necessárias durante a prática (força, resistência, velocidade e concentração) e os princípios do Método Pilates, podemos afirmar que o uso do Pilates aplicado às lutas objetivando a melhora do desempenho, ou reabilitação de lesões é eficiente.

Atualmente não existem estudos que demonstrem a eficácia do uso do Pilates aplicado às modalidades de luta.

Entretanto baseado na biomecânica do Método e nas habilidades necessárias para um bom desempenho durante a prática da luta, pode-se afirmar que o Pilates tem potencial para ser utilizado com lutadores, tanto amadores quanto profissionais.

Conforme anteriormente citado, a gama de exercícios que podem ser realizados durante o atendimento tornam o Pilates aplicado às lutas uma prática desafiadora até mesmo para atletas de alto rendimento, visto que podem colocar em cheque diversas funções corporais.

Mas, e você? Já atendeu algum paciente que praticava luta? Este atendimento foi devido a uma lesão ou foi como forma de prevenção? Você teve alguma dificuldade durante os atendimentos? Conta para gente nos comentários.

 

Referências Bibliográficas
  • FILHO, Carlos Augusto Beltrani. Lesões esportivas no boxe amador. Disponível em: <https://www.portalnepas.org.br/abcs/article/view/103>
  • ESMERALDINO, Henrique Búrigo. A contribuição da mídia na adesão e aderência à prática de lutas esportivas e artes marciais. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd188/a-midia-na-aderencia-a-lutas-esportivas.htm>
  • SENA, Ítalo Rodrigues de. Índice de lesão nos competidores de luta. Disponível em: <http://repositorio.uniceub.br/bitstream/235/5871/1/21135807.pdf>
  • PORTAL BRASIL. Lutas. Disponível em: <http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/olimpiadas/modalidades/lutas>

 

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