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Doenças Reumáticas – Tudo o que você precisa saber sobre!

Doenças Reumáticas – Tudo o que você precisa saber sobre!
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Dentro da nossa prática clínica, encontramos diversas patologias que acometem o sistema musculoesquelético dos nossos pacientes. Entre essas patologias, é muito comum encontrarmos alguma das doenças reumáticas, popularmente chamado de reumatismo.

E diferentemente do que imaginamos, esse grupo de doenças não acomete somente nossos pacientes da terceira idade, mas também adultos, jovens e até mesmo crianças.

O Pilates tem se mostrado um poderoso aliado dos pacientes de doenças como osteoporose, artrose, tendinite, bursite e outras enfermidades reumáticas, cuja causa não é um trauma.

A modalidade é indicada porque trabalha o ganho de força, mobilidade, massa muscular e flexibilidade. Isso faz com que os ossos, articulações e tendões, focos da maioria das doenças deste grupo, sejam menos sobrecarregados.

Os exercícios de mobilidade nutrem as articulações e isso faz com que a rigidez nesses pontos diminua.

No final deste artigo, você verá que as doenças reumáticas não se reservam apenas em artrose ou fibromialgia, e muito menos que acometem somente os idosos.

Você também vai entender como o Pilates e a atividade física em geral são importantes no tratamento deste grupo de pacientes, além de receber ideias e exemplos de exercícios para fazer com eles.

O que são Doenças Reumáticas?

Popularmente conhecidas como reumatismo, as doenças reumáticas são prevalentes e representam o conjunto de diferentes doenças que acometem o aparelho locomotor, ou seja, ossos, articulações, cartilagens, músculos, tendões e ligamentos.

Além disso, algumas doenças reumáticas podem comprometer outras partes e funções do corpo humano, como rins, coração, pulmões, olhos, intestino e até a pele.

Existe mais de uma centena de doenças reumáticas.

As mais comuns são osteoartrite, também conhecida como artrose, fibromialgia, osteoporose, gota, tendinites e bursites, febre reumática, artrite reumatoide e outras patologias que acometem a coluna vertebral.

Quem pode ter?

Como se imagina, as doenças reumáticas não ocorrem só em idosos. Qualquer pessoa de qualquer idade (crianças, jovens e adultos) pode ser acometida de algum tipo de doença reumática.

Elas não dependem de cor, sexo ou idade e podem ser causadas ou agravadas por:

  • Fatores Genéticos
  • Traumatismos
  • Obesidade
  • Sedentarismo
  • Estresse
  • Ansiedade
  • Depressão
  • Alterações Climáticas

Esse grupo de doenças não é transmissível, não é contagioso e normalmente é acompanhado de dor.

As doenças reumáticas, assim como outras enfermidades crônicas, têm tratamento. Se a doença for descoberta no início e tratada de maneira adequada, o paciente reumático pode levar uma vida normal e sem dores, minimizando o risco de incapacidade física.

*O diagnóstico precoce e o tratamento correto podem evitar o sofrimento e a incapacidade física!

Principais Doenças Reumáticas

Artrite Reumatoide (AR)

É uma doença crônica, inflamatória, autoimune que se caracteriza pela inflamação das articulações e que pode conduzir à destruição do tecido articular e periarticular.

Os doentes com AR frequentemente sentem dor e dificuldade em mobilizar as articulações, mas os sintomas podem ser muito variados. A ocorrência global de AR é 2 a 4 vezes maior em mulheres do que em homens.

O pico de incidência nas mulheres é após a menopausa, mas pessoas de todas as idades podem desenvolver a doença, incluindo adolescentes.

A inflamação articular é desencadeada pela presença de moléculas (citocinas) que interagem com alguns glóbulos brancos causando uma reação inflamatória local e sistêmica.

Este processo traduz-se em edema, dor, e, por vezes, rubor e aumento da temperatura nas articulações afetadas, gerando incapacidade para movê-las corretamente.

Fibromialgia

É uma doença que se caracteriza por dor musculoesquelética generalizada, difusa, muitas vezes migratória e por um aumento da sensibilidade a uma variedade de estímulos que podem causar dor e desconforto, como o esforço, stress ou ruídos.

Afeta cerca de 2-4% dos adultos, sendo mais frequente em mulheres. Acompanha-se frequentemente de fadiga, alteração do sono, problemas de memória e concentração.

A origem e causa da fibromialgia não são muito claras. Pensa-se que existe um aumento da sensibilidade à dor, devido a alterações dos neurotransmissores e do processamento da dor.

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)

É uma doença crônica imunomediada. Caracteriza-se pela produção de anticorpos contra componentes do próprio organismo que podem causar lesão de diversos órgãos.

O LES afeta tipicamente mulheres em idade reprodutiva. É mais frequente nos africanos, asiáticos e hispânicos e pode apresentar características clínicas distintas nestas populações.

O LES é uma doença de causa desconhecida. Contudo, estudos realizados sugerem que a sua etiologia é multifatorial, em que fatores genéticos, hormonais, imunológicos e ambientais estão envolvidos.

A exposição solar parece ter um papel crucial no despoletar da doença e também no desencadear de agudizações.

Gota

Gota

É uma doença reumática inflamatória resultante da deposição de cristais de monourato de sódio (forma de acumulação de ácido úrico) nas articulações. É mais prevalente em homens, sendo muito rara em mulheres antes da menopausa.

Outros fatores de risco são fatores:

  • Genéticos
  • Dietéticos – ingestão de álcool ou alimentos ricos em purinas, como marisco, carnes e vísceras)
  • Comorbidades – incluindo síndrome metabólica, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, psoríase…)
  • Utilização de alguns fármacos (como os diuréticos tiazídicos que interferem com a excreção renal de ácido úrico)

Os períodos de crise caracterizam-se por sinais inflamatórios exuberantes (dor, aumento da temperatura local, rubor e inchaço) na articulação envolvida, habitualmente nos membros inferiores, particularmente no 1º dedo do pé, tornozelos e joelhos.

Osteoporose

É uma doença generalizada do esqueleto que se caracteriza por uma diminuição da densidade mineral óssea (DMO) e alterações da qualidade do tecido ósseo, conduzindo a um aumento da fragilidade óssea e consequentemente, a um risco elevado de fratura.

A diminuição da massa óssea está intimamente ligada com o aumento da idade e, nas mulheres, com um conjunto de alterações hormonais relacionadas com a menopausa.

No entanto, existem outros fatores de risco para a osteoporose, a saber:

  1. Tabagismo
  2. Consumo Excessivo de Álcool
  3. Baixo Índice de Massa Corporal
  4. Tratamento com Corticoides
  5. Doenças Inflamatórias Crônicas como Artrite Reumatoide

Espondilite Anquilosante

As espondilartrites são um grupo de doenças inflamatórias crônicas, que têm em comum um conjunto de características clínicas e genéticas.

A causa destas doenças permanece desconhecida.

Trata‐se de doenças que resultam de uma desregulação do sistema imunológico do organismo, sendo que os fatores genéticos têm um papel preponderante, muito embora múltiplos fatores ambientais possam contribuir para o desencadear da doença.

O sintoma principal das espondilartrites axiais é a dor na coluna lombar. Esta dor surge tipicamente durante o repouso, condicionando despertares na segunda metade da noite.

Ao acordar (ou após períodos de repouso), o paciente sente rigidez, “prisão nos movimentos”, com duração geralmente superior a trinta minutos, referindo dificuldade, por exemplo, em dobrar‐se para calçar os sapatos.

Com a evolução da doença o paciente pode ter dificuldade em inclinar o tronco ou em virar o pescoço para olhar para trás, por exemplo.

Diagnóstico e Tratamento

Ao perceber dor nas articulações, principalmente por mais de seis semanas, acompanhada de vermelhidão, inchaço, calor ou dificuldade para movimentar as articulações (especialmente ao acordar pela manhã), o paciente deve procurar um atendimento médico o mais rápido possível, pois pode ser uma doença reumática.

O cuidado e o manejo das doenças reumáticas incluem tratamentos diversos (com a utilização de práticas integrativas e complementares, exercícios, terapia física, entre outros).

Assim como o tratamento farmacológico (com o uso de medicamentos como anti-inflamatórios, analgésicos, corticosteroides e antirreumáticos).

Atividade Física para o Tratamento de Doenças Reumáticas

Abaixo, vamos listar alguns artigos que utilizaram a atividade física no tratamento de algumas doenças reumáticas e comprovam a sua importância na vida desses pacientes.

Além disso, você poderá  perceber o quanto a prática de exercício pode auxiliar  no dia a dia deles, além de ter maior argumentação quando se tratar de doenças reumáticas e reabilitação.

Em um estudo piloto realizado por uma terapeuta ocupacional, foi estudada a associação de terapias com música e exercícios físicos em um grupo de indivíduos reumáticos (n = 17).

Em cada sessão das terapias conjugadas, o participante era entrevistado quanto ao seu estado físico (sensação de dor e facilidade de se movimentar) e emocional. De modo geral, após 8 sessões, os participantes melhoraram nos aspectos avaliados.

Considerou-se que a interação dessas áreas terapêuticas não só é possível, mas sobretudo, positiva.

Desta forma, foram abertas perspectivas no campo terapêutico, principalmente, pela dimensão existencial que o processo alcança, uma vez que interfere, ao mesmo tempo, nos aspectos emocional, físico e social das pessoas reumáticas.

(Noordhoek J, Jokl L. Efeito da música e de exercícios físicos num grupo de pessoas reumáticas: estudo piloto. ACTA FISIATR 2008; 15(2): 127 – 129)

Apresentado num Congresso de Psicologia, um estudo foi realizado com 205 pessoas (79,5% do sexo feminino e 20,5% do sexo masculino), sendo que 42 tinham sido diagnosticados com Artrite Reumatoide, 16 com Espodilite Anquilosante, 78 com Osteoartrose e 69 com Hérnia Discal.

Apresentavam idades compreendidas entre os 24 e os 74 anos (média de 55 anos) e sintomatologia física (e.g., dor, dificuldades motoras) e sensorial (e.g., alterações da sensibilidade) diversa. Os 205 participantes foram distribuídos aleatoriamente por dois grupos, IAS (Intervenção visando a autossugestão) e ISAS (Intervenção sem autossugestão).

O grupo ISAS (n=83) apresentou melhores resultados quando comparado ao grupo controle e grupo IAS (n=122), podendo ser indicada, como um complemento ao tratamento médico, na diminuição dos sintomas. Os sujeitos do grupo IAS utilizaram a automonitorização reativa e o relaxamento autossugestivo por 12 semanas.

A automonitorização reativa consistiu no registo diário da intensidade, número de episódios e duração do(s) sintoma(s).

O relaxamento autossugestivo foi baseado no relaxamento por contração/ descontração muscular de Bernstein e Borkovec (1973) e no treino autogénico de Schultz, que consistiu numa sequência de exercícios diariamente em que se contraía e descontraía, em sequência, quatro grupos musculares ao mesmo tempo que dirigia a sua atenção para as sensações associadas à contração e descontração.

Os resultados apresentados permitiram confirmar que a intervenção autossugestiva foi eficaz, como complemento ao tratamento médico, na diminuição da intensidade do(s) sintoma(s), da duração do episódio sintomático mais longo e do número de episódios sintomáticos dos pacientes com OA, HD, AR e EA.

(Actas do 11º Congresso Nacional de Psicologia da Saúde Organizado por Isabel Leal, Cristina Godinho, Sibila Marques, Paulo Vitória e José Luís Pais Ribeiro 2016, Lisboa: Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde. Ana Pires. Artrite reumatóide, espondilite anquilosante, hérnia discal e osteoartrose: Como diminuir os sintomas?)

Em outro estudo intitulado “Atuação fisioterapêutica em um indivíduo com lúpus associado à outras doenças reumáticas: relato de caso”, foi realizado em um indivíduo do gênero feminino, 56 anos de idade, que possui diagnóstico médico de LES, AR e FM há 14 anos.

O programa cinesioterapêutico consistiu em:

  • Mobilização Articular Passiva dos Punhos e dos Ombros
  • Exercício de “Ponte” do Método Bobath com Bola Suíça (3×10)
  • Rotação de Tronco com Bastão (3×10)
  • Fortalecimento dos Músculos Flexores de Ombro com Bastão sem Carga – progredindo até o uso de um halter de 1kg (3×10)
  • Fortalecimento dos Músculos Abdutores de Ombro com Halter 1kg (3×10)
  • Fortalecimento dos Músculos Extensores de Ombro com Faixa Elástica Rosa (3×10)
  • Fortalecimento dos Músculos Bíceps Braquial com Halter 500g (3×10)
  • Fortalecimento das Cinturas Escapulares Obedecendo as Diagonais de Kabat com Faixa Elástica Rosa, Progredindo até a Cor Cinza (3×7)
  • Fortalecimento dos Músculos Flexores de Quadril sem Carga – progredindo até o uso de uma caneleira de 1kg (3×6)
  • Fortalecimento dos Músculos Abdutores e Adutores de Quadril com uma Caneleira de 500g (3×10);
  • Exercício de Equilíbrio em uma Bola Suíça
  • Pompagens da Região Cervical
  • Alongamentos Finais dos Principais Grupos Musculares dos Membros Superiores e Inferiores e de Tronco, de modo ativo assistido (15 segundos cada grupo muscular) e um programa hidrocinesioterapêutico.

Em suma, o plano de tratamento fisioterapêutico proposto foi eficaz no aumento da força de preensão palmar e na pontuação do equilíbrio postural, resultando, consequentemente, na redução do nível de incapacidade e melhora ou manutenção dos domínios da qualidade de vida.

(Candido et al. Atuação Fisioterapêutica Em Um Indivíduo Com Lúpus Associado À Outras Doenças Reumáticas: Relato De Caso. XXIV Seminário de Iniciação Científica.Unijuí, 2016).

Como o Pilates ajuda na Reabilitação das Doenças Reumáticas

Para o tratamento adequado e efetivo é importante caracterizar o tipo de reumatismo.

O Pilates aparece como excelente alternativa, atuando como importante aliado tanto na prevenção quanto no tratamento das dores reumáticas, além de promover o fortalecimento e alongamento dos músculos envolvidos. Técnicas de mobilização comuns nessa metodologia ajudam a diminuir a dor e a rigidez em articulações afetadas.

Com base em uma revisão da Revista Brasileira de Reumatologia, conclui-se que em termos de estratégias de prevenção, controle e tratamento não farmacológicos de diversas doenças crônicas e degenerativas, nos últimos anos destaca‐se o notório reconhecimento da prática de exercícios físico, sobretudo em doenças reumatológicas, inclusive a AR.

Entretanto, há carência de protocolos de exercícios ou discussão do tipo de atividade física que deve ser prescrita. (Santana et al. Avaliação da capacidade funcional em pacientes com artrite reumatoide: implicações para a recomendação de exercícios físicos. Revista Brasileira de Reumatologia (English Edition), Volume 54, Issue 5, September–October 2014, Pg 378-385)

No Pilates os exercícios específicos auxiliam, sobretudo, nos casos de distúrbios de movimento decorrentes de alterações de órgãos ou sistemas. Isso porque o Método é eficaz na reabilitação de algumas funções do corpo.

O principal sintoma que devemos tratar é a dor, sendo proporcional ao grau de inflamação. A princípio, se dá com os movimentos ou pressão sobre a articulação afetada, com a progressão da doença, a dor se manifesta em repouso e acompanhada de atrofia muscular.

Ainda, pode ocorrer febre, perda de apetite e de peso. Para as doenças do sistema reumatológico, infelizmente, não existem formas de prevenção.

O Pilates, como qualquer outro exercício físico (modalidades aquáticas, musculação, aulas de exercícios resistidos, entre outros) é uma boa indicação para pacientes com quadros reumáticos. Porém, é necessário o equilíbrio entre a prática do mesmo e o descanso.

Quando os sintomas estiverem intensos, é necessário que você instrutor tenha a noção de diminuir a intensidade do exercício e dar um período maior de descanso para seu paciente, mas sempre orientá-lo a não parar de praticar.

Planeje sua aula evitando estímulos excêntricos e trocas bruscas do tipo de estímulo muscular. O objetivo é minimizar a chance de dor muscular tardia, uma população que já convive com dores constantes não se beneficiará com mais uma dor trazida pelo exercício.

É importante que as articulações sejam estimuladas para a produção do líquido sinovial, um tipo de “lubrificante” que ameniza o atrito entre as estruturas e que tem sua produção estimulada pelo movimento e decoaptação das articulações.

Escolha exercícios que diminuam a pressão interna articular em vista de facilitar a circulação de líquidos na articulação. Ele evita dores, lesões e distensões.

Com o Pilates, é possível dar continuidade a uma gama de exercícios com segurança e com efetividade. No período de pico dos sintomas (fase aguda ou agudização da doença), o programa da aula é direcionado principalmente à mobilização e deacoptação das articulações, mantendo os cuidados apropriados para evitar o cansaço e sobrecarga, assim evitando que os sintomas se intensifiquem.

Quando as crises passarem, as dores e os inchaços diminuírem, a prescrição dos exercícios de Pilates podem progredir aos poucos, sem exageros.

Nesse momento também existe a possibilidade de enfocar o equilíbrio muscular através da força e flexibilidade dos músculos debilitados de forma que as articulações sejam preservadas.

Além disso, o Pilates proporcionará uma grande consciência corporal ao indivíduo, que somado às capacidades físicas potencializadas em uma estrutura corporal equilibrada, resultará em um padrão de movimento mais eficiente e econômico, havendo menos gasto de energia e as articulações estarão mais protegidas nas atividades da vida diárias.

É importante que o profissional e o próprio portador da artrite reumatóide preste muita atenção ao jeito e sensações dos movimentos, facilitando assim a adaptação ao programa de exercícios. Fazer compressas de água quente durante os períodos de crise pode proteger as articulações de um dano adicional.

Desta forma, determinados movimentos relaxam, protegem e fortalecem os pontos comprometidos pelas doenças reumáticas, reduzindo dor e inflamações.

O Pilates, através dos seus princípios e individualidade na sua abordagem, proporcionará uma melhor qualidade de vida, uma vez que estimula a interação social e é considerado um exercício de baixo impacto, que trará benefícios para o ganho da amplitude de movimento, além de ser altamente adaptado para cada pessoa.

Exercícios de Pilates para Principais Doenças Reumática

Na maioria das enfermidades que se enquadra como o reumatismo, a prática deve ser associada ao acompanhamento médico e, dependendo do caso, a medicamentos sob prescrição.

Para todas as doenças, as atividades devem começar de forma mais leve e evoluir de acordo com a resposta do corpo do aluno.

Sob este ponto de vista o atendimento personalizado deve ser a conduta padrão, pois cada aluno tem a sua resposta à prática do Pilates e essa atenção particular garante melhor evolução no quadro reumático e nas habilidades de execução dos exercícios.

Não existe um protocolo de exercícios que deve ou não ser aplicado. Tudo vai depender da sua prática clínica e do quadro clínico do seu paciente. Como já dito antes, o ideal sempre é começar por exercícios mais leves e ir evoluindo progressivamente, sempre respeitando os limites do seu paciente.

Não existe também indicação de exercício para cada tipo de doença reumática, é você quem deve fazer a prescrição de exercícios para seu paciente, mas todo paciente reumático deve passar por um programa de exercício de alongamentos e fortalecimentos.

Vamos listar aqui alguns exemplos de exercícios do Pilates que você pode utilizar com seu paciente:

No Solo

The Hundred
  • The Hundred
  • Roll Up
  • One Leg And Down
  • Single Leg Stretch
  • Single Straight Stretch
  • Ponte sobre a bola
  • Side Kicks: Up And Down
  • Swan
  • Spine Stretch Forward
  • Saw

No Caddilac

Spine Stretch
  • Rolling Back: Down And Up
  • Spine Stretch
  • Mermaid
  • Tower
  • Leg Series: Lower
  • Arms Pull Up And Down
  • Hug A Tree
  • Boxe
  • Arm Triceps
  • Sit Up

No Reformer

  • Footwork Toes
  • Pelvic Lift
  • Leg Series: Circles
  • Front Splits
  • Arms: Up And Down
  • Arms: Circles
  • Arms: Biceps
  • Pushing Straps
  • The Hundred: 6 apoios
  • Leg Series: Knee Extension

Na Chair

  • Hamstring Stretch
  • Bridge
  • Footwork Double Leg Pumps
  • Footwork One Leg Pump Front
  • Triceps Sitting On
  • Swan Front
  • Bent Leg Lowers – Lying
  • The Cat (variação no solo)
  • Side Body Twist
  • Standing Leg Pump

Cuidados que devem ser tomados durante a Reabilitação

Os pacientes em fase aguda de doenças reumáticas devem fazer exercícios controlados. Séries mais leves são ideais, para relaxar, e com bastante alongamento.

É ele que controla a tendência da contração muscular que temos quando as temperaturas baixam.

As doenças que atingem os ossos muitas vezes são degenerativas, e exercícios praticados sem orientação podem agravar o quadro clínico.

Atividades de alto impacto, sem acompanhamento, aceleram esse processo. É indispensável um profissional para prescrever o peso, o exercício e o número de repetições do treino de cada aluno.

Tome cuidado com a intensidade do exercício. Nem sempre a execução dos exercícios mais pesados é sinal de força. Lembre-se que os pacientes já estão com a articulação acometida.

Concluindo…

Se antes a tradicional fisioterapia era a principal recomendação, associada a medicamentos para a redução da inflamação e da dor, hoje as aulas de Pilates representam um meio de acelerar a recuperação dos pacientes e trazer qualidade de vida, além de fortalecer o organismo como um todo.

As doenças reumáticas geralmente são de caráter crônico evolutivo, no entanto, são controláveis quando acompanhadas periodicamente pelo médico responsável, geralmente um reumatologista.

A prática regular do Método Pilates pode melhorar a autonomia do paciente, já que os exercícios irão promover a manutenção e ganho da amplitude de movimento, melhorar a flexibilidade, o fortalecimento muscular, a orientação postural e o relaxamento, um trabalho voltado para a harmonia entre corpo e mente.

Desta forma, sabendo que o envolvimento do aparelho locomotor é comumente afetado em alguma fase de manifestação desse tipo de doença, a indicação do uso do Método Pilates de forma regular, associado ao condicionamento cardiovascular, através de uma orientação e acompanhamento de um profissional especializado no Método, incorpora-se ao tratamento dos pacientes reumáticos, visando à melhoria do quadro clínico e consequentemente da qualidade de vida.

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