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O título desse artigo começa com a palavra “pendurar” propositalmente. Um dos grandes equívocos no meio do Pilates hoje em dia é o instrutor achar que desafiar o aluno é pendurá-lo de cabeça para baixo, ou fazê-lo virar cambalhota, ou ainda fazer uma pose no ar para tirar uma foto – e claro, postar em alguma rede social, e esse não é o intuito do Pilates aereo.

Obviamente este não é o intuito da aula de Pilates e parece fácil, porém estes exercícios devem ser aplicados em aluno que já possuem uma consciência sobre as principais técnicas do Pilates, além de ter que entender alguns conceitos do Pilates aereo. Portanto aqui vamos explicar o porque é necessário ir com calma!

Pilates aéreo: vamos com calma!

Existem vários motivos que possam fazer com que um instrutor queira “pendurar” seu aluno:

1 – O aluno insistir em querer fazer algum aéreo (Sim, eles pedem e insistem o tempo todo.).

2 – O instrutor pode, por algum motivo, achar que a melhor forma de desafiar seu aluno é fazer com que o mesmo suba no Cadillac e só saia de lá assim que se pendurar. (NÃO! Isso não é desafio.).

3 –  A sala está cheia de alunos e o instrutor quer mostrar para os outros professores que seu aluno sabe sim fazer um aéreo (Parece bobo né? Mas acontece, acredite.).

4 – Ou ainda (essa é a pior de todas), o instrutor pode estar cansado de dar aula, então manda o aluno para o Cadillac “se divertir”, porque toma um tempinho da aula, não é?‏

Vamos com calma novamente!

1 – Não deixe seus alunos comandarem a aula. Eles têm vontade de se pendurar, sim, sabemos. Mas o que eles não sabem são as reais dificuldades e exigências desses tipos de exercícios. Você como instrutor e conhecedor dos exercícios deve saber os limites que cada aluno deve ter em relação ao Pilates aereo.

2 –  O céu é o limite! E, antes de chegar lá, temos um caminho árduo a percorrer em terra, primeiramente com bases estáveis, móveis, instáveis, para depois pensar em poder começar a subir os degraus que levam ao céu. Estou brincando com analogias (o que adoro fazer), mas seria mais ou menos assim: respeite a progressão existente entre as bases estáveis e os aéreos, simples!

3 – O instrutor não precisa mostrar para ninguém o quão bacana está seu trabalho, principalmente para os outros colegas de profissão, sujeitando seu aluno a poder se lesionar caso não esteja preparado para tal. A ética do instrutor deve falar mais forte e ele não pode condicionar seu aluno à fazer um exercício que não seja adequado ao seu nível de Pilates.

4 – Preguiça de dar aula? Então esse instrutor não ama o que faz!‏

“Então nunca vou poder dar aéreo para os meus alunos?”

Claro que sim! Desde que esses exercícios sejam dados com responsabilidade e respeito pelo seu aluno e principalmente com o corpo do seu aluno pois cada um sofre com patologias diferentes. É essencial também o respeito pelo seu trabalho e pelo andamento da sua aula.

Quero sujeitar o meu aluno ao Pilates aereo, e agora?

Selecionamos aqui algumas questões que devemos observar, assim como algumas sugestões, para saber se o seu aluno está preparado para alçar voo:

  • O seu aluno possui estabilidade de cintura escapular, acionamento de centro de força (Power House) e membros superiores o suficiente para se sujeitar ao Pilates aereo e se “pendurar” assim mantendo o corpo no ar durante a execução?
  • O seu aluno possui a consciência corporal e a noção de espaço necessária para que um aluno possa executar, por exemplo, o Catwalk? Quando ficamos de ponta cabeça, perdemos um pouco o senso de direção, e de onde se encontra o nosso corpo no quesito espaço-tempo. Pense um pouco sobre isso!
  • O instrutor tem segurança de que seu aluno não tem medo de altura? Isso é uma questão muito importante a se fazer antes do começo da execução pois o aluno pode desistir do exercício e soltar as mãos no meio do caminho, acontecendo assim um acidente!

Em suma, antes de pendurar seu aluno só porque ele pediu, ou porque você quer, siga esses passos e, se estiver tudo certo, pode prosseguir!

Caso não esteja tudo bem na execução do exercício, isso significa que o aluno não estava preparado para tal esforço. Assim podemos treinar com uma gama de exercícios enorme que nosso mestre nos deixou para trabalhar força de membros superiores, estabilizadores de cintura escapular, exercícios que utilizem mudança de direção, consciência corporal e controle, segurança com relação a altura, equilíbrio e medo.

Mas lembre-se sempre que menos é mais! E pendurar não é única solução! Bom trabalho e bons voos! Até!‏