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Coccidinia é o termo científico que descreve a inflamação da região do cóccix, um osso rudimentar sendo a porção distal da coluna vertebral, de forma cônica, podendo apresentar de quatro a cinco segmentos.

“O cóccix é uma fonte frequente de traumatismos devido a sua localização. Esses traumas ocorrem geralmente quando o indivíduo cai sentado, podendo gerar desde uma simples contusão até mesmo uma fratura.”

De uma forma geral estes pequenos ossos são móveis ao nascimento do indivíduo, e com o passar dos anos eles tendem a se fundirem: os ossos distais durante a infância e os ossos proximais durante a vida adulta.

A articulação sacrococcígea possui movimentos limitados e a sua função é mínima. Dessa forma, a movimentação apresenta-se durante o ato de defecar e enquanto o indivíduo encontra-se na posição sentado, logo, o cóccix atua absorvendo os impactos, deslocando-se para frente.

Possui uma inervação dividida em primárias posteriores dos nervos coccígeos, sendo que cada nervo recebe um ramo comunicante da divisão posterior do nervo sacro mais inferior.

O cóccix apresenta a seguinte estrutura óssea:

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SAIBA MAIS
  • Cornos coccígeos;
  • Processos transversos rudimentares;
  • Processos articulares rudimentares;
  • Corpos.

Entendendo a Coccidinia

Coccidinia, coxalgia ou coccigodinias são nomenclaturas usadas para definir a dor no cóccix.

Esta dor pode ser originada por qualquer sintoma que afete a região, e geralmente se propagam para a região inferior do sacro e do períneo, podendo aparecer de forma aguda ou crônica.

A coccidinia aguda, de uma forma geral, ocorre após o impacto da queda sobre o cóccix. Por outro lado, a coccidinia crônica pode ser causada por inúmeros fatores como, espículas ósseas, distensão muscular, atividades intensas ou posturas incorretas.

A dor apresentada na região do cóccix pode ser classificada em: locais ou referida (oriundas de outras regiões).

Causas locais mais comuns:

  • Traumática: distensão dos segmentos sacrococcígeos, fratura e luxação;
  • Congênitas: ausência da curvatura anterior;
  • Artrite degenerativa da articulação sacrococcígea.

Causas referidas:

  • Lesões lombossacrais;
  • Lipoma episacral.

A coccidinia afeta mais as mulheres, já que elas apresentam maior mobilidade nesta região. O cóccix costuma ser mais proeminente e exposto no sexo feminino devido a maior distância entre os ísquios.

Sintomatologia e diagnóstico da Coccidinia

A principal queixa do indivíduo apresenta-se no desconforto ou dor aguda ao sentar-se ou levantar-se da posição sentada, presença de dor e edema na região coccígea, ou até mesmo dor e hipersensibilidade no cóccix.

Alguns pacientes referem dor durante o ato sexual ou até mesmo durante os movimentos intestinais.

Os sintomas apresentados não são características exclusivas de quem sofre de coccidinia.

O diagnóstico baseia-se nos sintomas e na história clínica do indivíduo (anamnese). Exames como a radiografia possibilitam analisar a movimentação do cóccix, os quais o indivíduo permanece na posição ortostática e depois sentado.

A ultrassonografia auxilia a descartar doenças mais graves como os tumores. De uma forma geral os indivíduos que sofrem dessa disfunção reclamam de dor enquanto permanecem na posição sentada devido à pressão na região. Essa mesma dor costuma aliviar durante a posição ortostática.

Relatam também fraqueza no posterior da coxa e dor durante a palpação da região.

Tratamento da Coccidinia

O tratamento desta enfermidade geralmente se inicia de forma conservadora, por meio de orientações, usando almofadas especiais, fisioterapias visando analgesia e anti-inflamatórios.

Embora o tratamento médico alivie os sintomas, o fortalecimento das estruturas deve ser realizado assim que possível através de exercícios e alongamentos, auxiliando na prevenção de um problema maior.

Alguns pacientes optam pela massagem, mesmo que a melhora não seja definitiva, mas temporária.

Nos casos em que todas essas terapias não apresentem bons resultados, opta-se pela infiltração de corticóides, a fim de melhorar os sintomas. Porém apenas 60% dos casos apresentam sucesso com a infiltração.

A intervenção cirúrgica é menos frequente, uma vez que essa opção só existe nos casos em que os tratamentos anteriores não apresentaram nenhum resultado. A forma cirúrgica mais agressiva, porém mais rara, é a que envolve a retirada parcial ou total do cóccix.

Os benefícios do Pilates para a qualidade de vida

Como já sabemos, diversas doenças e problemas de saúde podem ser evitados com a prática regular de exercícios, melhorando a força muscular, flexibilidade e a postura.

A constatação do aumento do número de indivíduos que buscam praticar Pilates só confirma a eficiência do Método.

O Pilates traz benefícios como o condicionamento físico, fortalecendo músculos que se encontram enfraquecidos, proporcionando alongamento às estruturas encurtadas e aumentando a mobilidade das articulações.

Todos esses benefícios ajudam a prevenir lesões e proporcionam alívio de dores crônicas. Com tantos benefícios, torna-se notória a eficácia do Método para a reabilitação, desde que a execução dos exercícios seja fiel aos seus princípios.

A técnica apresenta inúmeras variações de movimentos, podendo ser realizado por qualquer indivíduo, tanto por pessoas que buscam algum tipo de atividade física, ou até mesmo por quem apresenta alguma disfunção ou patologia e necessita de reabilitação, como problemas ortopédicos, distúrbios da coluna vertebral e dores crônicas.

Todos os movimentos são baseados em seus princípios, envolvendo: concentração, centralização, fluidez, respiração, controle e precisão.

Além disso, a execução correta dos exercícios desenvolve altos níveis de consciência corporal, relaxamento e alinhamento postural, uma vez que é exigido o alongamento axial durante toda a prática do Método, desenvolvendo assim o equilíbrio musculoesquelético.

Os movimentos são realizados sem pressa, podendo ser feitos em aparelhos ou no solo.

A relação do Método com a Coccidinia

Como vimos anteriormente, o indivíduo com Coccidinia apresenta dificuldade para sentar, levantar e geralmente apresenta uma postura inadequada, além de fraqueza da musculatura extensora do quadril e flexora do joelho.

Em contrapartida, o Pilates tende a criar hábitos saudáveis que perdurem por toda a vida, como manter a postura correta em diversas situações do cotidiano, sentar, andar, agachar além de promover fortalecimento e flexibilidade.

Os exercícios voltados para o paciente que sofre com a Coccidinia devem manter a ênfase nos músculos estabilizadores do tronco e da pelve (core).

Levando em consideração todos os sintomas desta patologia, separamos alguns exercícios do Pilates para potencializar a reabilitação. Confira a seguir!

6 exercícios do Pilates para auxiliar no tratamento da Coccidinia

1. The Hundred

The HundredEm primeiro lugar devemos ensinar ao nosso paciente a contração do períneo, região do assoalho pélvico entre o ânus e o órgão genital.

Estes músculos devem ser contraídos como se estivessem tentando segurar o xixi. Realizar o exercício algumas vezes, e manter esta contração do períneo durante os demais exercícios.

O movimento tem como objetivo o estímulo dos nervos na região do sacro e cóccix, tonificando e fortalecendo toda a região pélvica. A contração de toda musculatura do períneo alivia as dores do sacro e do cóccix.

2. Kneeling Cat

Kneeling Cat

Posicione-se em quatro apoios, alinhe as mãos e punhos diretamente abaixo da linha dos ombros, assim como os joelhos devem ser alinhados diretamente abaixo da linha do quadril.

Ao expirar, flexione a coluna, como se estivesse imitando um gato arrepiado, olhando na direção da pelve. Ao inspirar, estenda a coluna e vá até a hiperextensão, relaxando e levantando o olhar para o horizonte.

O objetivo do exercício é alongar e fortalecer toda a musculatura que envolve a coluna vertebral de uma forma geral, trabalhando a mobilidade do quadril, estimulando os nervos espinhais e o alinhamento das vértebras.

Caso o paciente sinta desconforto nos punhos com a palma da mão aberta, solicite que ele feche a mão como um “soco”, e mantenha a rádio-ulnar na posição neutra para aliviar o desconforto.

3. Alongamento da Coluna

Coccidinia

Inicie o movimento de joelhos, sente-se sobre os calcanhares e flexione a coluna e quadril até que as mãos encontrem o solo, deslize até que o peito siga em direção ao solo, tentando não retirar o quadril do apoio, mantenha os cotovelos estendidos e as palmas das mãos voltadas para baixo.

Sinta a respiração, inspire e expire calmamente e profundamente. Mantenha-se nesta posição por 15 segundos, realizando o exercício três vezes.

O objetivo envolve a tonificação da musculatura da região pélvica, estimulando a circulação sanguínea dos órgãos e alongando os tornozelos e a musculatura da coluna vertebral.

4. Bridge

Coccidinia

Em decúbito dorsal, mantenha os joelhos e quadril flexionados, a sola dos pés apoiadas sobre o chão, e o alinhamento do terceiro dedo do pé com a sua crista ilíaca anterior. Os membros superiores permanecem ao longo do corpo com a palma das mãos voltadas para baixo.

Inspire preparando o movimento e, ao expirar, inicie a extensão do quadril (com uma retroversão) e articule vértebra por vértebra até que a coluna se eleve por completo do chão.

Mantenha essa posição enquanto realiza uma inspiração lenta e, durante a expiração, flexione o quadril lentamente, desta vez iniciando pelo topo da coluna, articulando vértebra por vértebra, até chegar na pelve finalizando com a posição neutra da coluna.

Este movimento tem por objetivo a tonificação extensores do quadril e da coluna, trabalhando a mobilidade, flexibilidade e estimulando a circulação sanguínea através da coluna e cóccix.

5. Swan

Coccidinia

Em decúbito ventral, mantenha os membros superiores no prolongamento do corpo, inspire enquanto hiperestende a coluna retirando os membros superiores, cabeça e região peitoral do contato com solo (sem realizar hiperextensão da cervical) e membros inferiores.

Expire enquanto retorna à posição inicial lentamente. Este exercício tem por objetivo o fortalecimento da musculatura extensora da coluna.

6. Footwork na Bola – variação com perna cruzada

Footwork-na-bola---Coccidinia

Em decúbito dorsal com a coluna alinhada e um dos membros inferiores apoiado sobre uma bola suíça.

O membro inferior deve estar com quadril flexionado em rotação externa, joelho flexionado e com o maléolo lateral apoiado sobre o joelho do membro inferior contralateral, formando um 4. Mantenha os membros superiores ao longo do corpo com as palmas das mãos voltadas para baixo.

Inspire enquanto prepara o movimento, expire flexionando o joelho e o quadril do membro inferior que está sobre a bola, puxando-a em direção ao corpo. Inspire para retornar à posição inicial.

Este exercício tem como objetivo a dissociação, fortalecimento, alongamento e mobilidade de membros inferiores, tonificando quadríceps, glúteos e os isquiotibiais, além de trabalhar a estabilidade da pelve e coluna.

Conclusão

Como vimos, é possível realizar o tratamento da Coccidinia com exercícios do Método Pilates. Porém, antes de iniciar qualquer prática, é indispensável o acompanhamento com um profissional especializado para avaliar o quadro clínico.

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