As conexões no Pilates envolvem o alinhamento corporal, a ativação muscular coordenada e a sinergia entre diferentes cadeias musculares. Quando essas conexões são bem aplicadas, o treino se torna mais fluido, equilibrado e eficiente.
Ao longo deste texto, vamos explorar como a linha média pode ser ativada em exercícios como o Table Top, a V Position e o Single Leg Circles, além de entender como o alinhamento correto evita compensações musculares e contribui para o equilíbrio e a força muscular.
Podemos entender melhor como as conexões no Pilates funcionam a seguir. Boa leitura!
A linha média para o equilíbrio e alinhamento no Pilates
A linha média é um eixo anatômico imaginário que contribui diretamente para o alinhamento correto da pelve e a precisão dos movimentos no Pilates.
O trabalho do Pilates associado a essa linha favorece o fortalecimento e o equilíbrio dos músculos internos e externos da coxa, além de promover o alinhamento dos membros inferiores ao quadril. Esse alinhamento gera uma irradiação da força para os músculos da coluna vertebral, garantindo maior estabilidade e controle durante os exercícios.
Quando o corpo não está alinhado corretamente, ocorre um desequilíbrio nas cadeias musculares, o que provoca a tensão de certos músculos, enquanto outros ficam encurtados.
Em alguns casos, uns músculos ficam mais fortes e outros mais fracos. Quando há alinhamento adequado, o equilíbrio das cadeias musculares é restaurado, prevenindo esses desajustes e permitindo que os músculos fiquem livres de tensões excessivas, além de reduzir o gasto energético.
Exercícios como Table Top, a V Position e o Single Leg Circles são ótimos para ativar a linha média e promover conexões no Pilates que garantam estabilidade, controle e precisão. Com o alinhamento correto, os músculos se mantêm livres de tensões desnecessárias, aumentando a eficiência de cada movimento.
Table Top: ativação da linha média e estabilização da pelve neutra
Table Top é uma postura onde os joelhos e quadris ficam flexionados a 90º, com os membros inferiores posicionados como se estivessem apoiados em uma mesa.
Essa posição inicial é excelente para ativação da contração abdominal, estabilização da pelve neutra e ativação da linha média. Os músculos internos e externos da coxa, adutores e abdutores se contraem nesse movimento, ajudando a melhorar o controle muscular.
A posição pode ser feita no MAT em decúbito dorsal (DD), mas também pode ser adaptada em aparelhos como o Cadillac, e Wall Unit e até mesmo na Chair, com um grau de dificuldade maior devido ao uso de molas.
O exercício também pode começar com a elevação de um membro de cada vez, preparando o corpo para movimentos mais complexos, como o exercício básico Hundred.
Essa postura também pode ser feita com um dos membros elevados por vez, ajudando a construir força de forma gradual. Dessa forma, você consegue desenvolver as conexões no Pilates e garantir que o movimento seja feito de maneira eficiente e sem sobrecargas.
Conexões no Pilates: postura, movimento e equilíbrio emocional
“Abrir” o peito resulta em fluidez de movimento, evitando a compensação de músculos cervicais que podem estar tensionados devido a uma postura fechada de ombro anteriorizado, além de prevenir a compensação de músculos do tórax, da região escapular, peitoral e a fadiga dos músculos do braço.
A postura de peito aberto favorece o equilíbrio muscular e coopera com a fluidez de seus movimentos, além de gerar estímulos psicológicos positivos a si próprio.
Foi feito uma pesquisa internacional muito interessante pela Dra Amy Cuddy, a qual identificou o poder das posturas mediante efeitos hormonais a partir da coleta da saliva, posturas sobre imponência, timidez, auto proteção, e coragem, intrepidez, autoestima, mediante a posição do corpo, expansão de caixa torácica, abertura do peito, pesquisa essa sobre a percepção dos outros, mas a percepção cerebral sobre si mesmo.
O interessante é que as conexões no Pilates trabalham exatamente essa consciência corporal e emocional. Não se trata apenas da execução dos movimentos, mas da forma como o corpo se posiciona e como isso reflete no estado mental do praticante.
Quando uma pessoa é tímida, tem medo dos julgamentos alheios, da percepção e distorção alheia, quer por algum motivo esconder-se e tem a tendência de se apresentar com os ombros caídos e anteriorizados.
Caso contrário, a postura expansiva promove emocionalmente a condição de imponência, coragem, liderança, capacidade, encanto, segurança e leveza, essas conexões são uns dos pontos no qual trabalha muito a autoestima e a questão emocional.
Na pesquisa da Dra. Amy Cuddy, os efeitos hormonais e emocionais foram observados em apenas dois minutos de mudança postural. Agora imagine o que um aluno pode conquistar ao incorporar esses princípios diariamente em sua prática!
Pés em “V” ou posição V Isogison
A posição dos pés em “V” tem origem na ginástica artística, onde se preconiza que os pés fiquem apontados para fora, formando um “V”, semelhante à postura utilizada no balé.
Assim, o peso é distribuído aos membros inferiores (MMII) de modo uniforme entre quadril, pernas e pés, o peso do corpo fica bem distribuído entre o dedão e dedo mínimo do pé, sem sobrecarga articular e com maior ativação muscular, principalmente de abdutores de coxa e glúteos, cooperando a correção postural.
Fortalece principalmente os músculos internos da coxa e os eretores espinhais. Para se manter nessa posição é preciso contrair o core, ou a caixa de força, o Power House.
No Método, essa relação entre membros inferiores exemplifica bem as conexões no Pilates, em que um ajuste postural simples influencia diretamente a eficiência dos movimentos.
Sempre incentivo meus alunos a manterem essa posição no dia a dia, pois isso ajuda a recrutar os glúteos e a ativar a linha média, promovendo ganhos funcionais que contribuem para a evolução no Método.
Um exercício clássico que utiliza essa posição é o Footwork, amplamente praticado no Reformer, na Chair, no Cadillac, na Wall Unit e até no MAT. Incorporar essa postura na rotina do aluno reforça não apenas o alinhamento corporal, mas também a consciência sobre como o corpo se organiza e se movimenta de maneira integrada.
Conclusão
O Pilates se destaca por promover uma conexão profunda entre corpo e mente, sendo essencial para a eficácia do Método. Mais do que apenas executar os exercícios, é primordial compreender a harmonia entre respiração, controle e alinhamento corporal.
Para alcançar os melhores resultados, o aluno deve se conectar não só com os movimentos, mas também com sua própria cronologia, ou seja, a união entre mente e corpo.
Quando as conexões no Pilates são bem estabelecidas, o movimento se torna mais fluido, equilibrado e preciso. A prática regular, focada no alinhamento e na ativação muscular adequada, previne compensações indesejadas e fortalece o corpo como um todo.
Lembre-se: ao executar os movimentos de maneira correta, você cria uma base sólida que otimiza os resultados. Esse equilíbrio muscular, sem compensações, contribui para uma prática mais eficiente e saudável.
Até o próximo post da série sobre esse assunto! Não deixe de conferir todos os artigos que desenvolvi sobre este tema. Meu Instagram: @drayhedabrandão e @drayhedapilates.