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“Guarde sua energia para alcançar as estrelas”.

Ouvi essa frase no Workshop do Jerome Weinberg no Studio do Nanô Pilates dias atrás, e sei exatamente o motivo pelo qual ela me tocou tanto.

Ser bailarino/dançarino aos olhos alheios muitas vezes pode parecer loucura ou falta de escolhas. Quantas vezes ouvi enquanto cursava a faculdade de Dança frases do tipo “Que delícia, você faz dança”, “Deve ser muito bom ficar dançando o dia todo”, ou ainda “Mas você dança”?

Dança, com D maiúsculo. Sim, DANÇO!

Dançarinos, Bailarinos, Artistas da Dança, Intérpretes, Performers, eu, você, NÓS.

NÓS todos somos dignos de uma valorização que não existe.

Pouco importa a quantidade de horas que passamos nos laboratórios de Anatomia dissecando os corpos e entendendo de cabo a rabo como funciona essa máquina que faz o MOVER.

Pouco importa os estudos de Metodologia e os Estágios Supervisionados em Escolas de Educação Infantil, o TCC, a Montagem de espetáculos, a confecção do cenário, figurino, elementos cênicos, os semestres estudando História da Arte, História da Dança, Antropologia…

Precisa de tudo isso?

Se você dança?

Dança, com D maiúsculo.

E SIM, precisa disso e mais um outro tanto. E acompanhado a esses tantos, um corpo pensante, dançante, aberto à possibilidades e cheio de sonhos.

A Dança é a voz da Alma.

Com ela você pode ser Joaquim, Ana, Alberto, Rosana.

Você pode ser um gato, uma formiga, um lobo, um leão.

Ela te permite clarões de lucidez em meio ao caos,

Ao mesmo tempo em que te coloca no olho do furacão.

O corpo em movimento é a mais pura obra de arte.

Seja na sapatilha de ponta, ou com os pés descalços,

Em grupo, duos ou solo,

Ensaios mil, corpo dolorido, joelho ralado,

Um corpo/alma que brilha.

E é por isso que essa profissão é para poucos.

Porque nem todos brilham.

O palco te mostra o produto final,

Mas nós sabemos bem quão tortuoso é o caminho para se chegar às estrelas.

Meus mais sinceros parabéns a toda essa classe que se mantém viva, pulsante e brilhante nos palcos da vida!

Viva nós.