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O Pilates e as disfunções temporomandibulares

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A articulação temporomandibular (ATM) representa a articulação entre a mandíbula e o osso temporal do crânio, sendo a única articulação móvel da face, e a mais complexa do corpo humano por dois motivos: é a única que permite movimentos rotacionais e translacionais do crânio, devido à articulação dupla do côndilo (0KESON.J; 2006).

Para que seu funcionamento ocorra de forma adequada, é necessário que a oclusão dental e o equilíbrio neuromuscular funcionem harmonicamente.

O desequilíbrio destes fatores pode levar às DTM – disfunções temporomandibulares), juntamente com um grupo de doenças que atingem os músculos mastigatórios, sendo assim a causa de outros problemas que atingem outras regiões, como ouvidos, coluna cervical, complexo ombro, mão, dores em trapézios, romboides, alterações e vícios de postura.

Ainda para OKESON a restrição leva a mobilidade crônica e à atrofia muscular.

Por isso no método Pilates busca-se a harmonia mental e física, e a correção de desequilíbrios e debilidades, sendo recomendado quase na sua totalidade a todos os tipos de pessoas.

Por isso, os dentistas que também apresentam DTM estão utilizando e indicando o Pilates, por trabalhar o corpo como um todo, movimentos direcionados, com respiração adequada levando a força, elasticidade e controle corporal, favorecendo a realização de movimentos precisos, rítmicos e atuando para alivio de dores próprias da DTM e suas irradiações.

Os exercícios de Pilates são realizados utilizando o peso do próprio corpo, como o Mat Pilates ou Pilates solo, por exemplo, ou através de materiais como o anel flexring, faixas elásticas, bosu, pranchas e rolos que vem acrescentar mais dificuldade as aulas, fazendo com que o equilíbrio e a parte proprioceptiva trabalhem em conjunto com o eixo, respiração, concentração e percepção corporal.

Sendo assim, quando o trabalho é realizado a partir do centro, e com absoluta concentração, controla-se os movimentos executados sem permitir que os hábitos quase sempre errados tomem conta deles – fazendo com que a indicação do Método Pilates seja necessária para essas disfunções que se tornaram comuns atualmente.

Juliana Vieceli – Instrutora de Pilates solo e bola há 8 anos, Fisioterapeuta e especialista em neurologia e Neuropediatria.

Referências Bibliográficas: JEFFREY P. OKESON; Dores Bucofaciais de Bell – Tratamento Clinico da Dor Bucofacial;
ESPERANZA APARICIO & JAVIER PEREZ; O autêntico método Pilates – A arte do Controle.

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