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Competição no Pilates: até que ponto é saudável?

Competição no Pilates: até que ponto é saudável?
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Apesar da competição estar presente em nosso dia a dia, será que ela é necessária para alcançar o sucesso no Pilates?

Nos dias de hoje todos parecem estar obcecados com os resultados finais, no dia a dia é possível ver isso. No trabalho, entre amigos, em esportes e até em competição para crianças, onde todas recebem uma medalha ou um troféu, saem como “vencedores” e comemoram essa vitória.

E apesar de vencer ser o objetivo da competição, devemos nos lembrar que esse não é o elemento principal de qualquer esporte, e definitivamente não é o do Pilates.

Ao participar de qualquer esporte que seja, é preciso visar os diversos benefícios que ele pode te proporcionas, como a melhora da saúde (psicológica, mental, cognitiva, emocional e espiritual), interação social, aumento da autoestima, confiança, habilidades práticas no geral, trabalho em equipe, solução de problemas, dentre outras mais.

E mesmo que você esteja realizando um esporte competitivo, há também várias vantagens além de ganhar, como por exemplo: espírito esportivo, disciplina, pensamento estratégico e outras habilidades sociais.

A competição e o Pilates

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O Pilates é diferente, uma vez que não se caracteriza por ser um esporte competitivo, ganhar não deve ser parte do processo. Então porque todo mundo deseja realizar os exercícios avançados? Quando o Pilates começou a ser um esporte competitivo? No caso de ser ou não ser, o que podemos fazer sobre isso?

A competição é uma característica do ser-humano, está em seu DNA. Nós comparamos tudo, desde o jeito que olhamos, o que vestimos, o que lemos e o que assistimos na TV. Isso é normal e espera-se que nós olhemos par aos outros para achar onde estamos.

Portanto não é nenhuma surpresa que isso não seja muito diferente nos estúdios de Pilates. Alunos olham para os outros alunos fazendo exercícios, eles checam uns aos outros, e querem fazer os exercícios mais avançados e chega até a pedir os mesmos exercícios que você, professor, deu para outro aluno.

Competição amigável?

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Talvez você possa dizer que um pouco de competição amigável não faz mal a ninguém e na realidade pode trazer benefícios e acredite, você está certo. Um empurrãozinho feito de maneira certa e um comentário bem colocado, podem levar alguém a sair da sua zona de conforto e estimular a si mesmo a intensificar e forçar um pouco mais. Isso por si só pode ser uma coisa boa.

Mas quando a competição amigável se torna a velha e conhecida competição? Qual é a linha que separa?

Instrutores de Pilates e gestores de estúdio tem a reponsabilidade de garantir que essa linha nunca seja ultrapassada! Mas pode ser difícil definir essa tal linha, pois a divisória da amigável para a real competição é muito individual, pois como uma pessoa reage ao ser desafiado vai de cada um não é mesmo?

Porém nós temos que lembrar que o Pilates não é um esporte competitivo, ele envolve o aluno, e somente o aluno. Alguns podem dizer que eles estão em competição consigo mesmo e nesse processo de autodescobrimento, no entanto, a essência desse esporte é sobre o progresso em seus processos de aprendizado.

E é aí que entra o trabalho do instrutor, é preciso apresentar essa essência do Pilates para os alunos, que o resultado  é melhorado cada dia mais, não existe um resultado final. O sucesso é alcançado à medida que cada novo resultado.

Concluindo…

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A vontade do aluno querer se superar é muito importante, mas sua função como professor é além de ensinar é incentivar. É preciso focar no bem-estar do aluno acima de tudo, mostrando para cada um que o importante no Pilates não é fazer o exercício mais difícil ou que ele julgue mais complicado. O objetivo é estimular o seu próprio corpo, seus próprios limites, sem querer olhar o limite do outro.

É preciso explicar também que o Pilates é um esporte que tem um método personalizado para cada um. Ou seja, um aluno que pratica para se recuperar de uma lesão tem objetivos e exercícios diferentes de um aluno que pratica buscando ser saudável. Como os objetivos são diferentes, os resultados também serão. Fazer com que o aluno entenda isso é parte importante do processo, pois ao invés de olhar para os outros para tentar fazer igual, ele tem que entender que é essencial olhar a si mesmo e a as suas necessidades, para então buscar seu resultado final.

Sendo assim, o sucesso no Pilates é como dito anteriormente, conquistado junto com seu resultado, e não sendo superior aos outros, sendo superior a si mesmo, pois assim como o objetivo é individual, vai de aluno para a aluno o resultado obtido. Instrua seu aluno a comemorar cada resultado como vitória, para assim ele reconhecer o seu sucesso.

Todos nós somos diferentes, um exercício que é difícil para uma pessoa e, portanto, realizado por ela como avançado, pode ser fácil para outra pessoa. Exercícios avançados não estão uma lista em um manual, é definido como o esforço necessário para a realização do exercício com o melhor da sua habilidade. Então sim no Pilates, todo mundo é um vencedor e avançado, da sua própria e especial maneira.

E você faz como para lidar com essa competição em aula? Conte para a gente, escreva sua opinião nos comentários!

MICHAEL FRITZKE E TON VOOGT

 

Written by Michael Fritzke e Ton Voogt

Michael Fritzke e Ton Voogt

Michael e Ton são Mestres Professores de Pilates internacionalmente reconhecidos; apresentadores, educadores, consultores e inovadores. Juntos, eles desenvolveram e criaram o revolucionário TRIADBALL ™ (a primeira bola de seu tamanho criado especificamente para o método Pilates). Para mais informações sobre Michael e Ton e próximos eventos visite www.zenirgy.com

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