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Como vender Pilates em tempos de crise?

O país está em crise, e isso não é novidade para ninguém. Na realidade, segundo os especialistas, estamos caminhando para sairmos dela.

Mas, a economia ainda não é estável, as pessoas ainda estão com medo e o dinheiro ainda anda “curto” para a maioria das pessoas. Como manter seu estúdio funcionando bem com toda essa bagunça econômica e vender o Pilates em tempos de crise?

Por mais que a prática de atividade física traga inúmeros benefícios para saúde, sabemos que quando a crise chega, esse é um dos primeiros itens que “cortamos” para poupar gastos.

Com isso o estúdio tende a ter uma rotatividade muito grande de cliente e com isso, o fluxo de caixa fica instável.

Te convido então a descobrir comigo 5 maneiras de driblar a crise e fazer seu estúdio crescer no meio dela. Vamos ver?

1) Cortar Custos do Pilates em Tempos de CrisePilates-em-Tempos-de-Crise-1

É claro que não tem como fugirmos dos cortes, é inevitável. Por isso a minha primeira sugestão é cortar custos do Pilates em tempos de crise. Como? Vamos pensar juntos.

1° Passo

É preciso colocar tudo em um papel: escreva todos os seus gastos e o valor de todas as mensalidades.

2° Passo

Feito isso, some os valores das mensalidades e divida pelo número de aluno que você tem para conseguir ter em mente qual a média da sua mensalidade.

3º Passo

Com a média da mensalidade em mãos, some o número de aulas que cada aluno faz e divida pelo numero total de aluno para descobrir a média do número de aulas que os alunos fazem por mês.

4° Passo

Em seguida divida o valor da média da mensalidade pela média do número de aulas para descobrir quanto você ganha por aluno em cada aula.

5º Passo

Depois disso, soma todos os custos e divida pelo número de horas que seu estúdio funciona. Com essa cálculo você irá descobrir quanto o estúdio te custa por hora.

6º Passo

Agora analise o número de aluno que você tem em cada horário e descubra qual horário não te dá lucro. Esse é o primeiro passo para você começar a pensar nos cortes.

Para ficar mais claro, vou dar exemplos com números fictícios:

Contas fixas

  • Aluguel: R$ 2000,00
  • Faxineira: R$ 400,00
  • Conta luz: R$ 250,00
  • Conta água: R$ 50,00
  • Professores: R$ 3000,00
  • Escritório: R$ 500,00

Contas Variáveis (nesses itens é preciso ter uma média dos custos)

  • Produto de limpeza: R$ 70,00
  • Produtos descartáveis (copo, papel higiênico, entre outros): 70,00
  • Água mineral: R$ 50,00
  • Imposto: R$ 800,00

Total dos custos: R$ 7190,00

Para achar a média da mensalidade é preciso somar o valor que cada aluno paga e dividir pelo número de aluno. Por exemplo, a soma de todas as mensalidades que recebo é R$ 10000,00. Vamos supor que o estúdio esteja atualmente com 60 alunos então a média da mensalidade será R$ 166,00.

Para calcular o número de aulas que cada aluno faz por mês, é preciso somar o número de aula que cada aluno faz mensalmente e dividir pelo número de alunos.

Vou supor que essa conta, no nosso estúdio fictício deu 10,3. Agora é só pegar a média da mensalidade (166,00) e dividir pela média de aula (10,3). O resultado dessa conta te mostra a média do quanto você ganha por cada aluno em cada aula que ele faz. No nosso exemplo esse valor foi de R$ 16,10.

Para calcular o custo de cada hora do estúdio vamos pegar o valor total dos custos (R$ 7190,00) e dividir pelo número de horas que o estúdio esteja funcionando. Vamos supor que o seu espaço funcione 8 horas por dia, 5 dias por semana, ou seja, o total de horas de funcionamento é de 40 horas semanais.

Levando em conta que temos em média 4,5 semanas por mês, seu estúdio funciona 180 horas mensais. Agora vamos fazer a conta: 7190,00 dividido por 180 = 39,94. Cada hora que o seu estúdio funciona, você gasta R$ 39,94 para mantê-lo aberto.

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Agora é só analisar.

Se você gasta R$ 39,94 por hora, se cada aluno paga em média R$16,10 por hora. Logo, você precisa de 2,48 por horário para conseguir pagar as contas. Como não podemos dividir o aluno ao meio, vamos supor que com 3 alunos em cada horário você paga suas contas. Com 4 você começa a ter lucro.

Agora analise o número de alunos que você tem em cada horário e descubra qual horário não te dá lucro. Esse é o primeiro passo para você começar a pensar nos cortes ou até mesmo aumentar o número de alunos por horário.

Lembrando que não podemos deixar a qualidade das aulas caírem mesmo no Pilates em tempos de crise.

Se você é o dono do estúdio e possui professores para dar as aulas, não pense que dispensá-los será a solução dos seus problemas. Todo mundo que dá aula precisa ganhar por isso, então, mesmo que você seja o dono e dê aulas o dinheiro da hora/aula precisa ser direcionado á você.

O que você pode pensar nesse caso de Pilates em tempos de crise é: se seus professores são registrados, talvez seja melhor dispensar ou reduzir a carga horária para poder diminuir os encargos.

E aí sim, você como dono da empresa, como já tem seus encargos pagos, ganharia somente a hora/aula. Mas tome cuidado para não se sobrecarregar demais e não sobrar tempo para coordenar e fazer o estúdio crescer.

Aluguel

Outra dica que tenho para cortar custos é o aluguel do Studio de Pilates em tempos de crise.

Se você paga aluguel pode negociar com o dono do imóvel para abaixá-lo. Lembre-se, estamos em crise e ela afeta todo mundo, também não está fácil alugar imóveis.

Então para o proprietário do imóvel pode ser mais vantajoso diminuir seu aluguel do que ficar com o imóvel desalugado.

Ter uma secretária é fundamental, mas, às vezes não.

Se você tem uma pessoa para fazer esse serviço, verifique com cautela se realmente precisa. Pode ser que você consiga dar conta do trabalho sem precisar manter alguém nesse cargo. Mas pense bem, pois não adianta cortar o custo de um bom salário e deixar o estúdio desorganizado.

Com pequenos ajustes você pode diminuir pequenos custos que se somados podem fazer diferença no seu Studio de Pilates em tempos de crise.

Por exemplo, pesquise melhor o lugar para comprar material de limpeza e descartáveis. Avalie se você consegue reduzir os dias de trabalho da faxineira e ainda sim manter o espaço limpo.

São pequenos cortes que ajudam a driblar os custos no fim do mês.

2) PromoçãoPilates-em-Tempos-de-Crise-4

É preciso tomar cuidado com promoções durante o Pilates em tempos de crise. Elas podem atrair um público que está apenas interessado em descontos. Esse mesmo público tende a abandonar a prática quando a promoção termina.

O interessante é atrair pessoas que gostem do método e continuem a praticá-lo por muito tempo, ou seja, um público fiel. Para isso tenho algumas sugestões.

Pegue o cálculo que você fez para definir o custo da hora do seu estúdio e verifique em quais horários o estúdio lucra menos.

Esse horário pode ser um horário promocional, mas não por um período determinado, deixe o horário promocional permanente. Normalmente a baixa demanda de aluno acontece no período entre 10:00 às 16:00. Tente movimentar seu espaço nesse horário.

Outra maneira de beneficiar as pessoas com descontos é oferecendo uma mensalidade mais barata para terceira idade ou aposentados. Recorra às suas contas e veja qual porcentagem de desconto você consegue oferecer para essas pessoas.

Defina uma margem de idade para beneficiar e mantenha esse desconto também permanente. A terceira idade é um público fiel, pode ser bem rentável trabalhar com eles.

Mais uma sugestão para o Pilates em tempos de crise é o desconto família. Ofereça uma pequena porcentagem de desconto para membros da mesma família que fizerem aula juntos. Você verá que isso é um atrativo para os alunos convidarem outras pessoas para as aulas.

A última sugestão que tenho com relação à promoção são os planos de mensalidade. Ofereça um desconto para quem deixar cheques pré-datados por três e seis meses.

Se você trabalha com cartão, também pode oferecer esses planos para o cliente parcelar. Apenas tome cuidado na hora de fazer os cálculos, lembre-se de incluir a taxa de desconto do cartão.

3) ParceriasPilates-em-Tempos-de-Crise-6

Fazer parcerias é sempre muito interessante, ainda mais no Pilates em tempos de crise. Quando um profissional indica o outro as chances do cliente iniciar um programa de exercícios é bem maior.

Você pode apresentar seu trabalho para médicos, nutricionistas, psicólogos, entre outros. Quando o cliente percebe que os profissionais trabalham em equipe, eles se sentem mais seguros com relação aos resultados.

Você também pode procurar empresas que se interessam em fazer parcerias. Muitas empresas pagam uma porcentagem da atividade física do funcionário para estimulá-los.

Você pode oferecer um desconto para incentivá-los a fazer Pilates com você.

As parcerias não são muito fáceis de se fazer. E também, é preciso manter a qualidade do atendimento. Por isso vale a pena dedicar um tempo para visitar possíveis parceiros e acertar os termos de acordo que vocês farão.

4) MarketingPilates-em-Tempos-de-Crise 8

Ele é sempre imbatível e insubstituível, mesmo quando estamos com o Pilates em tempos de crise.

Engana-se a pessoa que acha que em tempos de crise é preciso cortar os investimentos nessa área. Lembre-se: quem não é visto não é lembrado.

Por isso é importante manter seu espaço sempre em evidência. Assim, as pessoas lembrarão de você quando precisarem.

Sem contar nas mídias sociais. Elas são ferramentas ideais para divulgar seu trabalho, e o que é melhor, sem custo. Divulgue seu estúdio com fotos e vídeos. Vídeos explicativos também são sempre interessantes.

Mas é preciso ter alguns cuidados, são eles:

1) Não coloque apenas fotos e vídeos de exercícios com alto nível de dificuldade, as pessoas precisam perceber que você tem atendimento para todo tipo de condicionamento.

2) Cuidado com a execução, o exercício precisa ser realizado corretamente.

3) Se você for divulgar vídeos ou fotos de alunos fazendo aula, além de pedir autorização para ele primeiro, tome cuidado para não repetir sempre os mesmos alunos.

4) Se você vai usar as suas contas pessoais para divulgar seu trabalho, tome cuidado com a exposição feita fora do estúdio, isso pode comprometer seu lado profissional. Por isso que o ideal é ter uma conta separada.

5) Acreditar no que fazPilates-em-Tempos-de-Crise-7

Tem uma frase do Walt Disney que diz assim: “primeiramente encontre algo que você goste tanto de fazer que não se importaria de fazê-lo sem receber nada por isso; aprenda então a fazê-lo tão bem que as pessoas se sintam felizes para lhe pagar para que o faça.”

Complemento essa frase com a seguinte pergunta: você realmente acredita no que você faz?

Para mim esse é o item mais importante. Antes de qualquer atitude você precisa realmente acreditar no que você faz. Não adianta fazer vários cursos, procurar exercícios diferentes na internet e não praticar. O professor precisa vivenciar a prática, essa é a chave do sucesso.

Estou levantando esses questionamentos porque considero muito importante que o profissional pratique a atividade que exerce, principalmente no Pilates em tempos de crise.

Acreditar no que se faz vai além de saber que está fazendo o movimento certo, ou que montou a aula adequada, ou que conseguiu evoluir seu aluno para um estágio mais avançado. Acreditar no que se faz, para mim, é viver aquilo.

Tenha certeza que um profissional apaixonado pelo seu trabalho consegue vendê-lo muito melhor do que alguém que trabalha apenas por trabalhar. Tenha isso em mente. Questione-se.

Descubra quais são os seus objetivos com a prática do Pilates em tempos de crise. Se você não tiver dúvidas, tenho certeza que as pessoas também não terão em contratá-lo.

Concluindo…Pilates-em-Tempos-de-Crise 8

O período difícil que estamos atravessando no país é um fato e não uma suposição. Por isso é preciso trabalharmos também com fatos e não com suposições.

Dedique um tempo para fazer as contas necessárias para entender o real custo do seu negócio, com o Pilates em tempos de crise.

O que observo muito são pessoas fazendo propaganda de um pequeno número de aluno em cada aula, sem saber se essa quantia realmente cobre os custos e faz lucrar. Outra coisa que também observo é que muitas vezes o próprio dono do estúdio é o professor das aulas, mas se esquece que precisa ganhar por elas como um professor contratado.

Não adianta pagar os custos da empresa e zerar o caixa no fim do mês. É preciso estipular tarefas e salários para os sócios para analisar se o negócio é rentável.

Por isso, para finalizar repito o que tenho dito durante todo o artigo: a crise é um fato, mas você também precisa trabalhar com fatos dentro do seu estúdio.

Assim, um momento difícil pode se tornar para você uma grande oportunidade de crescimento para o Pilates em tempos de crise.

Espero ter te ajudado. E se você gostaria de mais alguma ajuda pode entrar em contato comigo.

Instagram: @fabipilatesepersonal

Written by Fabiana Matos

Fabiana Matos

Educadora Física, com pós-graduação no Método Pilates. Especializada em Pilates Suspensus, Airmat e Formação MIT. Atualmente proprietária, coordenadora e professora no Studio Fabiana Matos em Mogi Guaçu e colunista semanal na revista on-line o polo: www.opolo.com.br/colunadafabi

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2 Comentários

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  1. Parabéns pela matéria!
    Percebo as vezes algumas dificuldades em gerir meu Stúdio, essas dicas e orientações irão me ajudar bastante!

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