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*Este conteúdo é científico e pode ser utilizado para pesquisas*           Está atendendo um aluno com dor no joelho? Você conseguiu identificar a causa real do problema? Sabe como realizar o tratamento de forma adequada e eficaz? Nesta matéria vou responder todas essas perguntas!

A articulação do joelho é considerada uma das mais complexas do nosso corpo, isto porque, nela ocorrem muitos problemas comuns que acabam prejudicando as atividades de vida cotidiana das pessoas. 

Entretanto, para uma efetiva recuperação funcional, é importante que antes de tudo o profissional tenha um bom conhecimento sobre sua funcionalidade. 

Continue a leitura para relembrar as principais patologias que provocam dor no joelho e aprender como atuar com o Método Pilates!

Elementos anatômicos do Joelho

Basicamente, uma articulação é o local do esqueleto humano onde ocorre a união entre ossos e é responsável pela manutenção da mobilidade do corpo, auxiliando em sua integridade.

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Os ossos que compõem o joelho são o fêmur, a tíbia, a fíbula e a patela, que antigamente era chamada de rótula. 

A junção específica entre esses elementos formam as três articulações distintas que fazem parte do joelho. Sendo elas as citadas abaixo:

Articulação femorotibial: é a união entre a porção distal do fêmur e a tíbia, na sua porção proximal. É uma articulação sinovial do tipo gínglimo, pois permite o movimento de dobradiça no plano sagital, em seu eixo latero-lateral, possibilitando movimentos de flexão e extensão de joelho. 

A femorotibial também se classifica no tipo trocóide ou pivô, pois permite movimentos de rotação interna e externa, no plano transversal, em seu eixo longitudinal, quando o joelho está em pelo menos 5º de flexão.

Articulação patelofemoral ou femoropatelar: é a união entre a porção distal do fêmur e a patela. Serve de braço de alavanca para o quadríceps, estabiliza o joelho em extensão e impede a anteriorização da tíbia. 

Assim, classifica-se como uma articulação do tipo plana ou artrodial, pois realiza movimentos de deslizamento crânio-caudal e látero-lateral.

Articulação tibiofibular: é a união entre as porções proximais da tíbia e da fíbula. Ela “cola” a tíbia na fíbula juntamente com a membrana interóssea. É classificada como sindesmose, onde não produz movimento.

O joelho também possui ligamentos, que são estruturas que fazem ligações entre os ossos, auxiliando na estabilidade da articulação onde estão inseridos.

Os ligamentos que estão presentes nas estruturas intra-articulares são o Ligamento Cruzado Anterior e o Ligamento Cruzado Posterior.

O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) está localizado da parte medial do côndilo femoral lateral até a parte medial do côndilo medial tibial, ou seja, ele cruza a articulação do joelho “de dentro para fora”. 

Apresenta dois feixes torcidos: ântero medial e póstero lateral para garantir mais resistência para o joelho. E este ligamento é mais longo do que o LCP. Limita a extensão do joelho, tendo um alto índice de lesões relacionadas a ele.

A localização do Ligamento Cruzado Posterior (LCP) vai do côndilo medial femoral até a parte posterior do côndilo tibial lateral. 

Apresenta dois feixes, o anterolateral e o póstero medial. Este ligamento é mais largo, mais curto, mais forte e mais elástico em comparação ao LCA. Limita a flexão do joelho.

Já nas estruturas extra-articulares, os principais ligamentos são o Colateral Lateral, o Colateral Medial e o tendão patelar.

O Ligamento Colateral Lateral (LCL) une o fêmur à fíbula em sua porção lateral. Sua função é estabilizar a parte lateral do joelho dando limite ao geno varo, situação onde os joelhos se apresentam mais distantes um do outro.

Por sua vez, o Ligamento Colateral Medial (LCM) une o fêmur e a tíbia em sua porção medial. Sua função é conceder estabilidade nesta parte do joelho e limitar o geno valgo, que é quando os joelhos se encontram desalinhados e ambas partes mediais ficam mais próximas.

E o ligamento patelar ou também chamado de tendão patelar, é a estrutura que conecta a patela à tíbia e que geralmente, é alvo de discussões sobre a sua nomenclatura. 

Isto porque, o osso da patela é classificado como um osso sesamóide – que se situam no interior dos tendões – então ela seria chamada de tendão patelar. Porém, essa estrutura une dois ossos, então seria chamado de ligamento patelar. 

Entretanto, não há um pronunciamento preferencial, pois analisando anatomicamente essa estrutura é um ligamento, mas funcionalmente é um tendão que facilita a movimentação fisiológica e consequentemente das estruturas relacionadas a ele.

A articulação do joelho também apresenta uma estrutura nomeada de meniscos formada por fibrocartilagem, que acomodam o formato da tíbia no fêmur e ajudam no amortecimento frente aos impactos enfrentados pelo joelho.

O menisco medial está localizado internamente na porção medial do joelho. É o mais fechado e apresenta menor índice de mobilidade, sendo mais propenso a lesionar.

Já o menisco lateral fica localizado internamente na porção lateral do joelho e possui um formato mais aberto.

O joelho também apresenta cartilagem que é uma estrutura que recobre a superfície dos ossos ajudando na absorção do impacto no joelho e geralmente é lesionada por microtraumas de repetição ou mesmo é alvo de desgaste pelo fator do envelhecimento, causando a gonartrose.

Para ajudar a proporcionar estabilidade para esta articulação também tem os principais músculos que cumprem essa etapa. São eles:

  • Atuantes primários na flexão: isquiotibiais (semitendinoso, semimembranoso e bíceps femoral);
  • Atuantes primários na extensão: quadríceps femoral (vasto medial, vasto lateral, vasto intermédio e reto femoral);
  • Atuantes na rotação externa: bíceps femoral;
  • Atuantes na rotação interna: semitendinoso, semimembranoso, poplíteo, grácil e sartório.

Principais patologias e lesões que provocam dor no Joelho

Diante de todo o conhecimento apresentado da anatomia e fisiologia do joelho, visto que ele é um grande complexo articular, acaba sendo bastante suscetível a lesões e patologias diversas.

Normalmente, uma das maiores queixas dos alunos é a dor no joelho e ela pode vir por diversas causas, tendo a possibilidade de vários acometimentos. 

Vamos ver abaixo os principais problemas que podemos encontrar na articulação do joelho.

Gonartrose: é popularmente chamada de artrose e caracteriza-se pelo desgaste da cartilagem presente na articulação do joelho. Seus sinais e sintomas variam entre presença de dor na região, edema, limitação de movimentos, rigidez matinal, dentre outros. 

Condromalácia Patelar: é quando a patela tem sua cartilagem desgastada, geralmente por estresse repetitivo ou atividades de alto impacto, gerando um desalinhamento articular da patela, crepitação e dor no joelho – principalmente aos esforços como subir e descer escadas.

Lesão de Menisco: comumente os meniscos são rompidos devido ao excesso de atividades de alto impacto para o joelho e mudança brusca de direção. O menisco medial é o mais lesado por  ter uma menor mobilidade e por estar associado às lesões do LCA devido a não aguentar uma rotação excessiva. Os sintomas comumente são dores na parte anterior do joelho e ao realizar algum esforço.

Lesão do Ligamento Cruzado Anterior: nesta lesão pode ocorrer a ruptura ou o estiramento das fibras. Na maioria das vezes, o problema ocorre estando os pés fixos no chão juntamente com uma mudança brusca de direção e a pessoa sente um estalo, por isso é comum de se ver jogadores de futebol, bailarinos e outros atletas sofrerem com essa lesão. Os sinais e sintomas vão de edema, dor no joelho na região da articulação até a perda de função.

Como melhorar a dor no joelho com o Método Pilates?

A prática do Pilates auxilia (e muito) na aquisição de benefícios para o corpo, como controle postural, alívio de dores, tonificação muscular e melhora do equilíbrio.

Nas mais diversas causas de dor no joelho, o Pilates pode ser um bom aliado, dependendo da fase de reabilitação que o paciente está, pois ele envolve exercícios de baixo impacto e trabalho dos músculos dos membros inferiores que interferem na articulação. 

Desta forma, toda essa junção ajuda a manter o paciente ativo e contribui de forma positiva em seu processo de recuperação.

Conclusão

A articulação do joelho é uma das mais complexas do corpo humano e tem muita contribuição em nossa funcionalidade. Por estar exposta a diversos estímulos e impactos devido às atividades cotidianas e esportes, ela é bem propensa a ter lesões. 

Contudo, para traçar um bom plano de recuperação, é primordial que o profissional saiba sobre como atua a articulação que ele está lidando e por isso, estudar a estrutura do joelho ajuda bastante nesse caso. 

O Método Pilates contribui nesse processo de reabilitação, seja proporcionando fortalecimento muscular, equilíbrio, ganho de mobilidade ou algum outro fator positivo para uma boa recuperação.

 

 

Referências bibliográficas:

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