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Popularmente o fisiculturismo é conhecido como os super fortes ou “monstros”, enquanto o Pilates como exercícios para pessoas com dor lombar, com foco em idosos e gestantes. Para entender melhor como esses dois universos diferentes se conectam e como geram benefícios, precisamos compreender melhor a história de cada um deles.

No final do século XIX, os músculos ganharam uma nova visão: o que antes era visto apenas como sinal de sobrevivência e autodefesa, neste momento foi despertando admiração e idealização através das estátuas de atletas da Grécia antiga.

Em 1939 foi criada a primeira competição onde os homens desfilavam com calções e sungas para exporem seus corpos e assim serem avaliados. Com o passar dos anos as competições ficaram mais acirradas e os corpos ficaram definidos com contornos musculares mais marcantes.

Porém ainda não era o bastante, em 1940 durante as exibições os atletas foram introduzindo mais flexibilidade, força e coordenação para se destacarem dos demais competidores.

Continue a leitura para entender melhor sobre a importância do Pilates no fisiculturismo e como as modalidades se complementam. Boa leitura!

Crescente da prática do fisiculturismo é recente

Nos anos 80 o crescimento explosivo do fisiculturismo gerou grandes mudanças na cultura, no público geral e em toda a indústria. O mercado fitness alcançou a marca de 2,1 bilhões em 2019, sendo o terceiro maior da América Latina de acordo com a International Health, Racquet & Sportsclub Association (IHRSA). 

Após a pandemia, o mercado do fisiculturismo já recuperou 88% dos alunos inscritos em academia com fortes tendências de crescimento em 2023.

Conforme a evolução do esporte, os atletas de alta performance buscam cada vez mais prevenir lesões, ter mobilidade, fluidez e alongamento para executar e mostrar um corpo definido e marcante, buscando se destacar entre os competidores.  

Joseph Pilates também procurava um corpo perfeito no qual sempre acreditou que a concentração, centralização, precisão, respiração, controle e fluidez resultam em um desenvolvimento mais uniforme do corpo, gerando resultados e unindo dois mundos diferentes com propósitos semelhantes. 

Os benefícios do Pilates para o fisiculturismo

O Pilates vem oferecendo para o fisiculturismo mais mobilidade articular, fortalecimento de músculos estabilizadores, alongamento e fluidez nos movimentos. Podemos entender melhor a seguir como cada um deles propiciam resultados significantes.

O ganho de mobilidade articular é indispensável para manter o movimento em cada articulação, aperfeiçoando gestos do esporte, otimizando rendimentos e gerando eficiência em exercícios de força. 

A mobilidade articular vem tomando espaço com o surgimento de estudos, mostrando-se efetivo como método de aquecimento para otimizar rendimentos e prevenir lesões.

Para obter hipertrofia muscular, a constância de exercícios consiste em sobrecarga, resistência e força. A combinação desses três fatores promove lesões articulares, ligamentares, tendinosas e musculares que são comuns em atletas fisiculturistas sendo sua maior incidência lesões em região do ombro, cotovelo e punho.

Por isso, exercícios de fortalecimento de músculos estabilizadores para atletas de alto rendimento é primordial para prevenção de lesões, pois fornece estabilidade para a articulação. 

Entre os grupos musculares estabilizadores para prevenir lesões de ombro, cotovelo e punho destaca-se manguito rotador, trapézio inferior e trapézio medial.

Mesmo os membros superiores sendo mais acometidos por lesões, não podemos esquecer de fortalecer músculos estabilizadores de tronco e membros inferiores pois sofrem sobrecargas constantes.

Com toda essa sobrecarga e rompimentos de fibras, o encurtamento muscular por estresse faz parte da rotina dos atletas, sendo indispensável o alongamento muscular.

Com ele adquirimos redução da dor e melhora da flexibilidade global. Músculos flexíveis diminuem o estresse compressivo articular, além de melhorar a postura dando mais harmonia para movimentos, e precisão para os exercícios serem executados corretamente.

O Pilates também agrega qualidade, leveza e fluidez para execução de cada exercício, fazendo o atleta pensar em cada parte do corpo de forma controlada e contínua.

Pilates é fundamental para o fisiculturismo

Diferente do ambiente das academias onde a carga a ser levantada e o número de repetições estipulado é o objetivo, no Pilates esse conceito se perde, diminuindo carga e priorizando a qualidade do movimento para ter mais fluidez, exigindo concentração durante a execução de cada movimento proporcionando aprendizado motor e consciência corporal.

Com tudo isso que vimos, não podemos trabalhar com alunos de forma desordenada e sem traçar objetivos. A avaliação corporal é um aliado importante para ajudar contra disfunções e queixas, agregando melhora significativa na performance dos atletas.

Desta forma, unimos os dois mundos diferentes onde atletas com grande massa corporal se beneficiam do Método para melhorar seus rendimentos. Obtendo mais resultados, confiança, consciência corporal e prevenindo lesões articulares, ligamentares, tendinosas e musculares.

Conclusão

O Pilates se baseia em fundamentos anatômicos, fisiológicos e cinesiológicos que agregam de forma positiva em todos os seus conceitos: concentração, centralização, precisão, respiração, controle e fluidez.

Ainda que com tantos benefícios, o Pilates sofre preconceito entre os atletas de fisiculturismo, sendo o Método pouco usado, necessitando de mais estudos e se tornando um campo novo que ainda precisa ser explorado, mas com grandes perspectivas de crescimento nos próximos anos.

Referências Bibliográficas 

1 – SCHWARZENEGGER, Arnold. Enciclopédia de Fisiculturismo e Musculação. Tradução: Márcia dos SantosDornelles. 2. ed. São Paulo: Artmed, v. 2, 2001. 800 p. ISBN: 8573078685 9788573078688.

2 – SILVA, Bianca Ferreira Nunes da. Efeitos agudos do aquecimento específico e exercícios de mobilidade articular no desempenho de repetições máximas e volume de treinamento. ConScientiae Saúde, São Paulo: redalyc.org, ed. 16, n. 1, p. 50-57, 10 jan. 2017. Bimestral.

3 – SILVEIRA, Aline Prieto de Barros. Efeito imediato de uma sessão de treinamento do método Pilates sobre o padrão de cocontração dos músculos estabilizadores do tronco em indivíduos com e sem dor lombar crônica inespecífica. Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo: SciELO, ed. 25, n. 2, p. 173-180, 10 jan. 2018. Semestral.

4 – IBRAHIM, Fabrício Rothier Deotti. ncidência de lesões osteomioarticulares em atletas fisiculturistas. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício –, São Paulo: Atlantica, ed. 8, ano 2009, n. 3, p. 125-131, 1 jul. 2009. Mensal.

5 – ABREU, John Alef Silva. Prevalência de lesões nos competidores de fisiculturismo de uma academia na cidade de Fortaleza/CE. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício –, São Paulo: Atlantica, n. 5, p. 272-280, 30 set. 2017. Mensal.

6 – STAPAIT, Eduardo Luiz. Fortalecimento dos estabilizadores da cintura escapular na dor no ombro: revisão sistemática. Fisioterapia e movimento , Curitiba , ed. 26, n. 3, p. 667-675, 1 jul. 2013. Mensal.

7 – BERG, kristian. Indicações de alongamento: Eliminando a dor e prevenindo lesões. 1 ed. São Paulo: Artmed, v. 1, 2012.

8 – PUPPIN, Maria Angélica Ferreira Leal et al. Alongamento muscular na dor lombar crônica inespecífica: uma estratégia do método GDS. Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, ed. 8, ano 2011, p. 116-121, 1 jun. 2011. Bimestral.


























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