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*Este conteúdo é científico e pode ser utilizado para pesquisas*           Você sabe qual a relação entre o Pilates e a imunidade? Conhece quais são os principais exercícios de Pilates para a imunidade?

Segundo a ONU, a definição de saúde é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

Já foi comprovado que a nossa saúde mental afeta a nossa saúde física, assim como a nossa saúde física também afeta a nossa saúde mental, elas andam juntas e não tem como separar um aspecto do outro, é preciso olhar o nosso corpo como um todo de maneira biopsicossocial.

A pandemia do Covid-19 trouxe muitas incertezas e mudanças nas vidas das pessoas, as formas de trabalho e estudo, por exemplo, de grande parte da população, tiveram que ser alteradas e adaptadas o mais rápido possível. Todo esse quadro de adaptações, muitas vezes bruscas, acaba gerando transtornos mentais e/ou físicos em grande parte da população.

Com parques e academias ora fechados, ora abertos, ficou ainda mais difícil incentivar e estimular a prática de atividade física na população, justamente no momento em que todos mais precisam.

Algumas ferramentas, como o Pilates, podem ser utilizadas para atrair as pessoas para um estilo de vida mais saudável. Então, continue lendo esta matéria e confira os benefícios proporcionados pelos exercícios de Pilates para a imunidade!

O sistema imunológico

O sistema imunológico é uma rede complexa, responsável pela primeira linha de defesa do organismo e envolve órgãos, células e moléculas para manter o equilíbrio (a homeostase) do corpo.

Essa rede começa a ser formada ainda no feto, onde as células e os linfócitos B e T são maturados no timo e na medula óssea e, posteriormente, caem na corrente sanguínea e migram para os órgãos linfóides secundários (baço e linfonodos).

As moléculas responsáveis pelo reconhecimento dos antígenos (corpo estranho) são as imunoglobulinas de membranas (IgM ou IgG e outras), são monoespecíficas para cada tipo de antígeno.

Os linfócitos B são responsáveis pela defesa extracelular, ela se caracteriza pela produção e liberação de anticorpos capazes de neutralizar, ou até mesmo destruir, os antígenos específicos para os quais foram gerados. Para que esses linfócitos B sejam ativados, acontece a produção da molécula citocina, que envia a mensagem para que haja uma proliferação e diferenciação dessas células em plasmócitos, com produção de imunoglobulinas com alta afinidade para o antígeno que gerou essa resposta dos linfócitos.

Quando uma infecção termina, a maioria desses plasmócitos acabam morrendo. No entanto, algumas poucas células se tornam células de memória, migrando para a medula óssea (em alguns casos ficam durante a vida toda) e, assim, constituindo a nossa memória imunológica.

Em casos graves de infecção por COVID-19, ocorre a chamada “tempestade de citocina”, ou seja, uma liberação exacerbada de citocina no organismo, que faz com que as células saudáveis sejam atacadas, agravando ainda mais a infecção. Essa disfunção pode acontecer em pessoas que já possuem alguma comorbidade, como o diabetes, por exemplo.

Por enquanto, não se sabe quanto tempo os anticorpos gerados pelas vacinas contra o Novo Coronavírus duram em nosso organismo, ou até mesmo quanto tempo dura os anticorpos produzidos após uma infecção. Outra questão importante são as variantes do vírus.

Ainda são muitas as dúvidas em torno da complexa dinâmica entre vacinas, imunidade e COVID-19.

Como o exercício atua no sistema imunológico?

Os exercícios físicos auxiliam o sistema imunológico e, por consequência, em uma vida saudável. Principalmente por prevenir o excesso de peso e as doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão, diabetes e outras).

Entretanto, a resposta imunológica proveniente do exercício está relacionada a fatores como: regularidade, intensidade, duração e tipo de esforço aplicado durante a prática da atividade física, podendo até ser prejudicial ao praticamente, dependendo do treino.

A contração muscular tem o efeito de aumentar a liberação de citocinas anti inflamatórias e pró-inflamatórias em níveis que variam de acordo com o volume de contração e massa envolvida, duração e intensidade do exercício.

Exercícios físicos praticados de forma moderada estimulam as células imunes, com características anti inflamatórias e, também, proporcionam um aumento da concentração de leucócitos circulantes nos vasos sanguíneos (permanecendo alto, com um pico de 30-120 minutos após a atividade física), que pode persistir por até 24 horas após a realização.

Já as atividades prolongadas, com mais de 90 minutos, ou de alta intensidade, sem o descanso adequado de 48 horas para atividades aeróbicas intensas, podem ocasionar a diminuição das células imunes, abrindo aí uma janela para doenças infecciosas. Quando o treino é feito sem acompanhamento, ele pode provocar estresse no organismo e gerar a diminuição das células imunes.

A prática regular de atividade física diminui a mortalidade por pneumonia e gripe, proporciona melhorias na função cardiorrespiratória, melhora a resposta às vacinas e aumenta o metabolismo de glicose, lipídeos e insulina.

Especificamente sobre o Coronavírus, não se sabe, ainda, como a atividade física melhora a imunidade para combatê-lo. Por enquanto, o que temos são as evidências dos seus benefícios dos exercícios físicos no combate e redução de sintomas de outras doenças respiratórias infecciosas.

Enquanto não temos todas as respostas a respeito da relação de exercícios físicos com a COVID-19, o que podemos fazer é conduzir, com eficiência, o aluno da melhor maneira possível e realizar exercícios de Pilates para a imunidade.

10 exercícios de Pilates para o sistema imunológico

Lembrando que não podemos fazer um treino muito intenso com o objetivo de melhorar a imunidade. Quem irá dizer a intensidade é o aluno e é essencial fazer uma avaliação prévia para conhecer os seus limites.

Uma dica é sempre perguntar ao aluno, no final do treino, como foi, exemplo: “Em uma escala de 0 a 10, sendo o 10 mais intenso e difícil, como foi o treino de hoje? ” Mantenha esse índice entre 4 e 6, para atingir o objetivo do seu aluno.

1. The Hundred

The Hundred

2. One Leg Circle

One Leg Circle

3. One Leg Stretch

One Leg Stretch

4. Spine Stretch

Spine Stretch

5. Roll Like a Ball

Roll Like a Ball-Exercícios de Pilates para a imunidade

6. Side Kick

Side Kick-Exercícios de Pilates para a imunidade

7. Leg Pull Back

Leg Pull Back

8. Swimming

Swimming

9. Perdigueiro

Perdigueiro-Exercícios de Pilates para a imunidade

10. Variação do Front Splits

Front Splits no Reformer

Neste exercício, você pode pedir para o seu aluno colocar uma toalhinha na perna que está atrás e deslizar para trás e para frente, mantendo a perna da frente parada e mãos no chão ou apoiadas no sofá.

Conclusão

O exercício físico pode e deve ser um grande aliado para combater essa pandemia. É nosso dever transmitir essa informação de maneira correta e oferecer o melhor atendimento possível para nossos alunos, onde quer que eles estejam.

O COVID-19 está aí, já é uma realidade e parece que não vai nos deixar tão cedo, cabe a nós nos mantermos atualizados da maneira correta, pois a cada momento saem novas informações e estudos, busque sempre uma fonte segura de informação e repasse aos seus alunos.

É muito tênue a linha entre o benefício que o exercício pode trazer e o prejuízo, por isso é cada vez mais importante realizar o atendimento personalizado, já que muitas vezes o que é uma sequência intensa para um aluno, pode não ser para o outro, precisamos estar com o olhar cada vez mais atento ao indivíduo como um ser único, e procurar ajudá-lo da melhor maneira que esteja ao nosso alcance.

O Método Pilates possui um repertório de exercícios bem variado, com ou sem equipamentos, os exercícios de Pilates para a imunidade podem ser trabalhados de diferentes maneiras e, principalmente, trazendo muitos benefícios e novas descobertas ao aluno.

Agora você já pode preparar uma aula especial com cada um dos exercícios de Pilates para a imunidade citados nesta matéria.

 

 

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