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Tudo sobre Pilates no Tratamento da Artrose de Quadril

A artrose – também conhecida como osteoartite/osteartrose -, é considerada a doença mais comum no Brasil e no mundo. Atingindo cerca de 15 milhões de pessoas somente no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

A artrose se caracteriza por uma doença crônico-degenerativa da cápsula articular, causando dor e redução da amplitude de movimento, e incapacidade funcional.

Acreditava-se que a artrose tratava-se de uma doença progressiva, de evolução lenta e sem tratamento, decorrente do processo de envelhecimento natural do corpo.

Porém, hoje em dia, começou a ser vista como uma patologia da qual é possível modificar o seu curso evolutivo – tanto no tratamento sintomático como no seu prognostico.

É nesse sentido que entra o Tratamento da Artrose de Quadril com o Método Pilates!

Este artigo irá fazer uma abordagem clínica geral da artrose de quadril, bem como uma abordagem terapêutica por meio do Método Pilates, ajudando você, instrutor, na elaboração do programa de tratamento dos seus pacientes com esta patologia.

Neste artigo você irá encontrar:

  • Anatomia do Quadril
  • O que é a Artrose de Quadril?
  • Formas de Tratamento da Artrose de Quadril
  • Como o Método Pilates pode Auxiliar no Tratamento
  • Exercícios indicados no Tratamento da Artrose de Quadril
  • Cuidados que precisam ser tomados no Tratamento da Artrose de Quadril
  • Se você tem dúvidas sobre o assunto ou quer se aprofundar no Tratamento da Artrose de Quadril, este texto foi escrito pra você! Continue lendo para aprender tudo sobre a patologia!

Anatomia do Quadril

A articulação do quadril, também chamada de coxofemoral, é uma articulação do tipo esférica, formada pela cavidade do acetábulo e a cabeça do fêmur.

A camada mais profunda do quadril é constituída pelos ossos e a articulação propriamente dita. A seguinte, é formada pela cartilagem e pelos ligamentos da capsula articular. A camada mais superficial é constituída pela musculatura e seus tendões.

Entender como é formada e como interagem os componentes da articulação permite a compreensão do funcionamento do quadril. Além disso, permite o entendimento dos mecanismos de lesão e de recuperação do quadril, principalmente no Tratamento da Artrose de Quadril.

Articulação do Quadril

Revestindo o acetábulo e a cabeça do fêmur, existe uma camada de cartilagem de tecido visco elástico (composta basicamente por colágeno, água e condrócitos).

Sua principal função é amortecer os impactos e proporcionar um bom deslizamento entre as superfícies ósseas durante do movimento.

Como a cartilagem não possui irrigação sanguínea, apresenta baixo potencial de regeneração e, portanto, em casos desgaste da cápsula articular ocorre o que chamamos de artrose de quadril.

A articulação do quadril é cercada pela cápsula articular, composta por quatro espessos ligamentos (ligamento iliofemoral, ligamento pubofemoral, ligamento isquiotibial e ligamento da cabeça do fêmur) que estabilizam a articulação.

E, também, por uma membrana sinovial, responsável pela lubrificação articular. Envolvendo o acetábulo também existe uma camada chamada labrum (estrutura fibrocartilaginosa em formato de anel que aumenta a cobertura da cabeça femoral, auxiliando na estabilidade do quadril).

Grupos Musculares

O quadril é cercado de potentes grupos musculares, os músculos anti-gravitacionais, que também compõem o CORE (ou Power House, que é o centro de força do corpo) – estrutura muito importante e enfatizada no Método Pilates – responsáveis pela adoção da postura bípede, e pelos movimentos de flexão, extensão, adução, abdução, rotação interna e rotação externa do quadril.

Os músculos responsáveis pela flexão do quadril são:

  • Psoas;
  • Ilíaco;
  • Sartório;
  • Reto Femoral;
  • Tensor da Fáscia Lata;
  • Pectíneo;
  • Adutor Curto e Longo;
  • Glúteo Mínimo e Médio (fibras anteriores).

Os músculos extensores de quadril são:

  • Glúteo máximo;
  • Glúteo mínimo e médio (fibras posteriores);
  • Bíceps femoral;
  • Semimembranoso;
  • Semitendinoso;
  • Adutor magno.

Os músculos envolvidos na adução de quadril são:

  • Adutor magno;
  • Adutor longo e curto;
  • Grácil;
  • Pectíneo;
  • Iliopsoas;
  • Semitendinoso e semimembranoso.

Já os músculos abdutores do quadril são:

  • Glúteo máximo (fibras superiores e laterais);
  • Glúteo médio e mínimo;
  • Tensor da fáscia lata;
  • Piriforme;
  • Sartório;
  • Obturadores interno e externo.

Os músculos que realizam a rotação externa são:

  • Piriforme;
  • Obturadores interno e externo;
  • Sartório;
  • Bíceps femoral;
  • Pectíneo;
  • Grácil;
  • Adutores.

E por fim, os músculos responsáveis pela rotação interna são:

  • Glúteo mínimo;
  • Tensor da fáscia lata;
  • Glúteo médio (fibras anteriores);
  • Semitendinoso e semimebranoso.

O que é a Artrose de Quadril?

Doença crônica, progressiva e degenerativa, a artrose se caracteriza por um desgaste na capsula articular do quadril, podendo culminar em microfraturas, cistos e esclerose subcondral, e na formação de osteófitos nas bordas articulares, gerando dor e perda progressiva do movimento.

Ainda é uma afecção dolorosa de etiologia desconhecida, porém sabe-se que ocorre por um desequilíbrio entre formação e destruição dos principais elementos da cartilagem, associados a fatores como sobrecarga mecânica.

Ou seja, a sobrecarga repetitiva e microtraumas acabam destruindo as fibras colágenas e proteoglicanas, alterando as propriedades visco elásticas da cartilagem e então reduzindo sua capacidade absorção de impactos.

Associado a isso, fatores genéticos, hormonais, hereditários e metabólicos também podem levar à artrose.

Atinge predominantemente indivíduos do sexo feminino, na faixa etária de 50 a 65 anos, sendo que a sua incidência aumenta com a idade e com o peso corporal.

Os fatores de risco para o desenvolvimento da artrose são: idade avançada, hereditariedade, descontroles hormonais, sobrepeso/ obesidade, osteopenia/osteoporose, hipermobilidade articular, doenças metabólicas, acidentes e traumas repetitivos, sobrecargas esportivas e alteração da biomecânica normal da articulação.

Dentre as formas clinicas mais frequentes e incapacitantes estão a artrose de quadril e joelho, por serem articulações que recebem grande parte do peso corporal. Quando no quadril, a artrose também pode ser chamada de coxartrose. 

Clinicamente, a artrose de quadril caracteriza-se por dor, rigidez articular, crepitação óssea, atrofia muscular, deformidade na articulação e progressiva perda de função, chegando até a afetar as atividades de vida diária do indivíduo.

Os sintomas mais comuns relatados pelo paciente são

  • Dor ao movimento (inicialmente a dor é mais frequente em movimento, aliviando no repouso, mas com a progressão da doença, a dor torna-se constante)
  • Dor localizada ao longo da face anterior, lateral e medial da coxa em direção a face interna do joelho;
  • Rigidez matinal;
  • Dor exacerbada com variações de temperatura e umidade (principalmente no frio);
  • Perda progressiva da força muscular;
  • Fadiga muscular;
  • Crepitação na articulação do quadril;
  • Aumento do volume articular;
  • Aparecimento de deformidades na articulação;
  • Dificuldade nas atividades de vida diária (ao cruzar as pernas, ao amarrar os sapatos, ao vestir meias, entre outros…);
  • Dificuldade de encontrar uma posição confortável para dormir;
  • Dificuldade em permanecer longos períodos em pé;
  • Alterações na marcha e equilíbrio.

No exame físico pode-se verificar dor à palpação do quadril e diminuição das amplitudes de movimento.

Em decorrência do espasmo muscular, da retração da cápsula articular, e da deformidade óssea, os movimentos do quadril mais afetados são: rotação interna, rotação externa, abdução e adução do membro inferior, por ordem de acometimento.

Os achados radiológicos indicam estreitamento do espaço intra-articular, formação de osteófitos, esclerose do osso subcondral, e formações císticas.

Formas de Tratamento da Artrose de Quadril

Por seu caráter crônico, o Tratamento da Artrose de Quadril usado atualmente, consiste basicamente em combater a sintomatologia.

Assim, deve-se estabelecer medidas para aliviar os sintomas, para melhora da função e para controle da progressão da doença.

A perda de peso também tem papel importante no tratamento pois a articulação do quadril suporta grande parte do peso corporal.

Quanto antes for diagnosticada a artrose de quadril e mais rapidamente for iniciado o tratamento, menor é a progressão da doença e menor o impacto na vida do paciente.

O Tratamento da Artrose de Quadril deve abranger uma abordagem multifatorial, pois a terapia medicamentosa isolada não é suficiente para o controle da doença.

Exercícios e a atividade física tem um efeito positivo, principalmente no caso da artrose de quadril, enquanto a inatividade ou imobilidade contribuem para a progressão da doença.

A perda de peso também tem papel importante no tratamento, pois a articulação do quadril suporta grande parte do peso corporal.

O tratamento medicamentoso consiste no uso de analgésicos, anti-inflamatórios e, atualmente, substâncias como a diacereína, o sulfato de glicosamina, o sulfato de condroitina, e o ácido hialurônico (embora ainda sem comprovação cientifica estão sendo muito utilizados no tratamento). Em alguns casos pode-se optar também pela infiltração intra-articular. 

A fisioterapia tem papel muito importante tanto para a analgesia, como na restauração da função. Pode-se utilizar de recursos de eletroterapia e termoterapia, cinesioterapia, hidroterapia, terapias manuais, massoterapia, acupuntura, isostretching, Pilates, entre outros.

Papel do Pilates no Tratamento da Artrose de Quadril

Atualmente com a disseminação e aumento da popularidade do Método Pilates, ele tem sido indicado para a reabilitação de várias lesões, dentre elas a artrose de quadril, por ser um método seguro sem impacto articular.

O Pilates no Tratamento da Artrose de Quadril tem como objetivo melhora da flexibilidade, no alongamento e na força muscular, reeducação postural e treino do equilíbrio, culminando no retorno às atividades de vida diárias e na melhora da qualidade de vida do indivíduo.

Porém em alguns casos mais avançados da doença ou quando o tratamento conservador não trouxer os resultados esperados, o médico pode optar pelo tratamento cirúrgico, que pode ser uma artroplastia de quadril (total ou parcial), osteotomia, ou artrodese de quadril.

Nesses casos cirúrgicos, a fisioterapia exerce papel fundamenta tanto no pré como no pós-operatório de quadril, visando o retorno precoce à função, e aumento da amplitude da articulação do quadril. E, assim, mais uma vez o Método Pilates pode ser inserido nesta fase do tratamento.

Como o Método Pilates pode Auxiliar no Tratamento

Exercícios físicos regulares estimulam uma série de reações no corpo:

  • Redução dos marcadores inflamatórios (proteína C reativa);
  • Redução do estresse mecânico com o fortalecimento muscular;
  • Estimulação à produção de liquido sinovial;
  • Diminuição da sensibilidade aos estímulos dolorosos;
  • Liberação de opioides endógenos (principalmente endorfina) .

Portanto, gerando diminuição do uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios.

Como já foi dito anteriormente, a restrição à atividade física leva a fraqueza e hipotrofia muscular, podendo levar à exacerbação da dor e aceleração do comprometimento físico.

Porém esta atividade física deve ser prescrita corretamente e supervisionada por profissionais qualificados, caso contrário, pode acelerar o desgaste e a progressão da artrose.

Conhecido por ser um método de exercícios de baixo impacto articular, o Método Pilates é muito indicado para o Tratamento da Artrose de Quadril.

Os exercícios quando realizados de forma lenta e progressiva, obedecendo aos princípios do Método (centralização, respiração, concentração, controle, precisão e fluidez), melhoram a mobilidade articular, reduzem a dor e inflamação, e permitem fortalecimento e alongamento seguros de toda a musculatura acometida.

A reeducação postural, adquirida com os exercícios de Pilates proporciona melhora da distribuição da descarga de peso, evitando maiores desgastes mecânicos na articulação.

Os exercícios de força são utilizados para melhorar a estabilidade articular; os exercícios de flexibilidade promovem o movimento da articulação de maneira suave e confortável a partir da amplitude de movimento, sem causar dor.

Enquanto exercícios de alongamento proporcionam um aumento da mobilidade de tecidos moles, além de também melhorar a amplitude de movimento.

Aulas Individuais

Como as aulas de Pilates são individualizadas, o instrutor pode elaborar um programa de tratamento especifico de acordo com a fase que o paciente se encontra, levando sempre em consideração os seguintes fatores:

  • O tipo e extensão da artrose do quadril;
  • A capacidade de força muscular;
  • A presença de contraturas;
  • O acometimento da amplitude de movimento;
  • A extensão da inflamação articular;
  • O grau de dor;
  • O acometimento da marcha;
  • A presença de cirurgia;
  • Entre outros.

Por fim, o Método Pilates irá restaurar a biomecânica normal da articulação do quadril, permitindo o retorno das atividades diárias, devolvendo a qualidade de vida do paciente.

Exercícios indicados no Tratamento da Artrose de Quadril

mulher fazendo exercícios de quadril com magic circle

Exercícios para a fase inicial da artrose de quadril: se diagnosticada a artrose de quadril precocemente, o programa de tratamento tem como objetivo retardar a evolução da doença, reduzir a perda de mobilidade e força muscular.

Além de restaurar as amplitudes de movimentos e a força muscular já perdidos, prevenir o aparecimento de deformidades, e controlar o quadro álgico. Enfatizar exercícios de fortalecimento, alongamento e equilíbrio de quadril.

Exercícios para a fase crônica da artrose de quadril: nesta fase o quadro doloroso e a perda de funcionalidade estão mais acentuados, comprometendo a marcha e afetando grande parte das amplitudes de movimento.

O objetivo do Pilates nesta fase é inicialmente liberar a articulação por meio de exercícios passivos e ativo assistidos e trabalhar a flexibilidade e o alongamento de toda musculatura envolvida no quadril.

Em seguida, é possível inserir lentamente exercícios isométricos – que irão permitir o fortalecimento da musculatura sem aumentar o processo inflamatório e sem o desgaste do osso subcondral.

De acordo com a resposta ao tratamento pode-se inserir exercícios de fortalecimento em geral, sempre cuidando com as amplitudes de movimento, respeitando a contração concêntrica e excêntrica e evitando movimentos bruscos.

Treino de equilíbrio e propriocepção também são muito importantes para restauração da marcha.

Exercícios para o pós-operatório de artrose de quadril: o tratamento na fase pós-operatória visa o retorno precoce da função, por meio da restauração da amplitude de movimento força e flexibilidade do quadril.

Exemplos de exercícios

Leg Circles

Objetivo: fortalecimento de flexores de quadril, glúteo médio e mínimo e estabilização de quadril.

Posição inicial: paciente em decúbito dorsal, membros superiores ao lado do corpo.

Movimento: paciente deve realizar a flexão do quadril com joelhos estendidos, em seguida, abduzir os quadris até a largura dos ombros. Após, deve-se voltar à, extensão de quadril aduzindo, simultaneamente, até a posição inicial.

Side Kicks – front and back

Objetivo: fortalecimento de abdutores do quadril e estabilização.

Posição inicial: paciente em decúbito lateral, cabeça apoiada no membro superior do lado do decúbito, outro membro superior apoiado a frente do corpo.

Movimento: paciente deve realizar a flexão e extensão do quadril contralateral ao decúbito, retornando à posição inicial.

Side Kicks – up and down

Objetivo: fortalecimento de glúteo médio, mínimo e tensor da fáscia lata.

Posição inicial: paciente em decúbito lateral, cabeça apoiada no membro superior do lado do decúbito, outro membro superior apoiado a frente do corpo.

Movimento: paciente deve realizar a abdução de quadril contralateral ao decúbito, retornando à posição inicial.

Side Kicks – inner thigh lifts

Objetivo: fortalecimento de adutores de quadril e estabilização de quadril.

Posição inicial: paciente em decúbito lateral, cabeça apoiada no membro superior do lado do decúbito, outro membro superior apoiado a frente do corpo.O membro inferior contralateral ao decúbito deve estar com quadril abduzido e joelho flexionados com o pé apoiado no solo.

Movimento: paciente deve realizar a adução do membro inferior do lado do decúbito, seguido de movimento de circundução, retornando à posição inicial.

Double Straitgh Stretch

Objetivo: fortalecimento de abdominais, flexores de quadril, e alongamento de cadeia posterior.

Posição inicial: paciente em decúbito dorsal, com ombros abduzidos, cotovelos flexionados e mãos apoiadas atrás da cabeça.Quadril flexionado a 90° e joelhos estendidos.

Movimento: paciente deve realizar a flexão de coluna, elevando a cabeça do solo, enquanto estende o quadril em direção ao solo, mantendo a coluna lombar em posição neutra. Retornar à posição inicial.

Stretches back

Objetivo: alongamento de quadríceps e iliopsoas.

Posição inicial: paciente em pé, um dos membros inferiores deve estar apoiado sobre o barrel com o quadril em hiperextensão e joelho estendido. Segure-se com as mãos na barra a frente.

Movimento: paciente deve realizar flexão do joelho do membro inferior de apoio associado à hiperextensão da coluna, retornando à posição inicial.

Alongamento de Pelvitrocanterianos

Objetivo: alongamento de pelvitrocanterianos e ciático.

Posição inicial: paciente em frente ao Barrel, um membro inferior sobre o Barrel com quadril em rotação externa e flexionado. Membros superiores ao lado do corpo.

Movimento: paciente deve realizar a flexão da coluna, flexionando os ombros a frente, retornando à posição inicial.

Leg Extension

Objetivo: fortalecimento de glúteos, isquiotibiais e paravertebrais.

Posição inicial: paciente em decúbito ventral sobre o Barrel, , segurando a barra a frente.

Movimento: paciente deve realizar a extensão de quadril, retornando à posição inicial.

Front Splits

Objetivo: fortalecimento de glúteo máximo, alongamento de flexores de quadril, e alongamento de isquiotibiais contralateral.

Posição inicial: paciente em pé ao lado do Reformer, com um membro inferior apoiado no Reformer tendo quadril em hiperextensão e joelho semifletido,. Membros superiores apoiados na barra frontal do Reformer.

Movimento: paciente deve realizar a hiperextensão do quadril e extensão do joelho apoiados no Reformer, enquanto flexiona o joelho e o quadril do membro inferior de apoio. Retornar à posição inicial.

Hip Stretch

Objetivo: fortalecimento de quadríceps, glúteos e tensor da fáscia lata; e alongamento de adutores.

Posição inicial: paciente no Cadilac em decúbito lateral, membro inferior contralateral ao apoio com o pé apoiado na barra móvel, tendo quadril abduzido e quadril joelho flexionados..

Movimento: paciente deve realizar a extensão do joelho, associada à extensão e adução do quadril, elevando a barra móvel. Retornar à posição inicial.

Leg Circles

Objetivo: fortalecimento de glúteo máximo, posteriores de coxa e adutores de quadril.

Posição inicial: paciente em decúbito dorsal no Reformer, membros superiores ao lado do corpo e membros inferiores com quadril fletido e pés nas cordas.

Movimento: paciente deve realizar o movimento de circundução do quadril em amplitude grande,, retornando à posição inicial. Pode-se realizar o movimento nos dois sentidos.

Pumping One Leg

Objetivo: fortalecimento de quadríceps; e fortalecimento de reto femoral e iliopsoas contralateral em isometria.

Posição inicial: paciente sentado na Cadeira, com um pé apoiado no pedal e outro membro inferior com quadril flexionado e joelho estendido, mantidos em isometria.

Movimento: paciente deve realizar a extensão do joelho abaixando o pedal, enquanto mantém o outro membro inferior em isometria. Retornar à posição inicial.

Bent Leg Lowers

Objetivo: fortalecimento de glúteo máximo e de flexores de joelho; e fortalecimento de reto femoral e iliopsoas contralaterais, em isometria.

Posição inicial: paciente em decúbito dorsal em frente à Cadeira, com um membro inferior estendido e mantido em isometria, e outro membro inferior com joelho flexionado e calcanhar apoiado no pedal. Membros superiores ao lado do corpo.

Movimento: paciente deve realizar a extensão do quadril, abaixando o pedal, mantendo o outro membro inferior em isometria.

Restrições de Exercícios para Pacientes com Artrose de Quadril

Como a artrose de quadril é uma doença degenerativa da cartilagem articular os exercícios desaconselhados são os que promovem impacto articular (como por exemplo corrida, saltos, step, lutas marciais, entre outros), pois podem aumentar a lesão, agravando a doença e o risco de cirurgia.

Pelos mesmos motivos, também deve-se evitar amplitudes de movimentos extremas, movimentos bruscos e repetitivos.

Cuidados que precisam ser tomados no Tratamento da Artrose de Quadril

placa de atenção

Tanto paciente como instrutor devem ficar atentos aos sinais e sintomas de esforço excessivo para não causar maiores danos à articulação pois atividade física em excesso pode aumentar o processo inflamatório e dor.

As cargas e evoluções dos exercícios devem ser ajustados lentamente e de acordo com a evolução ao tratamento, respeitando o limite de cada paciente, pois cada indivíduo responde ao tratamento de uma maneira.

Durante o tratamento pós-operatório, deve-se tomar muito cuidado com flexão extrema e rotação interna de quadril, pois podem prejudicar a fixação da prótese.

Concluindo…

mulher no reformer fazendo exercícios de quadril

As funções do quadril são cruciais para a independência funcional do indivíduo, motivo de grande repercussão de alguma alteração nesta articulação, como no caso da artrose de quadril.

O Pilates, quando realizado corretamente e seguindo os princípios básicos do Método, exerce papel importante no tratamento da artrose de quadril.

Auxiliando tanto na prevenção como na recuperação da doença, melhorando a funcionalidade e a restauração das atividades de vida diária, contribuindo para manutenção da qualidade de vida do paciente.

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