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Tudo sobre Flexibilidade através do Método Pilates

Tudo sobre Flexibilidade através do Método Pilates
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Durante toda minha vivência com o método Pilates, pude perceber que mais de 50% dos indivíduos que optam pelo mesmo, foram atraídos pelo ganho da flexibilidade.

Seja pela necessidade física ou pelas fotos chamativas nas redes sociais, visto que estas tornaram-se um ótimo meio de divulgação do nosso trabalho.

Sendo assim, precisamos estar preparados para cumprir com esse objetivo que nos foi imposto, não é mesmo?

Boa forma física é o primeiro requisito de felicidade. De maneira a alcançarmos esta felicidade, é fundamental ganhar o domínio de seu corpo. Se você está com 30 anos e está rígido e fora de forma, você está velho. Se você está com 60 e está maleável e forte, você está novo.

Joseph Pilates

Método Pilates

Mas antes disso, precisamos falar um pouco sobre o método Pilates.

O Método foi criado pelo alemão, Joseph Hubertus Pilates no início da década de 1920, visando o aumento da qualidade de vida dos indivíduos praticantes. Assim, o Pilates utiliza-se do conceito da Contrologia, que seria caracterizada como o controle de forma consciente de todos os movimentos musculares do corpo.

Por este motivo, o método trabalha o corpo todo, de forma global, e contém vários benefícios, como:

  • Ganho de Força e Nutrição Muscular
  • Alívio das Dores
  • Melhora da Coordenação Motora
  • Equilíbrio
  • Consciência Corporal
  • Tonificação da Musculatura
  • Melhora das Alterações Posturais
  • Eliminação de Toxinas
  • Facilitação da Drenagem Linfática
  • Menor Atrito das Articulações
  • Melhor Percepção dos Movimentos
  • Diminuição do Risco de Lesões
  • Relaxamento e Bem-Estar
  • Manutenção ou Aumento da Densidade Óssea
  • Equilíbrio de Funções
  • Melhora da Resistência Muscular
  • Controle da Diabetes
  • Artrite e Doenças Cardiovasculares
  • Melhora da Qualidade do Sono
  • Diminuição da Ansiedade e do Stress
  • Aumento da Flexibilidade – que é o foco do nosso artigo!

São muitos os benefícios e torna-se impossível listar todos, já que cada corpo responde de uma forma específica. O resultado satisfatório só irá depender da execução dos exercícios. As instruções devem ser seguidas com fidelidade.

Referindo-se aos princípios que regem o método, temos alguns importantes que vamos listar:

Concentração

Centrar toda a atenção da mente sobre um objetivo pré determinado, podendo ser uma atividade ou um pensamento, deixando de lado fatos que possam interferir na realização da mesma.

Segundo Joseph, “é estar presente, concentrado e não distraído. É a mente que esculpe o corpo”.

Fluidez

Indispensável para a leveza durante a realização dos movimentos, evitando assim, a utilização excessiva de energia e desgaste do seu corpo.

Tomando como referência sua seguinte frase: “Realize seu exercício com o mínimo de esforço e o máximo de prazer”.

Precisão

Corresponde ao controle e equilíbrio dos músculos envolvidos no movimento.

“O ideal é que os nossos músculos obedeçam à nossa vontade. A nossa vontade não deve ser dominada pelas ações reflexas de nossos músculos” – Joseph Pilates.

Respiração

Esta deverá estar em perfeita sintonia com o movimento para que possa proporcionar todos os benefícios propostos pelo método, utilizando, principalmente, a musculatura profunda do abdômen (músculos oblíquo e transverso), assoalho pélvico e eretores da coluna.

Realizando assim, a ativação dessas musculaturas objetivando uma melhor estabilização da região lombo-pélvica durante a execução do exercício proposto.

“Antes de tudo, aprenda a respirar corretamente” – Joseph Pilates.

Contrologia

Como citada anteriormente: é importante ressaltar que, a partir do momento em que possuímos controle do nosso corpo, poderemos realizar os exercícios de forma harmônica e fluída.

“Através do Pilates, você primeiro adquire o controle completo do seu próprio corpo e depois, através da repetição adequada de seus exercícios, você gradual e progressivamente consegue o ritmo e coordenação natural em todas as suas atividades subconscientes” – Joseph Pilates.

A aula tem duração média de 60 minutos e pode ser realizada tanto de forma individual, quanto em grupo.

Utiliza-se de aparelhos como: reformer, cadillac, wunda-chair, barrel e exercícios específicos para cada indivíduo associados ao controle da respiração, alinhamento corporal e na realização da ativação do “power-house”. Sendo este último a co-contração dos músculos transverso do abdomên, multífido, assoalho pélvico e diafragma.

Um dos fatores que mais chamam atenção no Pilates é a acessibilidade, uma vez que o método poderá ser praticado por pessoas de todas as idades como crianças, adultos, gestantes, idosos e, até mesmo, atletas de alto rendimento ou deficientes físicos, podendo ser adaptado para cada tipo de paciente e objetivos a serem alcançados.

Na grande maioria das vezes, poucos movimentos bem feitos e realizados de forma correta e equilibra valem por muitas horas de atividade física.

Conceito de Flexibilidade

Precisamos ter em mente que, segundo Micheo et al. (2012), a flexibilidade é tida como um parâmetro fisiológico  que está diretamente ligado com a saúde e aptidão física e que se não treinada pode aumentar o risco de lesões,  diminuir o desempenho das atividades de básicas de vida diária (ABVD) e esportivas em indivíduos atletas e não atletas.

É válido ressaltar que, a promoção de maiores níveis de flexibilidade acontece a partir da implementação de exercícios de alongamento, que servirão como estímulos para o aumento da extensibilidade do músculo em questão, sendo mantidas por um determinado tempo, dependendo do tipo e do tempo de estímulo que lhe será ofertado.

Tomando como base que o estímulo dos receptores, neste caso, a ativação de fusos musculares e dos órgãos tendinosos de Golgi, tornarão os músculos sensíveis às alterações no comprimento, velocidade e tensão, facilitando assim, o ganho da mobilidade articular.

O fuso muscular é tido como principal órgão presente no músculo, tornando-se responsável pelo monitoramento da velocidade e da duração do alongamento, detectando assim, alterações no comprimento do mesmo e classificando-o em estático ou dinâmico.

De acordo com Sharley (1998):

  • Estático

Classificado como a manutenção de uma determinada faixa de alongamento, durante mais de cinco segundo, alcançada após lenta condução do músculo até o ponto especificado, ou seja, seria uma movimentação lenta e até o limite de desconforto, seguida da realização da manutenção da postura. Considerado o mais tradicional e seguro.

  • Dinâmico

Amplitude muscular aferida em movimento contínuo, isto é, são movimentos realizados com velocidade e forma ritmada, sendo mais específica e menos tradicional.

Já o órgão tendinoso de Golgi (OTG), está situado entre as fibras do tendão, sofrendo estímulos de altas tensões. Dessa forma, podemos classifica-lo como um mecanismo de proteção, que é responsável pela inibição da contração do músculo no qual ele se faz presente.

Segundo Dawson (2001), quando as fibras extrafusais se contraem, uma força diferente é aplicada sobre o órgão tendinoso de Golgi, que por sua vez, enviará uma mensagem para a medula espinal, resultando na inibição do músculo agonista e a contração do músculo antagonista.

Assim, o reflexo tendinoso de Golgi, irá aumentar a capacidade do músculo para realizar o estiramento e o reflexo do fuso previne o alongamento muscular. Lindo, não?

Lembrando que, a flexibilidade deve ser trabalhada de forma individualizada e de forma específica, pois está diretamente ligada a diversos fatores, como:

  1. Sexo
  2. Idade
  3. Patologias Existentes
  4. Lesões Musculares
  5. Herança Genética
  6. Volume Muscular
  7. Quantidade de Tecido Adiposo Presente
  8. Tempo
  9. Tipo de Treinamento
  10. Entre Vários Outros

Por isso, tenhamos cautela!

Como o Método Pilates pode ajudar?

Algo que deve ser levado em consideração nos dias de hoje é a importância de uma boa postura e alinhamento de coluna.

Isso visto que as pessoas tendem a passar horas e horas em frente ao computador, utilizando-se de dispositivos eletrônicos ou, até mesmo, sentadas em cadeiras que carecem de apoio, tamanho ou altura ideal e acabam descompensando sua postura e acarretando em problemas futuros.

Sabe-se que adequados níveis de força muscular e flexibilidade são fundamentais para um bom funcionamento músculo-esquelético, contribuindo assim, para a preservação dos músculos e articulações saudáveis durante toda a sua vida, assim como, a diminuição do risco de lesões musculares e a aquisição de um melhor desempenho esportivo em atletas.

Durante os exercícios do método Pilates, os alongamentos são realizados de forma contínua, levando a uma maior flexibilidade condicionada a partir das estruturas das articulações, fazendo-se necessária a presença de um profissional capacitado durante todo o processo.

A liberação da endorfina é uma das consequências da prática do Pilates, que é responsável pela promoção de bem-estar e prazer. Como este trabalha a região pélvica, contribui para a flexibilidade do corpo e ajuda a potencializar a disposição e o desempenho sexual do praticante.

Neste caso, quais seriam os benefícios da flexibilidade adquirida a partir do método Pilates para o indivíduo praticante?

  • Prevenção de lesões e encurtamentos de um ou mais grupos musculares;
  • Restauração das amplitudes normais de movimento;
  • Restauração da mobilidade dos tecidos modelos adjacentes a articulação em questão;
  • Promover o relaxamento muscular e a sensação de bem-estar.

Concluindo…

Segundo o próprio autor do método, praticando-o, pelo menos, 2x por semana, é possível observar os resultados significativamente a partir da décima aula, em que a flexibilidade e a postura já estão sendo beneficiadas, tornando-se verídica a seguinte citação:

“Com 10 sessões você sentirá a diferença, com 20 sessões os outros irão perceber a diferença e com 30 sessões você terá um novo corpo” – Joseph Pilates.

Levando em consideração este pensamento, realizo a avaliação completa por biofotogrametria no primeiro dia de aula do paciente e, posteriormente, a cada mês de prática, a fim de comparar os resultados alcançados as metas previamente determinadas.

Desta forma, consigo incentivar melhor o paciente para obtenção de novos resultados e mensurar de forma mais fidedigna (quantitativa e visual).

E aí, gostaram do tema selecionado? E dos pontos abordados? Espero que sim! Caso necessitem, estarei à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Written by Roberta Gomes

Roberta Gomes

Fisioterapeuta e Instrutora de Pilates Clássico
– Pós graduanda em Fisioterapia Neurofuncional adulta e pediátrica – Faculdades Integradas de Patos/Centro Educacional de Ensino Superior.
– Conceito integrativo em terapia manual e exercícios (CIME);
– Avaliação postural por biofotogrametria (certificação internacional);
– Curso de tapping funcional, rígido e espiral;
– Liberação miofascial manual e instrumental;
– Auriculoterapia na dor lombar;
– Formação em trilhos fasciais (Sociedade Brasileira de Fisioterapia);

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