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O nosso corpo é muito flexível e, devido aos inúmeros movimentos realizados repetidamente durante as atividades do dia a dia, a estrutura corporal é afetada de algumas formas, principalmente a coluna vertebral, que pode desenvolver lesões locais ou irradiais.

Como resultado, são encontradas dores em membros superiores e inferiores. Uma das dores mais comuns é a dor no nervo ciático.

Continue lendo esta matéria para compreender melhor o mecanismo de irradiação desse nervo e também a coluna!

Estrutura da coluna vertebral

A nossa coluna é formada por um conjunto de vértebras, divididas das seguintes formas:

  • Coluna cervical: esta é composta por 6 vértebras (pescoço);
  • Coluna torácica: esta é composta por 12 vértebras (tronco);
  • Coluna lombar: esta é composta por 5 vértebras (região da cintura);
  • Sacro: esta é composta por forames (região da cintura);
  • Cóccix: é o último osso da nossa coluna.

Entre as vértebras existe o disco intervertebral, uma estrutura de cartilagem que amortece o impacto entre as estruturas da cervical, torácica e lombar.

Já no interior da coluna existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Quando este disco sai de sua posição normal, com a possibilidade de comprimir alguma estrutura nervosa, temos a hérnia de disco.

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Com o passar do tempo e o esforço repetitivo, esse desgaste nos discos intervertebrais aumenta, assim como as possibilidades de encontrarmos uma hérnia de disco. Essa é a extrusão de massa discal que se projeta para o canal medular através de uma ruptura da parede do anel fibroso. O problema é mais frequente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas aos movimentos e que suportam mais carga.

Como sabemos, o nervo ciático é o maior nervo do nosso corpo e seu volume pode chegar a espessura de um dedo. A dor no nervo ciático pode ser decorrente de diferentes fatores como:

Para ocorrer a compressão, é necessário que os músculos que envolvem esse nervo estejam sobrecarregados. Os principais músculos tensionados são os da região glútea e o músculo piriforme.

Músculo piriforme e dor no nervo ciático

O músculo piriforme é o maior responsável pela lesão do nervo ciático. Ele é um músculo pequeno e estreito, localizado na região profunda das nádegas e se origina no nível da coluna lombar, passando pelo sacro e conectando até o fêmur.

A sua principal função é realizar a rotação externa dos membros inferiores.

Em boa parte dos pacientes o trajeto do nervo ciático está por baixo do piriforme, no entanto, também existem aqueles pacientes onde o nervo ciático passa por dentro do músculo. Portanto, uma alteração no piriforme pode causar dor no nervo ciático e até mesmo o aumento de sensibilidade na perna.

Por essas razões, é muito importante ter cuidado na hora de fortalecer essa região. Em casos em que a dor no nervo ciático estiver relacionada ao piriforme, seu alongamento alivia a dor localizada e irradiada imediatamente.

A dor ciática é definida como uma inflamação ou irradiação, que pode se estender da região lombo sacra até a região do pé. Ela passa pela parte posterior das pernas, atingindo principalmente a região glútea, coxas e lateral da perna. Os pacientes a descrevem como formigamentos, dor profunda e queimação.

O que causa a dor no nervo ciático?

Se existe dor no nervo ciático com irradiação é porque o nervo está sofrendo uma compressão. Esse trauma pode ter origem direta ou ser causado por movimentos repetitivos, como alguns dos exemplos abaixo:

  • Ficar sentado por muito tempo em uma cadeira ou outros estofados desconfortáveis;
  • Sentar em cima de carteiras com volume em excesso (bolso de trás da calça);
  • Prática esportiva também pode ocasionar desconforto (corridas, musculação, atletas saltadores).

É muito comum encontrar essa síndrome em pessoas entre 30 a 50 anos. Geralmente, a dor no nervo ciático não é causada por só um tipo de lesão, ela também pode ser decorrente de vários fatores e desequilíbrios musculares. Alguns casos mais agressivos ocasionam lesões na lombar ou em membros inferiores no trajeto do nervo ciático.

É importante lembrar que boa parte dos casos acontecem devido a problemas degenerativos da coluna vertebral.

Alguns dos problemas que podem inflamar o nervo ciático são:

  • Doença degenerativa discal (hérnias discais e protusões discais);
  • Síndrome do piriforme;
  • Estenose da coluna lombar
  • Tumores e infecções;
  • Espondilolistese;
  • Traumas;
  • Artroses.

Para se obter um bom resultado, é necessário avaliar bem o quadro do paciente e ver se a dor é de origem da coluna ou se apresenta uma pré-disposição para contraturas musculares.

Sabendo a origem da dor, é possível saber qual o melhor plano de tratamento e decidir se o aluno poderá ou não alongar o piriforme.

Existem casos onde o alongamento dos músculos posteriores da coxa podem levar ao aumento da dor no nervo ciático. Em algumas lesões mais graves encontramos pacientes com fraqueza em uma ou em ambas as pernas. Devido a esse quadro, o paciente pode alterar seu padrão de caminhada, não conseguindo ficar na ponta do pé sobre a perna afetada ou andar somente com os calcanhares.

Perguntas importantes para fazer no momento da avaliação:

  • Quando a dor começou?
  • A dor se irradia?
  • Existe alguma alteração de sensibilidade ou força?
  • Algum fator desencadeia a dor?
  • Algum fator de melhora ou piora da dor?
  • Existe relação com o trabalho ou atividade física?
  • Como o paciente trata a crise de dor?

Sintomas da dor no nervo ciático

  • A dor pode ser constante e variar sua intensidade dependendo do local que se encontra a compressão;
  • Alterações de sensibilidade;
  • Alterações de força muscular nos membros inferiores (pernas) que causam compressão ou irradiação nas raízes nervosas;
  • Dor na região baixa da coluna emergindo para a região das nádegas;
  • Dor nas pernas que podem chegar até o pé (em alguns casos os pacientes sentem um choque por toda a perna);
  • Sensação de formigamentos, queimação e até mesmo pontadas por todo o membro inferior;
  • Fraqueza ou adormecimento na região da coluna e membros inferiores;
  • Dificuldade em sentar, levantar, tossir ou espirrar;
  • Intensificação da dor ao realizar movimentos bruscos.

Diagnóstico

É importante sempre levar em consideração que as dores não devem ser ignoradas, principalmente aquelas que são mais persistentes e que pioram no decorrer do tempo.

Quando se trata de algias em coluna podemos dizer que se começa com simples contraturas e/ou a disfunções musculares, cujo tratamento pode ser simples ou até mesmo levar a problemas mais severos.

Para que os resultados obtidos sejam mais consistentes, é necessário realizar uma avaliação minuciosa para evitar equívocos na hora de diagnosticar o quadro e, consequentemente, tratar o paciente mos o indivíduo de uma forma mais correta.

Antes mesmo de indicar qualquer tipo de medicamento, é necessário saber sobre o quadro clínico que o paciente apresenta. Por isso, é necessário realizar uma avaliação minuciosa e evitar equívocos na hora de diagnosticar o quadro e, consequentemente, obter resultados mais consistentes.

Tratamento

O paciente deve sempre ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, que deverá trabalhar os seguintes aspectos durante o tratamento da dor no nervo ciático:

  • Corrigir fatores biomecânicos decorrentes da síndrome de dor no nervo ciático;
  • Fisioterapia;
  • Repouso;
  • Gelo (durante as primeiras 24 a 48 horas pode auxiliar na redução do inchaço, do espasmo muscular e da dor no ciático);
  • Massagem;
  • Calor (pode ser usado após 48 horas para aquecer e relaxar os tecidos acometidos);
  • Na primeira etapa é interessante a utilização de ultrassom, ondas curtas e outras terapias que visam o alívio do quadro doloroso, reduzindo o espasmo muscular, aumentando o fluxo sanguíneo e acelerando o processo de cura;
  • Na segunda etapa, quando não há bloqueio de movimentação, iniciam-se os tratamentos ativos como alongamentos musculares, mobilizações neurais e exercícios de reabilitação específica no intuito de melhorar os arcos de movimento e a força muscular dos segmentos acometidos;
  • Terapia Manual;
  • Técnicas de osteopatia;
  • Orientações com reeducação postural;
  • Técnicas de relaxamento;
  • Acupuntura;
  • Alongamentos;
  • Injeções locais de esteróides;
  • Injeção de toxina botulínica pode auxiliar no alívio da dor;
  • Cirurgia exploratória do nervo ciático;
  • Tenotomia do músculo piriforme, realizada somente em último caso;
  • O exercício físico também é uma importante ferramenta, já que, uma vez praticado regularmente, proporciona a melhora do condicionamento físico, controlando o aparecimento de lesões e viabilizando preparo muscular para a rotina diária. O programa para ser realizado nas academias devem constar;
  • Treinamento da flexibilidade;
  • Treinamento aeróbio;
  • Treinamento da força muscular;
  • Treinamento aeróbio;
  • Flexibilidade;
  • Força muscular;
  • Fortalecimento do Core ou Power House;
  • Os cuidados com a sobrecarga de trabalho e durante as atividades domésticas devem ser adotados;
  • Realizar momentos de relaxamento ao longo do dia;
  • O Método Pilates também ajuda na reabilitação, já que ele preconiza alcançar um desenvolvimento do corpo de forma uniforme, objetivando uma melhora no condicionamento físico e mental com exercícios globais, isto é, que exigem um trabalho do corpo todo, utilizando diferentes aparelhos e equipamentos. Através dos seus princípios de concentração, fluidez, controle, respiração, centro de força e postura, o praticante do Método irá melhorar sua consciência corporal, flexibilidade, equilíbrio e força muscular.

Principais fatores de risco na dor ciática

  • Obesidade;
  • Envelhecimento;
  • Sedentarismo;
  • Gravidez.

Como já foi dito anteriormente, a dor no nervo ciático pode se manifestar de várias maneiras e, em alguns casos, pode gerar somente sinais de queimação local ou um simples desconforto. Em alguns casos, a dor pode gerar uma certa incapacidade ao paciente e apresentar sinais de choque elétrico pelo trajeto do nervo.

Como afastar os fatores de risco na dor ciática?

É possível tomar alguns cuidados para que a síndrome não seja desencadeada:

  • Evitar realizar movimentos bruscos com a coluna vertebral, pois eles podem favorecer o pinçamento de nervos;
  • Sempre flexionar os joelhos ao erguer um peso do chão;
  • Dar preferência ao uso de sapatos com saltos mais baixos;
  • Manter uma boa postura. O hábito de utilizar posturas corretas deve ser desenvolvido, especialmente em pessoas que ficam sentadas ou em pé por muito tempo. Mesmo com uma boa postura, é importante realizar intervalos e sair da posição;
  • Praticar exercícios físicos que ajudam a fortalecer a musculatura de todo o corpo. O Pilates é uma excelente opção, que promove uma melhora no condicionamento físico e mental e possui um repertório diversificado de exercícios globais. Através da técnica, que trabalha fluidez, concentração, controle, centro de força, respiração e postura, o praticante consegue aumentar a sua consciência corporal, flexibilidade, equilíbrio e força muscular.

Dor no nervo ciático no período gestacional

No período gestacional a mulher sofre com diversas alterações no corpo e, desta forma, acaba sofrendo com algumas lesões, dentre elas a inflamação do nervo ciático.

A lesão ocorre quando o nervo é esmagado devido ao aumento do útero e, na maioria das vezes, o aumento do peso é o principal causador da dor no nervo ciático. Quando ocorre pressão sobre o nervo ciático a coluna acaba sofrendo.

Outro problema comum é a fraqueza muscular nas pernas.

Conclusão

É necessário levar em conta diversos fatores que causam a dor no nervo ciático. Por isso, é fundamental ter uma boa avaliação do paciente e um diagnóstico preciso sobre seu quadro álgico. Dessa forma, é possível fazer com que o aluno tenha mais benefícios e qualidade de vida.

Durante todo o processo de reabilitação, devemos lembrar que cada paciente é único, o que possibilita realizar diferentes formas de trabalho, combinando diferentes técnicas e adaptando os exercícios de acordo com a necessidade e com o objetivo.