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O Pilates no pós-parto vem ganhando grande destaque por auxiliar na recuperação na vida das mulheres já que, neste período, é possível conciliar a prática dos exercícios do Método e viabilizar um momento de autocuidado.

É fato que o nascimento de um filho muda a rotina de toda uma família, especialmente na vida da mulher, que passa por grandes transformações. O aumento dos seios e da barriga são os grandes destaques. Mas após o período gestacional, muitas ainda sentem dificuldades em ter o corpo “de volta” e recuperar a autoestima.

O puerpério é compreendido pelo momento de expulsão da placenta até os 45 dias após o nascimento do bebê. Nesta fase ocorrem diversas transformações físicas, pelo fato de o corpo da mulher estar voltando à condição anterior ao período gestacional. Por isso, incluir a prática do Pilates no pós-parto é um grande aliado para combater a fraqueza muscular, além de promover maior autoestima e bem-estar.

Neste texto, falamos sobre os cuidados essenciais para proporcionar maior conforto na vida da sua aluna e como o Pilates no pós-parto concilia à retomada dos exercícios físicos de forma gradativa, para que elas possam realizar as atividades do dia a dia de forma mais fácil, segura e sem dor. Vamos lá? Boa leitura!

Os desafios e cuidados da mulher no Puerpério

No puerpério, a mãe passará pelos desafios da amamentação e o cuidado com este novo ser que é dependente dela. É um período delicado de adaptação física e emocional. Por isso, é comum que a mulher priorize a atenção com seu bebê, muitas vezes deixando de lado o autocuidado. Neste momento, o apoio familiar é decisivo para atravessar esse período de uma forma mais harmoniosa e saudável sem maiores problemas emocionais.

Após estes 45 dias iniciais, chamamos de puerpério tardio. Nesta fase, a mulher precisa aos poucos retomar sua rotina. 

Devido às modificações musculoesqueléticas ocorridas na transição entre a gestação e o puerpério imediato, a mulher poderá apresentar dificuldade de desenvolver atividades que antes da gestação desenvolvia com facilidade, já que a gestação altera o centro de gravidade da gestante pelo peso e tamanho do útero aumentar significativamente e retomar ao tamanho original.

Os benefícios da prática do Pilates no pós-parto

A prática de exercício físico com orientação profissional, em especial o Pilates durante o pós-parto, possibilita melhorias como sensação de bem-estar, autoconfiança e motivação para vivenciar a fase da maternidade. 

Neste momento, a prática do Método é muito importante, já que ele é capaz de promover a melhoria do padrão musculoesquelético, fortalecimento da musculatura, melhoria do padrão respiratório, bem como avaliar o tamanho da diástase abdominal.

Os objetivos da aplicação do Pilates no pós-parto são: 

  • Reeducação da função respiratória;
  • Fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna, do assoalho pélvico e dos músculos abdominais;
  • Promover consciência corporal;
  • Aumentar o condicionamento físico;
  • Estimular o relaxamento corporal. 

Quando o Pilates no pós-parto é indicado?

Após os 45 dias do parto, se não houver nenhuma contraindicação médica, ela pode iniciar ou retomar a prática do Método. É importante frisar que o profissional que irá acompanhar os movimentos deve entrar em contato com o médico que assiste, para que possamos iniciar o Pilates no pós-parto com segurança.

Dessa forma, é imprescindível que haja liberação médica através de atestado por escrito do médico ginecologista e obstetra que acompanha a paciente.

Mesmo que a mulher tenha realizado Pilates durante a gestação, quando retorna no puerpério, ela deve ser avaliada novamente para que possamos realizar intervenções assertivas a nova condição em que ela se encontra.

Esses procedimentos são fundamentais, porque ela poderá apresentar novas condições de enfraquecimento e encurtamento ou alongamento muscular, bem como desvio postural ocasionado por posicionamento incorreto de carregar o bebê, levando sempre em consideração se amamentação acontece de forma assertiva, pois essa rotina pode facilitar o encurtamento de rotadores de ombro.

Comumente ouvimos relatos de dor lombar no puerpério. Essa condição está associada ao posicionamento incorreto e fraqueza muscular, inclusive podendo estar ligada a diástase abdominal, devido à perda da função de suporte da coluna causada pelo afastamento dos feixes dos músculos retos abdominais.

Se essa patologia não for tratada, há sérios riscos de incidência de hérnias. 

Para se trabalhar o Pilates no pós-parto de forma consciente, com aproveitamento em todos os movimentos propostos, a respiração associada com a ativação do músculo transverso e assoalho pélvico tem fundamental importância durante todo o treinamento.

Seguindo as orientações de forma correta, é possível melhorar os sintomas psicológicos e físicos, como a ansiedade e a diástase abdominal, contribuir na qualidade de vida, além de prevenir condições de perda de urina e disfunção sexual causada pela frouxidão de assoalho pélvico.

No puerpério torna-se imprescindível trabalhar a mobilidade de coluna, o reforço abdominal assim como o reforço e alongamento de rotadores de ombro que podem estar encurtados devido ao posicionamento para carregar o bebê.

A importância de manter a frequência

Tendo em vista a dificuldade das mulheres mães retornarem a rotina de exercícios físicos, a importância da prática do Pilates no pós-parto, assim como o vínculo mãe-bebê tanto para a puérpera como para o recém-nascido, precisamos realizar adaptações nos exercícios, prescrevendo de forma adaptada, planejada e sistematizada propiciando inclusive um ambiente acolhedor.

Permitindo que a mãe possa se exercitar com seu bebê, seja em carregador ergonômico, tapete próximo ou apenas que esteja sobre o tronco na realização dos exercícios, essa conexão promove um espaço de bem-estar e apego seguro, incentivando a amamentação em livre demanda, propiciando troca de carinho, olhares e sorrisos, a fim de prestar assistência segura à mãe e ao bebê.

Conclusão

A prática do Pilates no pós-parto tem se mostrado uma forma inovadora de captação e fidelização das mães, bem como promover o retorno aos treinos, desde que seja autorizado pelo médico.

O fato da mãe ter de deixar seu filho recém nascido com outro cuidador enquanto treina é uma condição dificultadora neste retorno, tanto pela questão do tempo que precisará ficar distante do filho, pela questão financeira envolvida neste cuidado, assim como a dificuldade para amamentar seu filho neste período, que geralmente ainda ocorre em livre demanda.

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Referências Biliográficas

Sousa, T.A. DE et al. Atuação do fisioterapeuta e a técnica de Pilates no período gestacional e pós-parto. Research, Society and Development, v. 9, n. 11, p. e449119703, 4 nov. 2020.Disponível em: <https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/9703/8530>. Acesso em: 02, abr, 2022.

Zambiazzi, J.M. Percepções das gestantes em relação à Fisioterapia na saúde da materna. 2012. 59 p. Monografia (Bacharel em Fisioterapia), Centro Universitário UNIVATES, Lajeado-RS, 2012.