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10 Dicas Imperdíveis sobre Pilates para Reabilitação

Existem inúmeros motivos pelos quais um cliente procura um Studio de Pilates: pode ser para buscar uma atividade que complemente um treino ou esporte, para praticar um exercício durante um período especial da vida (como a gestação ou a terceira idade, por exemplo), ou até mesmo em busca de uma prática diferenciada, mas entre os principais motivos temos também o Pilates para Reabilitação.

O Pilates é indicado para tratar lesões, trabalhar patologias buscando melhorias no quadro clínico do paciente, evoluindo as aulas e também visando seu bem-estar no dia a dia.

Sendo esse um de nossos maiores públicos, é essencial buscar informações e ferramentas que nos ajudam a promover uma aula com maior qualidade.

Nesta matéria você conhecerá 10 dicas que farão suas aulas de Pilates para reabilitação serem o mais completa possível!

Vamos lá?

1. Protegendo a Coluna VertebralPilates-para-Reabilitação-12

A centralização – um dos princípios do método Pilates – tem como objetivo o fortalecimento do Power House (Centro de força) descrito assim por Joseph Pilates. Seu fortalecimento promove a proteção da coluna vertebral por ser composto pela musculatura do tronco como reto abdominal, oblíquos interno e externo, quadrado lombar.

E, mais profundamente, o transverso abdominal, multifidos e paravertebrais, além dos glúteos máximo, médio, mínimo e assoalho pélvico, que estão intimamente ligados com a estabilização da nossa coluna vertebral.

O músculo transverso abdominal é dos principais músculos do Power House e deve ser bem trabalhado no Pilates para reabilitação. Seu fortalecimento aumenta a pressão intra-abdominal, fazendo com que haja uma descompressão nas vértebras lombares, por promover o crescimento axial.

O princípio da respiração, associado ao princípio da centralização do método Pilates, aumenta o nível de ativação dos músculos abdominais em relação ao mesmo exercício sem a realização dessa mecânica respiratória exigida no método.

Partindo deste conhecimento, podemos concluir que, para uma ativação efetiva do Power House, deve-se a partir da respiração realizada corretamente de acordo com o método Pilates, sendo que um princípio esta intimamente ligado ao outro.

2. Desenvolvendo Movimentos Fisiológicos da Coluna VertebralPilates-para-Reabilitação-12

Manter todos os movimentos fisiológicos que o corpo possui é algo de importância fundamental para a evolução de nosso aluno/paciente. Quando limitamos estes movimentos, estamos promovendo a fraqueza muscular, rigidez articular e inaptidão física, prejudicando o funcionamento fisiológico de nossos sistemas corporais, e não é isso que queremos no Pilates para reabilitação.

Sendo assim, devemos manter todos os movimentos fisiológicos para promover a qualidade de vida. Os movimentos que realizamos ao decorrer do dia podem levar a lesões, caso as estruturas corpóreas não estejam preparadas para realizá-los.

Devemos realizá-los de forma adequada e com a percepção corporal necessária para evitar o risco de lesões – ocasionando a redução na qualidade de vida e prejudicar a independência funcional por falta de ativação muscular efetiva, além de propriocepção eficaz durante o movimento.

A imagem acima mostra como, durante o nosso dia a dia, realizamos movimentos ao qual nossa coluna vertebral deve estar preparada para a sua execução sem levar a uma lesão.

Podemos imaginar que, ao brincar com seu filho, esta mãe provavelmente irá executar o movimento de flexão e rotação segurando a criança, o que irá exercer uma carga durante a execução do movimento. Por isso, é de suma importância colocar em seu repertório de Pilates para reabilitação os exercícios que preparem a coluna vertebral para sua execução.

3. Descobrindo onde está o Desequilíbrio MusculoesqueléticoPilates-para-Reabilitação-8

Quando colocamos carga em um exercício onde o aluno executa o movimento apresentando compensações posturais, a tendência é aumentar sua desorganização postural – mesmo que estes movimentos estejam sendo feito de maneira correta.

Se aquele segmento corporal encontra-se em desalinhamento, o exercício proposto perderá sua eficácia e pode até levar a uma piora do quadro clínico, ou até mesmo promover lesão em outros tecidos, o que definitivamente não queremos em uma sessão de Pilates para reabilitação.

O desalinhamento postural causado pelo desequilíbrio muscular pode ser explicado pela diferença de força e flexibilidade entre grupos musculares que atuam sobre uma mesma articulação. Ou seja, ocorre quando determinado grupo muscular apresenta-se mais forte e/ou mais tensionado do que seu respectivo antagonista.

Alguns grupos musculares apresentam uma predisposição natural ao encurtamento. Embora não exista uma explicação para isso, acredita-se que exista correlação com a posição fetal.

Dentre os músculos que sabidamente tendem ao encurtamento, destaca-se:

  • Eretores espinhais
  • Quadrado lombar
  • Tensor da fáscia lata
  • Piriforme
  • Retofemural
  • Gastrocnêmico e Sóleo
  • Peitoral maior
  • Trapézio superior
  • Elevador da escápula
  • Esternocleidomastóideos e Escalenos

Enquanto seus antagonistas diretos tendem ao estiramento.

A chave principal para o sucesso no tratamento de Pilates para reabilitação é você descobrir onde está o problema do seu paciente/aluno. O método Pilates para reabilitação é um método eficiente na melhora das lesões musculares e articulares, porém, precisamos ter um foco no nosso tratamento.

4. Fatores Biopsicossociais: Local da Dor x EmocionalPilates-para-Reabilitação-6

Com os dias cada vez mais corridos e a pressão que diversas pessoas sofrem no trabalho e em seu dia a dia, algumas lesões acabam sendo resultado de distúrbios emocionais.

Situações de estresse como chefe gritando, telefone que não para de tocar, os diversos e-mails a serem respondidos – tudo isso faz com que o corpo responda a estes estímulos sofridos ao longo do dia.

Isso não significa que as lesões são provenientes de estresse psicológico, ou seja, incômodos sentidos onde não existam lesões, nem motivos físicos para as queixas. Essas dores provenientes do estresse são lesões que, realmente, trazem algum prejuízo para o corpo e podem ser tratadas com Pilates para reabilitação.

Em pessoas mais tensas, estressadas, preocupadas ou nervosas, o corpo tende a ser mais rígido, com músculos mais contraídos do que o necessário. Essa contração faz com que os músculos suportem menos cargas, além de perderem a elasticidade e a resistência, podendo ficar mais dolorido e naturalmente com maior chance de lesão.

Devido a tensão causada pelo estresse na musculatura ao redor das costelas desses indivíduos, a mecânica respiratória fica prejudicada. Nossa postura é um reflexo de nossas ações físicas e emocionais. Abaixo, segue a repercussão nos níveis de nossa coluna vertebral e o que podem representar:

  • Coluna Vertebral

Desvio na coluna significa que a pessoa tem medo de tomar decisões importantes porque teme perder ou magoar alguém.

  • Coluna Cervical

Problema nessa região significa que a cabeça está sem apoio, confusa e se acha responsável pelos problemas dos outros.

  • Coluna Torácica

Simbolizam contrariedades Problemas na torácica ocorrem em pessoas que vivem suportando a vida da maneira que não gostam, que tem medo do fracasso, que culpam outras pessoas pelas suas tristezas.

  • Coluna Lombar

Problemas com elas significam contradições nos sentimentos e aparecem em pessoas que, ao mesmo tempo em que precisam do amor, recusam-no por necessitar de liberdade e da sua individualidade.

  • Sacro

Significa dificuldade para compreender as mudanças na hierarquia e problemas nesta área traduzem uma pessoa que não sabe perder, não quer ajudar nas mudanças, vive apegada ao passado e não aceita renovações

  • Conheça o simbolismo do seu corpo para comunicar-se melhor consigo mesmo:

Aprenda a respeitar seus limites e respeite-se acima de tudo, pois sua coluna foi projetada para suportar você e não o mundo. Cuidado com o volume dos pensamentos e das emoções que você carrega.

5. Respeitando os Limites da Dor em seu PacientePilates-para-Reabilitação-6

Muitos profissionais e instrutores do método Pilates se perguntam se podem utilizar o método em um indivíduo com dor aguda. O Pilates pode ajudar de forma eficaz todos aqueles que estão sofrendo em crise de dor, porém, esse trabalho deve ser muito cuidadoso e adequado para que não haja um agravamento no quadro inflamatório.

Ele deve ser tratado sempre em sessões de Pilates para reabilitação, onde o profissional saiba adequadamente como tratar o paciente. No entanto alguns cuidados devem ser lei ao montar uma aula para um aluno com patologia:

  1. Os movimentos devem ter uma amplitude pequena no primeiro momento. A primeira, segunda e terceira repetição pode apresentar um pouco de dor, mas ela deve diminuir e desaparecer conforme o corpo se movimenta. Caso a dor esteja aumentando, o movimento deve ser trocado ou adaptado.
  2. Sempre devemos orientar o aluno/paciente para avisar o profissional caso a região afetada esteja incomodando ou a dor esteja piorando.

6. Devemos sempre olhar o Paciente por completo no Pilates para ReabilitaçãoPilates-para-Reabilitação-2

Eis um erro extremamente comum no método Pilates: quando o fisioterapeuta ou educador físico foca apenas no local da dor de seu aluno, ou seja, ele chega com uma dor local (ombro, por exemplo), e o profissional foca apenas em trabalhar a musculatura envolvida desta articulação.

O profissional da saúde deve olhar para o corpo como um todo de forma biopsicossocial. Há pessoas que possuem lesão na articulação do ombro, por exemplo, mas que a causa é uma falta de mobilidade do quadril e que, por conexão das cadeias musculares, acabam tensionando a musculatura do ombro.

A região lombar pode ser afetada por desequilíbrio de cadeias musculares distantes como, por exemplo, entorse de tornozelo ou mesmo uma lesão ligamentar no joelho, que levará por mecanismos de compensação devido a conexão das cadeias musculares o tensionamento dos músculos da região lombar, gerando dor nesta musculatura.

A figura acima demonstra como uma dor articular pode, por conexão de cadeias musculares, refletir em um quadro álgico em outras articulações distantes com relação ao seu local de origem, por isso o Pilates para reabilitação é muito importante.

7. Disciplinando seu Aluno/PacientePilates-para-Reabilitação-7

A frequência que o aluno frequenta as aulas de Pilates deve ter a mesma disciplina que um paciente que toma um antibiótico para conseguir obter seus resultados.

Podemos ressaltar que, para um resultado, eficiente deve-se:

  1. Respeitar os princípios do método Pilates.
  2. Número de repetições de cada exercício.
  3. Respeitar o limites de carga.
  4. Respeitar a frequência de aula, pois nosso organismo responde fisiologicamente aos estímulos dados e, para ser obter sucesso nos objetivos traçados com seu aluno, estes estímulos devem ser adequados e não sofrerem interrupções.
  5. Ter pontualidade para o atendimento correr de forma fluída e dentro da rotina planejada do ambiente de aula.

8. A Importância da HidrataçãoPilates-para-Reabilitação-10

Você sabia que a hidratação é extremamente importante para a saúde articular e a nutrição dos seus discos vertebrais?  Pois bem, fazer com que seu aluno mantenha-se hidratado é fundamental para potencializar o resultado das aulas de Pilates.

A água promove bem à saúde e disposição em geral. Diminui o cansaço, sonolência e reduz toxinas produzidas pelo próprio organismo ou absorvidas pela alimentação.

Além disso, a água lubrifica as articulações e cartilagens, permitindo que se movam com maior fluidez. Quando se dá a desidratação, a água afasta-se das articulações, pois se torna prioritariamente necessária em outros locais do organismo para manter o seu funcionamento orgânico adequado.

Um disco vertebral desidratado age de forma ineficiente com relação a função de amortecimentos das vibrações biomecânicas. podendo originar lesões. A hidratação é um quesito de extrema importância para a saúde no nosso corpo como um todo.

9. Correção de Fatores Externos para Evitar AcidentesPilates-para-Reabilitação-5

É fundamental para o sucesso de seu Studio saber se existem fatores externos que estão causando algum tipo de desequilibro muscular. Caso contrário, o seu tratamento não será eficaz – não adianta o aluno passar poucas horas da semana corrigindo um problema com o método Pilates para reabilitação, e em muitas outras apenas agravando este desiquilíbrio.

Os fatores podem ser os mais variados como, por exemplo, o local de trabalho, movimento esportivo repetido exaustivamente em longos períodos de treinamento, local de descanso e hábitos diários.

Conversar com seu paciente e entender sua rotina, e como esta afeta diretamente seu problema, pode fazer a diferença em seu tratamento.

10. Manutenção e Cuidados com os EquipamentosPilates-para-Reabilitação-4

Estar em dia com a manutenção dos aparelhos de seu Studio de Pilates evita não só danificações no aparelhos, mas também a exposição do aluno/paciente a possíveis acidentes. Entre estes, podemos citar:

Cuidado para o armazenamento das molas móveis:

  • Armazena-las quando não estiverem em uso em local livre da luz solar e da umidade.
  • Não usar de forma inadequada – isso evita o desgaste e aumenta a vida útil. Sua má utilização pode fazer com que o acessório perca resistência durante a deformação, necessária como carga nos exercícios e promover a simetria.

Cuidado para o armazenamento das molas fixas:

  • Ao término do exercício e não utilização do aparelho, desprender as mesmas e deixá-las desconectadas do conector, para evitar o desgaste e manter uma resistência adequada durante a deformação da mola durante o exercício.

Cuidado para a barra móvel do Cadilac:

  • Usar a faixa de segurança sempre que oferecer resistência ao movimento, principalmente se essa resistência trará a mola para baixo, pois pode ferir seriamente o aluno no rosto ou mesmo nos membros superiores, por reflexo de defesa para se proteger como, por exemplo, durante a realização do exercício Tower, caso o pé escorregue e a barra venha em direção a sua face.

Cuidado para as barras fixas do Cadilac:

  • Atentar- se a movimentação e espaço de execução do exercício, para que o aluno não tenha um contato brusco com a cabeça ou membros inferiores durante os exercícios propostos.

Cuidado exercícios no Reformer:

  • Tenha certeza que seu aluno está apto para realizar exercícios mais desafiadores e em posição ortostática para que não se desequilibre e venha a sofrer uma queda.
  • Atente-se às molas adequadas para cada tipo de exercício proposto. Não use molas que ofereçam alta carga para exercícios onde o objetivo principal é mobilidade, e atente-se para que esteja adequada a necessidade do aluno e ao exercício proposto.
  • Alinhamento adequado das alças de mão e pé durante a execução do movimento proposto no exercício para não favorecer desequilíbrio das cadeias musculares e assimetria.

Cuidado com o Barrel:

  • Exercícios de alta complexidade onde o aluno faça a total extensão da coluna vertebral, certifique-se que seus pés estão fixos para executar o movimento e sempre comece de forma gradativa.
  • Atentar-se, orientar a maneira de movimentação segmentar da coluna vertebral quando envolver exercícios com esta finalidade e/ou manter neutra para exercícios de estabilização.

Cuidado geral com todos aparelhos:

  • Não utilizar substâncias inadequadas para realizar a limpeza dos aparelhos, onde o mesmo posso deixar sua superfície escorregadia e promover instabilidade.
  • Após o uso do aparelho, limpar com uma flanela e produto adequado para a higienização, como, por exemplo, álcool em gel.

Cuidado geral com posicionamento dos aparelhos:

Cuidado geral com o ambiente/Studio:

  • Manter o ambiente limpo, arejado por janelas, ventiladores e/ou ar condicionado dedetizado e sem influência de ruídos externos que possam desconcentrar o aluno/paciente.
  • Deixar um bebedouro de fácil acesso ao aluno.
  • Atentar-se as condições de higiene dos copos utilizados e descarte caso sejam descartáveis
  • Evitar barreiras arquitetônicas para evitar tropeços e quedas por população especial e facilitar o acesso a pessoas com mobilidade reduzida.

Concluindo…Pilates-para-Reabilitação-3

 

Como podemos perceber por este artigo, para trabalhar com o Pilates para reabilitação é necessário muito mais cuidado do que com qualquer outro motivo pelo qual seu aluno procura o Studio.

Em pacientes com lesões que precisam ser tratadas de forma mais delicada, é essencial que o profissional saiba exatamente quais atitudes tomar, assim como manter um cuidado na hora de tratar a região afetada.

Com essas 10 dicas extremamente importantes, você também pode tratar a lesão ou lesões dos seus pacientes de forma segura e centrada. Utilizando o método para a melhora dos pacientes é o foco de qualquer instrutor de Pilates.

Mas e você, tem alguma dica extra de como tratar o Pilates para reabilitação? Conta pra gente nos comentários!

 

3 Comentários

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  1. Atenção e respeito quanto aos limites do aluno.
    A dor é um sinal. É a alegria é o melhor remédio

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