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Existem diferentes modelos de periodização de treinamento, cada característica é adequada para diferentes objetivos traçados no planejamento do Treinamento Funcional.

Nesse artigo você poderá conhecer e aprender um pouco mais sobre cada um deles, como é a prevenção de lesões e quais são os modelos mais conhecidos. Para aprender tudo isso é só continuar lendo!

O que é periodização de treinamento?

A periodização de treinamento é uma parte importante do nosso planejamento de aulas, mesmo que você não trabalhe com atletas. Por isso, é muito importante entender como funciona cada um dos modelos de periodização de treinamento. Dessa forma, você terá um plano de aulas mais eficiente e completo.

A periodização de treinamento de maneira pode ser definida como a organização de cada etapa de preparação de um atleta.

Você pode pensar nela como um tipo de calendário com os macrociclos, mesociclos e microciclos, levando em consideração as competições que aquele atleta irá participar.

Os diferentes modelos de periodização de treinamento esportivo

Existem diversos modelos de periodização de treinamento esportivo. Cada um deles pode ou não ser recomendado para o seu aluno e, por isso, é fundamental conhecer todas as diferenças e características.

1. Modelo de Matveiev (Clássico)

Leev Pavlovitch Matveiev foi o pesquisador russo pioneiro no estudo da periodização de treinamento. Elaborado na década de 50, esse foi o primeiro modelo proposto para aplicar a atletas e esportistas em geral e, até hoje, é considerado eficiente, mesmo com os diversos avanços surgindo na área da preparação esportiva

Para o autor, o planejamento do treino deveria ser uma maneira de contornar fatores que fogem do controle tanto do atleta quanto do treinador. Portanto ele deveria garantir um treinamento eficiente apesar do calendário competitivo, condições climáticas e biológicas.

Assim, Matveiev determinou que a periodização dividiria um macrociclo em três períodos:

  • Preparatório: o atleta deve conseguir chegar até sua melhor condição física, ou seja, será necessário melhorar todas as suas características físicas até criar um corpo preparado para uma competição;
  • Competitivo: o aluno já deve estar com o corpo pronto para a atividade, o que possibilita um aumento de intensidade progressivo até chegar ao ponto máximo do atleta. Chegando nesse ponto, ele é estabilizado e mantido até o período da competição. Essa fase é caracterizada por preparação tanto física quanto psicológica para a competição, já que um aluno nervoso ou pouco concentrado comete erros técnicos com maior frequência, o que pode levar a lesões;
  • Transição: após as competições o atleta passa por um período transitório onde ele diminui consideravelmente sua intensidade e volume do trabalho, principalmente porque ele precisa se recuperar do trabalho intenso realizado na pré-competição. Essa recuperação é feita com o aluno praticando exercícios, evitando que ele entre em inércia e perca todos os desenvolvimentos obtidos durante os períodos anteriores.

2. Modelo Pendular

Os também russos Arosiev e Kalinin publicaram em 1971 seu modelo, que seria uma melhoria no modelo proposto por Matveiev: ao invés de separar o macrociclo em 3 etapas com objetivos específicos, aqui há a divisão desse tempo em microciclos.

Durante estes microciclos as aulas alternam entre cargas gerais (exercícios para desenvolver a aptidão física geral do atleta) e específicas. A intenção é manter a melhor forma competitiva do atleta durante todo o ano.

No início de cada ciclo a maioria dos treinos é geral. Durante esse período inicial o aluno consegue melhorar sua aptidão física para conseguir realizar os movimentos específicos com maior qualidade.

Conforme chegamos ao fim do ciclo o volume de treinos específicos aumenta enquanto os treinos gerais diminuem. Essa é a hora de melhorar as habilidades técnicas e táticas do atleta.

3. Modelo Modular

Esse modelo se diferencia dos anteriores por dar ênfase ao treino específico. Seu autor, A. Vorobjev considerava que os calendários competitivos não permitem tempo para treinos gerais.

Portanto, seria necessário adaptar os exercícios gerais para melhorar o condicionamento físico do atleta a exercícios específicos.

4. Modelo por blocos

Proposto por um dos maiores críticos ao modelo clássico de Matveiev, o doutor Yuri V. Verkhoshanski, que considerava que o modelo clássico era inadequado para o calendário de competições e exigências das modalidades modernas.

Aqui, somente uma preparação física é incompleta, o que faz com que também seja importante treinar o esportista nos aspectos:

  • Físicos;
  • Técnicos;
  • Táticos.

Outra vez, vemos um modelo de periodização com foco nos treinos específicos. Porém, os blocos do treino não devem ser isolados, pelo contrário. Existe um período de sobreposição entre cada bloco para que o treino consiga aproveitar os ganhos do trabalho anterior.

O primeiro bloco é caracterizado por ter o maior volume de treinamento de toda a temporada. Outra característica importante é trabalhar principalmente habilidades físicas. No bloco seguinte o volume diminui e começa a preparação de habilidades competitivas. O último bloco é composto por competições, quando só deve-se manter a forma física.

O autor elaborou o modelo de periodização de treinamento em blocos pensando em esportes de força. Porém podemos facilmente adaptá-lo para outros esportes.

Periodização simples e dupla

Independente de qual entre todas as opções modelos de periodização de treinamento você escolha para o seu atleta, também precisará pensar em qual tipo de periodização está usando.

Atualmente existem dois tipos básicos de periodização de treinamento:

  • Simples: realizamos todo o planejamento do treino levando em consideração um único período competitivo. Portanto esse macrociclo terminaria com o período de recuperação após a competição e daria início a outro macrociclo. Ela é mais usada para atletas amadores ou iniciantes que ainda são incapazes de atingir mais de um pico de desempenho dentro do ciclo;
  • Dupla: tem como objetivo levar o atleta a dois picos de desempenho dentro do ciclo. Ele possui diversas vantagens, sendo a primeira o aumento do desempenho obtido em diversas modalidades.

O primeiro período competitivo ajuda muito na avaliação que o profissional realiza do atleta. Ele serve de guia para planejar a próxima preparação e entender quais são as necessidades do corpo.

Porém, a preparação árdua para o primeiro período de competições pode atrapalhar a preparação para o segundo. O atleta precisa se recuperar da primeira competição antes de se preparar para a segunda, além de poder sofrer lesões durante essa primeira etapa.

Além disso, quanto maior for a quantidade de competições dentro de um ciclo menor será a preparação. Então seu aluno talvez chegue ao período competitivo despreparado. Por esse motivo a periodização dupla não é indicada para iniciantes com pouca preparação física.

Conclusão

Na hora de planejar suas aulas lembre-se de cada um dos modelos de periodização do treinamento e também que nenhuma fórmula é perfeita. Mesmo que o modelo de periodização que você escolheu seja maravilhoso para aquela modalidade, o corpo de cada um possui diferenças.

Sempre avalie seu aluno para ter certeza de que o trabalho está sendo eficiente. Caso encontre falhas não tenha medo de mudar seu planejamento ou até sua periodização para melhorar.